terça-feira, 6 de novembro de 2007

As notícias de hoje, 06/11, são:

As notícias de hoje, 06/11, são:

Notícia - Recordes do mercado imobiliário:
- Financiamento imobiliário pelo SFH cresce 81%

Notícias - FGTS:
- Espere para financiar a casa própria

- 'Não vejo como os juros possam cair'

Notícia - Cenário promissor:
- De olho no crédito

Notícia - Opções de financiamento:
- Veja as melhores opções para financiar imóveis


Notícia - Recordes do mercado imobiliário:
Financiamento imobiliário pelo SFH cresce 81%
Consumidores com mais dinheiro no bolso, aumento da oferta de imóveis e valores menores de prestações em decorrência da ampliação do prazo nos financiamentos estão levando o mercado de crédito imobiliário a bater recordes. Este ano, de janeiro a setembro, o volume de financiamento concedido pelos bancos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) com recursos da caderneta cresceu 81%, de R$6,72 bilhões para R$12,17 bilhões. A estimativa é alcançar R$16 bilhões este ano. Medidas tomadas pelo Conselho Curador do FGTS na semana passada e que valerão a partir de janeiro vão trazer mais concorrência e estímulo a esse mercado e facilitar a obtenção de financiamento para quem tem conta vinculada no FGTS.

Uma das medidas é que o comprador de imóvel financiado de valor até R$350 mil poderá pagar até 80% da prestação com o próprio saldo do FGTS, independentemente do valor da renda. A regra atual permite abatimento de 80% apenas para quem tem renda de até R$2.280. Para quem tem renda acima de R$4.560, o abatimento máximo hoje é de 40%. Outra mudança foi a criação de uma nova linha de crédito com recursos do FGTS para quem tem renda superior a R$4,9 mil, contemplando imóvel de valor até R$350 mil – hoje, a linha do FGTS só atende quem tem renda até R$4,9 mil e financia imóvel de no máximo R$130 mil. A nova linha vale apenas para quem é cotista há pelo menos três anos e tenha no mínimo 10% do valor do imóvel na conta vinculada. Nela, os juros são de 8,66% ao ano mais TR, bem menor que os 12% mais TR no SFH.

“A tendência com essas medidas é a concorrência aumentar, com redução de juros nos bancos”, diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). “Quem puder deve aguardar a virada do ano para contratar um financiamento imobiliário”, diz. Oliveira diz que a melhor forma de comprar imóvel é à vista porque evita os custos de um financiamento. “O grande problema é que poucos são aqueles que efetivamente têm condições financeiras para isso”, diz. É importante comparar as condições no mercado. “Qualquer pequena redução na taxa de juro faz enorme diferença”, ele diz. “Em financiamento de R$100 mil por 30 anos, a redução de um ponto porcentual nos juros, de 12% para 11%, significa economia de R$13.670.”

Oliveira conclui que hoje a taxa prefixada pode ser mais interessante que a pós-fixada (corrigida pela TR). “Isso, desde que a diferença entre a pós e a prefixada não supere dois pontos porcentuais”, ele diz. Orienta também que o consumidor deve evitar a amortização pela Tabela Price. “A prestação inicial é menor que no SAC, mas no total o comprador pagará mais.” Por fim: “Sempre que possível utilize seu FGTS e reservas financeiras para dar entrada e reduzir o valor do financiamento.”

Fonte: Correio da Bahia


Notícias - FGTS:
Espere para financiar a casa própria
Se a sua renda familiar é superior a R$ 4,9 mil, espere até o ano que vem para financiar a casa própria. A nova linha de financiamento habitacional anunciada esta semana pela Caixa Econômica Federal amplia a aplicação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS), com juros mais baixos, de 8,66% ao ano. Antes as taxas menores eram limitadas à baixa renda. Agora não haverá mais restrições. A medida começa a valer a partir de janeiro de 2008.

Outra mudança determinada pelo Conselho Curador do FGTS diz respeito ao limite de financiamento, que também aumentou. Agora é possível financiar casas e apartamentos de até R$ 350 mil com os recursos do fundo. Anteriormente, o valor não podia exceder R$ 130 mil. Esta modalidade concorre diretamente com as oferecidas pelos bancos privados, que operam recursos da poupança, pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com linhas para a classe média. Nesta modalidade, os juros chegam a 12% ao ano, mas há bancos que já operam na casa dos 9%. De todo modo, a mudança deve provocar uma restruturação das taxas em cadeia. Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, este é mais um motivo para esperar pela compra da casa a crédito. “A medida deverá provocar uma competição maior no sistema financeiro com redução no custo dos empréstimos”, prevê.

Outro movimento previsto para o ano que vem é de os bancos privados começarem a repassar recursos do FGTS, operação que é restrita à Caixa. Esta aliás é uma reivindicação antiga das instituições financeiras. O Banco Itaú, por exemplo, já anunciou que será “agente repassador” dos recursos. Quando isso ocorrer de forma mais ampla, as taxas de juros tenderão a ser mais competitivas.

Além disso, no início de agosto deste ano, o Conselho Curador já havia anunciado redução de 0,5% no valor da taxa de juros para cotistas do fundo - trabalhadores com conta vinculada ao FGTS há mais de três anos - que passa a valer também a partir de janeiro de 2008. A redução de 8,16% para 7,66% vale apenas para a baixa renda, mas também pressiona o mercado.

Neste cenário, o melhor a fazer é aguardar pela acomodação das taxas. Simulações feitas por Oliveira, mostram que essa opção pode render economia de até 18% no valor total a ser pago pela casa própria, de acordo com o preço do imóvel e o prazo de pagamento. Na compra de um imóvel de R$ 350 mil, com financiamento de 80% do valor (R$ 245 mil), a economia para quem optar pela nova linha chega a R$ 135,6 mil, num financiamento de 30 anos, em relação a quem abrir crédito por uma linha do SFH a uma taxa de juros de 12%. O valor total pago no período cai de R$ 740 mil para R$ 605 mil.

Fonte: Jornal da Tarde



'Não vejo como os juros possam cair'
A decisão do Conselho Curador do FGTS de permitir que a classe média utilize a linha de financiamento do fundo para compra de imóveis - avaliados em até R$ 350 mil, com juros de 8,66% ao ano mais TR - parece atingir em cheio os bancos privados. Mas Décio Tenerello, presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), diz que não. Ao menos, a princípio. E afirma que não há espaço para nova queda dos juros.

Como o senhor analisa as mudanças no financiamento com recursos do FGTS?

TENERELLO: Não vejo lógica na idéia de um país que tem déficit habitacional de 7,9 milhões de unidades - dos quais 90% são famílias que ganham até três salários mínimos - desviar recursos altamente subsidiados para uma faixa acima de dez salários. Especialmente porque o mercado está atendendo plenamente a essa demanda. O dinheiro do fundo de garantia é um funding mais barato que a poupança: é TR mais 3%, enquanto a poupança é TR mais 6%. Cabe no bolso de várias famílias de baixa renda.

O senhor acredita que, por causa dessa medida, os bancos privados vão baixar suas taxas no crédito imobiliário?

TENERELLO: É difícil trabalhar com uma taxa menor do que a que o mercado está praticando. O custo de captação na caderneta de poupança é de TR mais 6,17%, o que dá cerca de 7,4%. Com a administração de 2%, falamos de um custo total de 9% ao ano para os bancos. E eles já estão oferecendo linhas com TR mais 8%, ou seja, uma taxa de uns 10%. O spread fica muito estreito para baixar ainda mais os juros. Se não houver redução da Selic, o que diminuiria o custo do dinheiro, não vejo como os juros possam cair.

Mas aí os bancos não vão perder clientes para a Caixa?

TENERELLO: Não, esse é um mercado que está super ofertado e super demandado. E a Caixa é a maior aplicadora dos recursos do fundo de garantia, mas os bancos privados também podem operar com essa modalidade. Já tem empresa operando, inclusive. O Itaú anunciou acordo com o Conselho Curador e, a princípio, repassará R$ 200 milhões. A maioria não faz isso porque ainda está com seus recursos totalmente voltados para atender à exigibilidade (obrigação de destinar 65% dos recursos da poupança para a habitação).

Mas essa linha não chega a afetar a concorrência? Ou o volume de recursos, de R$ 1 bilhão, é pequeno para isso?

TENERELLO: O problema não está no volume. Num primeiro momento, R$ 1 bilhão não provocará impacto algum. O problema é o precedente de abrir esses recursos para um público que não precisa do fundo de garantia. Hoje estamos falando de um bilhão, em 2009 poderão ser R$ 10 bilhões.

Se não há espaço para queda de juros, o que ainda pode acontecer para facilitar o acesso à casa própria?

TENERELLO: Desburocratizar o processo, que é muito trabalhoso e custoso. E uma redução da Selic, pois aí o custo do financiamento também cai. Mas estamos num momento de dar um salto de qualidade no sistema. Acredito que o caminho que temos que buscar é o de financiamentos com indexadores que não sejam a TR. Como o IGP-M ou o IPCA. Isso será possível no mercado secundário. Porque nem a poupança nem o FGTS serão suficientes para atender à demanda que vem pela frente.

Fonte: O Globo (Luciana Calaza)

Notícia - Cenário promissor:
De olho no crédito
O nada sutil apelo do crédito é que dá as cartas nas recomendações para a Carteira Valor de novembro. No período sazonalmente mais forte para o consumo, os grandes bancos privados aparecem em bloco entre as dez ações mais indicadas para o mês, com Itaúsa, a holding que controla o Itaú (4), Unibanco (3) e Bradesco (1). Com as instituições dando mais ênfase não só às operações de empréstimos tradicionais como também ao financiamento imobiliário, os portfólios das 10 corretoras participantes ainda são pontuados por papéis relacionados à cadeia da construção civil. Na dianteira isolada se mantém, entretanto, a mineradora Vale do Rio Doce PNA (preferencial, sem voto), com 5 citações - sem contar Vale ON, com uma indicação.

A interrupção dos cortes da taxa básica de juros, a Selic, num momento de expansão da demanda por crédito, configura-se como um cenário dos mais promissores para os bancos brasileiros, diz o chefe de análise da Link Investimentos, Celso Boin Júnior. "O aumento do volume de operações está garantido para o próximo trimestre e com uma rentabilidade até melhor após o Banco Central (BC) ter feito uma pausa no ciclo de redução de juros", afirma. Para o especialista, o crescimento da renda suporta essa expansão sem que as instituições financeiras incorram o risco de elevar em demasia as taxas de inadimplência das suas carteiras.

No rol de bancos listados no pregão, Boin Jr. prefere os grandes conglomerados, por considerar que o vetor liquidez é fundamental num momento em que a cena externa ainda sugere cuidados - vide a crise das hipotecas americanas, que respingou em instituições financeiras nos Estados Unidos e Europa. "Se houver algum susto, são os menores que sofrem mais", diz. "As empresas, as pessoas, começam a concentrar seus recursos nos maiores bancos e essas instituições, por sua vez, não repassam o dinheiro no interbancário para os bancos de menor porte, empoçando a liquidez." No setor, o especialista prefere Itaúsa, que tem debaixo o Itaú, além do viés industrial em controladas como a Duratex, que se insere na cadeia da construção.

Na seleção feita a dedo na busca das maiores valorizações possíveis por Eduardo Kondo, chefe de análise da Concórdia, Itaúsa PN é a ação que tem o maior potencial de ganhos. Segundo calcula, o valor considerado justo para o papel é de R$ 17,00, mais de 30% superior ao fechamento de quinta-feira.

Mesmo entre as "small caps" (empresas de baixa capitalização), os bancos marcam presença. O Pine está, por exemplo, na lista da Ágora. Os bons números apresentados pela instituição nas demonstrações relativas ao terceiro trimestre e as perspectivas favoráveis para o crescimento do crédito consignado justificam a escolha, diz o chefe de análise da corretora, Marco Melo. "A empresa vem sendo negociada com um preço de 7,7 vezes o lucro, metade da média brasileira e com desconto de 60% em relação aos pares internacionais", diz. "Além disso, o Pine é um ativo estratégico num ambiente de consolidação do setor."

O crédito imobiliário, por sua vez, representa hoje menos de 2% do PIB brasileiro e as projeções dão conta de que alcançará 12% do conjunto das riquezas nacionais em 2012, diz a chefe de análise do Banif Banco de Investimentos, Catarina Pedrosa, citando pesquisa do Bradesco. Apesar de esse canal ser ainda incipiente no país, a queda dos juros empreendida até aqui e o alongamento dos prazos vêm impulsionando as empresas do setor de construção civil. Na sua seleção, Catarina incluiu Rodobens ON - Itaúsa PN também está entre as suas eleitas.

No ramo imobiliário, a Link incluiu as ações ordinárias da São Carlos, uma das principais empresas de investimentos em imóveis comerciais do país e que atua na prestação de serviços de administração, locação e venda. Além de contar com fluxos de caixa estáveis, a companhia ainda pode ganhar com a valorização dos imóveis, a medida que os juros ficam mais baixos, diz Boin Jr. Já Kondo, da Concórdia, escolheu no ramo imobiliário Gafisa ON, aparentemente atrasada em relação às duas dezenas de concorrentes negociadas na bolsa.

Gerdau PN está na lista da Ágora não só pelo apelo da construção e dos investimentos em infra-estrutura como também pela atuação no mercado internacional. "A empresa tem uma gama de encomendas do governo americano e fez operações societárias que ajudaram a reduzir os custos nas plantas dos Estados Unidos", diz Melo.

Fonte: Valor Econômico


Notícia - Opções de financiamento:
Veja as melhores opções para financiar imóveis
Consumidores com mais dinheiro no bolso, aumento da oferta de imóveis e valores menores de prestações em decorrência da ampliação do prazo nos financiamentos estão levando o mercado de crédito imobiliário a bater recordes. Este ano, de janeiro a setembro, o volume de financiamento concedido pelos bancos pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) com recursos da caderneta cresceu 81%, de R$ 6,72 bilhões para R$ 12,17 bilhões. A estimativa é alcançar R$ 16 bilhões este ano. Medidas tomadas pelo Conselho Curador do FGTS na semana passada - e que valerão a partir de janeiro - vão trazer mais concorrência e estímulo a esse mercado e facilitar a obtenção de financiamento para quem tem conta vinculada no FGTS.

"Com essas medidas, a tendência é a concorrência aumentar, com redução de juros nos bancos", diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Ele diz que a melhor forma de comprar imóvel é à vista, porque evita os custos de um financiamento. "O grande problema é que poucos são aqueles que efetivamente têm condições financeiras para isso", diz. Por isso, é importante comparar as condições no mercado. "Qualquer pequena redução na taxa de juro faz enorme diferença", ele diz. "Em financiamento de R$ 100 mil por 30 anos, a redução de 1 ponto porcentual nos juros, de 12% para 11%, significa economia de R$ 13.670".

Oliveira conclui que hoje a taxa prefixada pode ser mais interessante que a pós-fixada (corrigida pela TR). "Isso, desde que a diferença entre a pós e a prefixada não supere 2 pontos porcentuais", ele diz. Orienta também que o consumidor deve evitar a amortização pela Tabela Price. "A prestação inicial é menor que no SAC, mas no total o comprador pagará mais". Por fim: "Sempre que possível utilize seu FGTS e reservas financeiras para dar entrada e reduzir o valor do financiamento". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

As notícias de hoje, 05/11, são:

As notícias de hoje, 05/11, são:

Notícias - EUA:
- Fed faz novo corte no juro e taxa cai para 4,5%

- Aqui, a crise não chegou


Notícias - FGTS:
- Financiamento imobiliário vai ficar mais barato

- Para o conselho curador do FGTS


Notícias - EUA:
Fed faz novo corte no juro e taxa cai para 4,5%
O Federal Reserve (Fed, o BC americano) manteve a orientação do mês passado e reduziu sua taxa de juros em mais 0,25 ponto percentual, para 4,5% ao ano. O banco mais uma vez agiu para evitar que a crise imobiliária no país - agravada a partir de agosto pela crise no mercado de hipotecas de risco - ultrapasse o limite do setor financeiro e atinja a economia como um todo. Se os efeitos chegaram à economia real, no terceiro trimestre, ao menos, isso não ficou tão evidente: o Departamento do Comércio informou ontem - em caráter preliminar - que o Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 3,9% entre julho e setembro (dado anualizado), acima dos 3,8% entre abril e junho.

Segundo o comunicado do Fed que acompanhou a decisão, o corte de 0,25 ponto, combinado à redução de 0,5 ponto determinada em setembro, deve "ajudar a evitar alguns dos efeitos adversos que a crise recente nos mercados financeiros" pode provocar na economia real. O comitê de política monetária do BC americano acrescentou que, depois desta ação, os riscos de aumento da inflação "a grosso modo se equilibram" com os riscos de diminuição do crescimento econômico.

A determinação de baixar novamente o juro básico, diz a nota, também visa "promover o crescimento econômico moderado" ao longo do tempo. A decisão, porém, não foi unânime. O diretor Thomas M. Hoenig votou por manter o juro inalterado. No presente momento, o Fed ainda vê desequilíbrios na equação que balanceia crescimento econômico e estabilidade de preços. Para a autoridade monetária americana, embora o crescimento econômico tenha sido sólido no terceiro trimestre e a tensão no mercado financeiro tenha se amenizado, "o ritmo da expansão deve se desacelerar no curto prazo, em parte refletindo a intensificação dos ajustes no setor imobiliário residencial " .

Ao decidir diminuir o juro para lidar com esse risco, o Fed não abandonou as preocupações com a inflação. Conforme o comunicado, as leituras dos núcleos dos índices de preços melhoraram modestamente neste ano, mas o repique das cotações de petróleo e commodities pode trazer novas pressões para a inflação. "Nesse contexto, o comitê acredita que alguns riscos para a inflação persistem e vai continuar a monitorar os desdobramentos da inflação cuidadosamente " , assegura o texto.

Assim como no mês passado, o Fed encerra seu comunicado com a garantia de que o comitê "vai continuar a analisar os efeitos destes e de outros acontecimentos nos prognósticos econômicos e agirá como necessário para encorajar a estabilidade de preços e o crescimento sustentado " .

Os números preliminares do PIB americano divulgados ontem mostram que os gastos dos consumidores contribuíram com 2,11 pontos percentuais para o resultado no terceiro trimestre, ante contribuição de 1 ponto percentual no segundo trimestre. O crescimento dos gastos com bens duráveis (com durabilidade prevista de ao menos três anos) foi de 4,4%, em comparação ao 1,7% no trimestre anterior; já os gastos com bens não-duráveis (como alimentos e vestuário) cresceram 2,7%.

Os movimentos nos índices de inflação, se não chamaram a atenção do Fed nesta reunião, podem voltar a assumir o centro das atenções na reunião programada para 11 de dezembro (a última do ano). O Departamento de Comércio informou que o núcleo do índice de inflação atrelado à leitura do PIB subiu 1,8% entre julho e setembro, ante alta de 1,4% no trimestre imediatamente anterior. O banco considera adequado uma taxa de 2%.

No mês passado, os preços ao consumidor tiveram a maior alta desde maio, subindo 0,3% - superou as previsões, que eram de alta de 0,2% (o núcleo da inflação, no entanto, subiu 0,2%, em linha com o esperado por economistas e investidores). Os preços da energia devem ganhar força: com a proximidade do inverno no Hemisfério Norte, o consumo de combustível para calefação cresce de modo significativo, o que pode sinalizar maior pressão sobre os estoques de petróleo do país - os preços do produto subiram 0,9% em setembro.

Fonte: Valor Econômico





Aqui, a crise não chegou
Estouro da bolha, crise no crédito imobiliário subprime e queda da bolsa de valores são problemas que não preocupam um setor muito específico do mercado imobiliário americano: o das casas de mais de 100 milhões de dólares. A bem da verdade, falar em casas é insuficiente para fazer justiça aos colossos de luxo e requinte que se erguem nas colinas de Beverly Hills, nas praias da Flórida ou nas montanhas do Colorado. Os mimos que acompanham essas propriedades podem incluir 14 lareiras em ambientes variados, garagem para 16 veículos, campo de golfe particular e uma escadaria idêntica à do malfadado transatlântico Titanic. Neste ano, estão sendo vendidas nos Estados Unidos as casas mais caras da história. Dezenas de corretores correm pela honra de superar a barreira dos 103 milhões de dólares -- valor da residência mais cara já vendida no país.

A líder em cifras nessa corrida de mansões é uma propriedade em Beverly Hills, na Califórnia, que já serviu de locação para filmagens de superproduções de Hollywood, como O Poderoso Chefão e O Guarda-Costas. A casa, que está no mercado há dois meses, por 165 milhões de dólares, também é famosa por ter hospedado o ex-presidente americano John Kennedy e sua mulher, Jackeline Kennedy, durante sua lua-de-mel. Construída em 1926, ela tem quase 7 000 metros quadrados de área útil e está dentro de uma propriedade do tamanho de cinco campos de futebol. São 29 quartos, 40 banheiros, um estúdio de arte e uma casa de hóspedes anexa, que podem ser visitados apenas por clientes pré-qualificados. Segundo o corretor Stephen Shapiro, responsável pela venda da mansão, a estratégia para atrair compradores é usar a abordagem indire ta. "Fazemos um trabalho de relações públicas com nossos contatos mais influentes, soltamos releases de imprensa e esperamos que os clientes nos procurem", diz ele. Se o potencial comprador for uma
pessoa famosa, qualifica-se automaticamente para a visita. Mas, se for um desconhecido, Shapiro usa a internet para buscar referências. Vale até fuçar relatórios enviados à Securities and Exchange Comission em busca daqueles que ganharam planos de opções de ações de suas empresas. "Se não acharmos nada sobre essa pessoa ou sua empresa, já excluímos da qualificação", afirma o corretor. Até agora, cinco clientes -- cuja identidade é confidencial -- mostraram real interesse na propriedade.

Fonte: Revista Exame



Notícias - FGTS:
Financiamento imobiliário vai ficar mais barato
Os especialistas no mercado imobiliário acreditam que a nova linha de financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) sem limite de renda vai causar uma queda nos juros gerais cobrados pelos bancos privados. Apesar do montante de recursos reservados para a nova linha ser pequeno em relação à demanda esperada, o público-alvo dela faz parte do foco das instituições privadas.
“A classe média é o principal cliente dos bancos privados”, explica o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, João Teodoro da Silva.

Os recursos da nova linha somam R$ 1 bilhão para o próximo ano. Esse dinheiro é reservado para todo o País e o máximo emprestado para cada contrato é de R$ 245 mil. “Se o valor emprestado for o máximo, R$ 1 bilhão vai servir para cerca de quatro mil contratos. A demanda vai ser bem maior”, prevê o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro.

Ainda assim, Ribeiro acredita que os bancos privados vão rever a taxa de juros para não perderem clientes. “A procura vai ser grande pela nova linha, porque todo mundo quer pagar menos juros”, completa. Ribeiro informa que o Conselho Curador do FGTS deve rever a quantia reservada para o próximo ano se a demanda for grande.

Regras

A nova linha com recursos do FGTS foi divulgada, há dois dias, e serve para a compra de imóveis que tenham um valor de avaliação de até R$ 350 mil. Os juros vão ser de 8,66% ao ano mais Taxa Referencial (TR). Nos bancos privados pesquisados (ver quadro) pela reportagem do Jornal do Commercio, as taxas de juros para financiar imóveis entre R$ 120 mil e R$ 350 mil variam de 10,9% a 12%.

“Os clientes que estão querendo fazer um financiamento habitacional devem esperar até o próximo ano. Eles tanto vão poder aproveitar a nova linha quanto os novos juros dos bancos privados”, aconselha Ribeiro.

Hoje, as linhas com recursos do FGTS limitam a renda do cliente a R$ 4,9 mil nas maiores regiões metropolitanas do Brasil e a R$ 3,9 mil no Grande Recife.

Fonte: Jornal do Commercio - PE



Para o conselho curador do FGTS
Que facilitou a compra de imóveis para a classe média. Agora, quem tem renda mensal acima de R$ 4.900, pode optar pela nova linha de crédito, que representa uma economia de quase 20%.

Fonte: O Dia (Jan Theophilo)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

As notícias de hoje, 31/10, são:

As notícias de hoje, 31/10, são:

Notícia - FGTS:
- Novas regras para casa própria

- FGTS: novo financiamento de imóvel beneficia quem ganha mais de R$ 4.900

- Aumentam saques do FGTS

- Bancos terão de cortar taxa, dizem analistas


Notícia - Facilidade no financiamento:
- Compra para investimento vira estímulo



Notícia - FGTS:
Novas regras para casa própria
O mercado se aquece e as famílias sonham, só que quem entende adverte: para comprar a casa própria, é preciso mais do que dinheiro e planejamento. Saiba o que sugerem os especialistas.
O governo vai facilitar a compra da casa própria. Uma das medidas é a ampliação do uso do FGTS. Agora, esse dinheiro poderá ser usado para quitar as prestações. Mas especialistas alertam: há vários tipos de contratos, muitos índices de correção e prazos diferentes. São muitas opções para todos os bolsos.
Toda atenção é pouca para o sonho poder virar realidade. É preciso analisar tudo: as taxas de juros, o número de prestações, se elas vão ser fixas, se elas diminuir ao longo do tempo e como são taxas de administração. Hoje existem duas tabelas para financiamento imobiliário: SAC e Price. O comprador precisa analisar qual delas se adapta melhor ao orçamento da família. Mas a principal dica principal é ser chato mesmo. Afinal, esse pode ser o investimento da sua vida.
Comprar apartamento dá um trabalhão. É preciso conferir todos os detalhes. Um casal já escolheu a cor da parede. Amarelo-bebê, diz o marido.
Discordar da decoração até dá. Mas, para dividir o mesmo teto, um casal precisa antes de planejamento. Não dá para falar línguas diferentes na hora da compra. São muitas opções e também dúvidas, principalmente para quem depende de financiamento“ a maioria.
Para amortizar a dívida, são usadas duas tabelas. Pela tabela Price, a prestação é fixa, mas já estarão no valor juros sobre juros. Pela outra tabela, a SAC, as prestações são decrescentes. Uma pessoa que começa pagando R$ 1,3 mil pode pagar no mês seguinte R$ 1.298, e assim por diante.
Não quer dizer que a pessoa, por usar um sistema ou outro, está pagando mais ou está pagando menos, alerta o superintendente técnico da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), José Pereira Gonçalves.
A escolha deve ser pensada caso a caso. O representante da Abecip dá uma dica.
Se é uma pessoa que tem filhos pequenos, mas sabe que daqui a quatro ou cinco ou oito anos vão estar no colégio particular e os custos serão maiores, é importante ela fazer um esforço maior agora, porque é a prestação que cabe naquele momento no bolso da pessoa, recomenda o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves.
Com o financiamento escolhido, o medo de todo comprador é sempre o mesmo: De um dia chegar a aumentar as prestações ao ponto de eu não conseguir pagar. É o meu maior medo, diz uma paulistana. Os juros não variam. Os juros são fixados em contrato. É aquela taxa de juros. O que muda é o índice que corrige a prestação depois. Por isso, é importante que as pessoas leiam bem o contrato e vejam que índice está sendo utilizado. Se for o sistema financeiro, em 99% dos casos vai ser a TR, afirma o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves.
Jorge já sabe de onde vem parte da entrada: do FGTS. O fundo de garantia pode ser usado também de outras formas.
Ao longo do financiamento, ela também pode usar o fundo ou para fazer uma amortização da dívida, para reduzir prazo ou até para reduzir o valor do encargo. Ela pode manter o prazo e a prestação, que era de R$ 1,5 mil, e passar para R$ 1 mil, acrescenta o superintendente técnico da Abecip, José Pereira Gonçalves.
Depois de tiradas todas as dúvidas, a assinatura merece até festa. Afinal, foram muitas etapas. Agora falta pouco. Logo depois do réveillon, Everaldo e Sheila estarão de casa nova. É o primeiro apartamento. Eu estou trêmula até agora, diz Sheila. Graças a Deus, dá para a gente pagar sossegado, finaliza Everaldo. Nesta terça-feira (30), o governo anuncia as novas regras para o financiamento da casa própria. As mudanças devem beneficiar, principalmente, a classe média. Quem ganha mais de R$ 4,9 mil vai poder usar o FGTS para financiar imóveis de até R$ 350 mil. Para essa linha de crédito, devem ser liberados R$ 1 bilhão.
Fonte: Bom dia Brasil


FGTS: novo financiamento de imóvel beneficia quem ganha mais de R$ 4.900
Na próxima terça-feira (30), haverá mais uma reunião do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). Na ocasião, deverá ser aprovada uma proposta que beneficia os interessados em adquirir a casa própria que ganham acima de R$ 4.900.

De acordo com o diretor- executivo do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e membro do Conselho, Celso Luiz Petrucci, os juros para esta modalidade de financiamento deverão ficar abaixo de 10% ao ano. "Estamos lutando para uma taxa de um dígito", afirma.

Beneficiários
Segundo Petrucci, a nova linha de aquisição de imóveis visa beneficiar algumas pessoas que contribuem com o FGTS há pelo menos três anos, mas não podem usufruir de todos os seus benefícios.

Pelas regras atuais, as famílias com renda até R$ 4.900 podem financiar imóveis de até R$ 130 mil, no máximo, com juros de cerca de 8% ao ano. Quem ganha acima disso precisa pegar dinheiro pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação), cujos juros são de 12% a.a., ou ainda em uma modalidade mais cara.

"Hoje em dia, quem ganha R$ 4.901, por exemplo, e quer financiar um imóvel de R$ 80 mil usando o FGTS não pode", argumenta o diretor-executivo.

Fonte: InfoMoney


Aumentam saques do FGTS
Trabalhadores recorrem cada vez mais ao dinheiro da conta vinculada do Fundo de Garantia, na Caixa Econômica Federal, para financiar a casa própria.

Cresce o número de trabalhadores usando o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para financiar a casa própria. De janeiro a agosto, a Caixa Econômica Federal, responsável pela administração dos saldos, registrou 409.268 saques nas contas, totalizando a liberação de R$ 3,33 bilhões. No mesmo período do ano passado, 369.283 empregados sacaram o benefício para adquirir o imóvel, somando R$ 2,93 bilhões.

O aumento na procura foi superior a 10% e se justifica pela estabilidade econômica, que tem feito os juros caírem e melhorado a renda do trabalhador, mais confiante em assumir compromissos de longo prazo. Dados da Caixa revelaram que, no ano passado inteiro, 20 milhões de trabalhadores sacaram o Fundo de Garantia. O montante desembolsado das contas vinculadas chegou a R$ 30 bilhões.

A maior parte do saque foi feita por quem perdeu o emprego (67,2%), para compra do imóvel (14,6%) e aposentadorias (8,4%). O FGTS pode ser usado para compra à vista, parte do pagamento, abatimento de até 80% da prestação, quitação e amortização da dívida. Nesse caso, a dica é diminuir o tempo de contrato e manter o mesmo valor de prestação, se o mutuário tem como pagá-la. O interessado precisa comprovar que tem conta vinculada de no mínimo três anos.

Segundo o presidente do Sinduscon-Rio (Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio), Roberto Kauffmann, membro do Conselho Curador do FGTS, o número de saques só tende a aumentar. Ele lembra que, a partir de janeiro de 2008, os trabalhadores que optarem por financiamentos com recursos do Fundo de Garantia terão desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros.

A redução valerá para unidades até R$ 130 mil. Na terça-feira, o Conselho Curador deverá aprovar uma nova linha de crédito para quem recebe acima de R$ 4.900, com juros de 8,66% ao ano, mais TR (Taxa Referencial).

É possível comprar um segundo imóvel

Quem tem cota de consórcio imobiliário não pode usar o FGTS para comprar outro imóvel. O dinheiro do fundo só pode ser usado para aquisição de um único imóvel na cidade onde mora ou trabalha. A exceção é para quem já comprou a moradia, mas foi transferido de região por causa do trabalho.

Nesse caso, depois de um ano morando na nova cidade, será possível usar o fundo para comprar outro imóvel. O tabelião Wilhami de Oliveira, do 22º Ofício de Notas, orienta que os interessados em usar o FGTS têm que optar por um imóvel regularizado: “É fundamental que todos os documentos sejam reunidos e o registro feito logo depois da compra para que a pessoa se torne de fato proprietária do imóvel. Essa é uma das exigências para usar o FGTS na operação”.

A gerente de vendas Patrícia Curvelo, 34, também recorreu ao dinheiro do fundo para complementar a compra de seu primeiro apartamento. “O dinheiro no fundo rende muito pouco e, à época, precisei usá-lo para sair do aluguel. Tenho certeza de que fiz um ótimo negócio”, lembra Patrícia. Ela vendeu o imóvel para adquirir um apartamento na Barra da Tijuca, mas também precisou de financiamento para completar o valor.

Parcela fica menor

Para usar o recurso do fundo, o trabalhador precisa se enquadrar nas regras definidas pelo Conselho Curador do FGTS. Dentre elas, não ser proprietário de imóvel e não ter restrição cadastral. O imóvel tem que estar dentro das exigências do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), não podendo custar mais de R$ 350 mil, e precisa ser regularizado e sem pendência financeira.

O sócio-diretor da Basimóvel, Alexandre Fonseca, lembra que o rendimento do FGTS é muito baixo (3% ao ano mais TR), ou seja, menos que 5% ao ano. “O trabalhador fica sem estímulo para manter o dinheiro na conta vinculada. O aumento no uso do recurso mostra que essas pessoas querem aproveitar o momento de juros baixos nos financiamentos imobiliários com a perspectiva de comprar um bem que vai valorizar muito mais do que se o dinheiro estivesse na conta do fundo”, explica Fonseca.

Quem usou o recurso para adquirir a primeira moradia foi a tradutora Regina Armada, 50 anos. Ela comprou um imóvel na Tijuca à vista, com o dinheiro do FGTS. Em 2002, Regina vendeu o apartamento que já valia quase o dobro. Ela usou o dinheiro da venda, mais o FGTS e o financiamento imobiliário para comprar um apartamento maior em Botafogo. Este ano ela descobriu que o FGTS também podia ser usado para amortizar a dívida. “Fiquei aliviada quando recebi o boleto para pagar e o Banco Real informou que podia usar fundo para abater o empréstimo. Procurei a instituição e minha prestação diminuiu de R$ 740 para R$ 280. Além disso, daqui a dois anos posso usar novamente o recurso e, pelas minhas contas, vou liquidar a dívida que foi feita para pagamento em 10 anos”, conta Regina.

Valor poderá ser ampliado

Para o presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, o aumento no uso do FGTS para compra da moradia está diretamente ligado ao crescimento do mercado imobiliário. “Vamos fechar o ano com um avanço de 60% na comparação com o ano passado e os saques do FGTS para compra do imóvel também vão continuar crescendo”, prevê Vasconcelos.

Empresários do setor pedem mais facilidade no uso do FGTS e que o teto do valor do imóvel de R$ 350 mil seja ampliado. Desde 2005, que o Conselho Curador do FGTS não altera o valor.

Fonte: O Dia (Cristiane Campos)




Bancos terão de cortar taxa, dizem analistas
Para eles, um maior acesso da classe média a crédito imobiliário com recursos do FGTS elevará a concorrência entre instituições
Na opinião do sindicato das construtoras, mudanças só farão diferença no combate ao déficit habitacional se atingirem as classes C e D
TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL -

As mudanças nas regras de uso do dinheiro do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), na opinião de especialistas, elevam a competição e estimulam os bancos privados e públicos a concederem financiamento com taxas menores à classe média, que até então só tinha acesso ao dinheiro captado pela poupança -com juros maiores, hoje de 11% a 12% ao ano mais correção pela TR. Segundo eles, as medidas são novo fator a impulsionar o aquecimento do setor imobiliário, que vive o início de um boom.
Para Miguel Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade), apesar de adicionar ainda um volume pequeno de recursos, a medida aumenta a concorrência no crédito imobiliário. "Possibilita àquele que queria comprar um imóvel mais caro, mas não podia, ter acesso a um juro mais baixo. De alguma forma vai provocar um pouco a competição, porque Bradesco, Santander, HSBC e ABN, que estão entrando pesado no crédito habitacional, vão ter de oferecer, em algum momento, redução nas taxas de juros para competir."
Segundo Oliveira, não dá para dizer que a medida aumenta o acesso da Caixa Econômica à classe média. "Do ponto de vista da Caixa, não tem muita diferença. Como ela é grande captadora de poupança, já emprestava para a classe média, só que com um custo mais alto."
Como há hoje um "monopólio" da Caixa na administração do FGTS, os bancos públicos e privados também pleiteiam repassar recursos do fundo para financiar imóveis. Os bancos são todos habilitados, mas nenhuma instituição financeira ainda repassa esse dinheiro.

Restrições
Para a Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário), a medida anunciada ontem "é vista com restrição", pois "poderá concorrer com os produtos que os bancos oferecem" pelo SFH (Sistema Financeiro da Habitação) com recursos da poupança.
No SFH, que segue as linhas gerais da política habitacional brasileira, os bancos financiam aquisição de imóveis de até R$ 350 mil com juros que variam de 8% a 12% mais a correção pela TR, podendo o mutuário utilizar ou não recursos de sua conta no FGTS para fazer abatimentos. Nesse segmento, foram emprestados R$ 12,18 bilhões de janeiro a setembro deste ano com recursos da poupança, volume 81,03% superior ao do ano passado.
Esse montante permitiu a concessão de 135,3 mil financiamentos no ano. Já o FGTS concedeu empréstimos de R$ 5,199 bilhões para 202 mil mutuários no mesmo período.
Luiz Carlos Mendes Iglesias, responsável por produtos de crédito imobiliário do Banco Real, afirma que os juros do FGTS são menores do que os disponíveis hoje para a classe média, mas o volume de R$ 1 bilhão destinado a partir de 2008 ainda não tem capacidade de mexer com o mercado, que terá lançamentos da ordem de R$ 30 bilhões em 2008.
Para João Claudio Robusti, presidente do Sinduscon-SP, as mudanças são bem-vindas, mas só farão diferença no combate ao déficit habitacional quando atingir as classes C e D, que hoje concentram quase a totalidade do déficit habitacional, estimado em mais de 9 milhões de residências. "Queremos desenhar um modelo de habitação de interesse social, para imóveis de até R$ 50 mil e R$ 60 mil, que depende de articulação ampla, de desoneração fiscal e até subsídios."





Notícia - Facilidade de financiamento:
Compra para investimento vira estímulo
A facilidade no financiamento nos bancos é apontada pelos corretores e construtores como o principal motivo da procura por imóveis. A entrada de outras instituições financeiras na concorrência para abrir linhas de crédito para a compra da casa própria estimulou a briga por clientes com a Caixa Econômica Federal, que dominava esse mercado. Isso possibilitou novas opções de parcelamento e juros. Os construtores acharam isso ótimo. O crescimento começou mesmo no ano passado. Em comparação a 2005, o número de alvarás da Prefeitura para liberar construções residenciais aumentou quase 40%. Um salto que não se viu de 2004 para o ano seguinte.

O presidente de uma rede de imobiliárias de Joinville, Ayrton Luiz Piccolo, revela que esse cenário facilitou para que os imóveis fossem valorizados no mercado. A correria para a compra de um novo lar faz com que, depois de fechar o negócio, o morador tenha um bom rendimento nas mãos. “Investir em imóveis rende mais do que a poupança. Depois de pronto, um prédio valoriza 20%. Que banco que oferece esse rendimento?”, questiona.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil na região Norte (Sinduscon), Luiz Otávio Lobo, sugere a aquisição do imóvel na planta (ainda em projeto). A diferença do preço nessa fase comparada a ele já concluído chega a 20%, informa.

Os financiamentos

Caixa Econômica Federal
O consórcio imobiliário oferece carta de crédito entre R$ 25 mil e R$ 200 mil e prazos de 90 a 120 meses, conforme o valor do imóvel. A taxa de administração varia de 14% a 17% sobre o valor total. O cliente paga ainda fundo de reserva e seguro. É possível usar o FGTS para o lance. Também oferece financiamento de até 80% o valor de imóveis prontos com juros de 6% a 8,16% ao ano e prazo de até 30 anos com recursso do FGTS. Tem empréstimo para construção que pode chegar a 100%, dependendo do valor da obra e da renda bruta do cliente. Quem ganha acima de R$ 3,9 mil e tem outro imóvel residencial consegue financiamento, mas com recursos da poupança e taxas de juros mais elevadas.

Bradesco
Divide o plano de consórcio em até 144 meses. A taxa de administração é de 18% sobre o valor total. É possível usar o FGTS para ofertar lance ou complementar o valor do imóvel. Financia a compra de imóveis de até R$ 350 mil (limite emprestado é de R$ 245 mil) pelo sistema financeiro de habitação. Imóveis mais caros e comerciais são financiados pela carteira própria do banco sem uso de FGTS.

Real
Consórcio com créditos entre R$ 30 mil e R$ 400 mil e prazos de até 120 meses. A taxa de administração é de 17% sobre o valor da carta de crédito, mais 1% de adesão. O cliente paga também 2% de fundo de reserva mais seguro (cerca de 0,043% ao mês). Financia imóveis residenciais prontos em até 20 anos e com taxas anuais a partir de 9%. Tem planos próprios para compra e construção com empréstimo de até 100% o valor do bem.

Banco do Brasil
Não oferece consórcio e financia imóveis com recursos da poupança. As taxas variam de 10,49% a 12% ao ano, conforme o valor financiado. O empréstimo pode chegar a 80% do valor do imóvel, com prazo de pagamento de 20 anos para imóveis residenciais e 15 anos para comerciais.

Santander
Financia a casa própria pelo prazo de até 30 anos, com taxa mínima de 9% ao ano para imóveis de até R$ 120 mil.

Besc
A carteira para financiamento habitacional do Banco do Estado de Santa Catarina está desativada. O banco administra os contratos fechados até o início da década de 90, a maioria já com parcelamentos sendo finalizados. A direção do Besc pediu ao Banco Central para reativar a carteira, mas a autorização ainda não foi concedida.

Fonte: A Notícia - SC

terça-feira, 30 de outubro de 2007

As notícias de hoje, 30/10, são:

As notícias de hoje, 30/10, são:

Notícia - Rodobens e Santander:
- Registro - Rodobens e Santander

Notícias - Mercado de Crédito Imobiliário:
- A casa própria que cabe no orçamento

- Candidato à casa própria vive fase excelente

Notícia - Captação de recursos de poupança:
- Poupança amplia incentivo



Notícia - Rodobens e Santander:
Registro - Rodobens e Santander
30 de Outubro de 2007 - A Rodobens Negócios Imobiliários e o Banco Santander firmaram parceria para crédito imobiliário de 30 anos e juros 9% ao mês (+ TR) aos compradores de imóveis de até R$150 mil. O financiamento de 30 anos também será oferecido para imóveis acima de R$ 150 mil a juros de 10,45% ao mês (+TR) e, neste caso, valerá para financiar até 80% do valor total do imóvel.



Notícias - Mercado de Crédito Imobiliário:

A casa própria que cabe no orçamento

Patricia Knebel - Bastaram algumas medidas para que o setor da construção civil - que vinha se arrastando nos últimos anos - ganhasse um novo fôlego. Responsável por uma parte significativa da geração de empregos do País, o segmento vive o maior aumento da oferta de imóveis dos últimos 20 anos.
Os impulsionadores dessa nova realidade não são poucos: maior disponibilização de crédito no mercado, aumento da renda do trabalhador e dos prazos nos financiamentos pelas instituições financeiras, além de novos investimentos feitos pelas incorporadoras. O governo federal também está liberando mais recursos para as áreas de saneamento e habitação, através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O presidente da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), Paulo Safady Simão, destaca que esse setor é estratégico para o desenvolvimento de qualquer país, especialmente para as economias emergentes como a brasileira. Só isso já deveria ser motivo para comemoração. "Além de ser intensivo em mão-de-obra, gera renda, tributos e uma grande movimentação macroeconômica", aponta. A construção civil, isoladamente, responde por 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) total do País e 17,6% do PIB total da indústria.
Com incorporadores, agentes financiadores e compradores mais confiantes, a ordem é partir para novos projetos. "O setor imobiliário é um mercado de oportunidade e o momento é positivo. As empresas precisam agora tornarem-se mais competitivas", sugere o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Carlos Alberto Aita.
Um outro movimento contribui para o aumento da oferta. Estimuladas pelas mudanças no cenário econômico, incorporadoras do centro do País estão abrindo capital na bolsa de valores. O resultado disso é que existe cerca de R$ 14 milhões em dinheiro novo no mercado imobiliário, que antes contava apenas com as verbas do governo federal e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "São recursos que dão uma dinâmica diferenciada e inauguram um ciclo virtuoso para a construção civil", observa Aita.
Cerca de 20 empresas brasileiras abriram capital nos últimos anos, captaram os recursos e passaram a investir em terrenos. Para atender melhor aos mercados regionais, essas mesmas companhias aceleram a formação de parcerias com construtoras e incorporadoras locais, como aconteceu no Rio Grande do Sul nos últimos anos. Ao nacionalizar as suas operações, essas incorporadoras precisaram buscar agentes para agilizar a realização dos novos empreendimentos. O resultado é que, de acordo com o Sinduscon-RS, a velocidade de vendas, que no ano passado era de 3,5 em Porto Alegre, passou para 9. E esse índice acompanha o que vem acontecendo em todo Brasil.
A verdade é que o mercado financeiro está em alvoroço. No ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), foram financiados no Brasil 113 mil imóveis. Até agosto desse ano, o número já era de 117 mil e a expectativa é chegar em dezembro com 180 mil. O volume movimentado deve ultrapassar os R$ 16 bilhões.

ABMM destaca riscos nos financiamentos
Oferecer maior flexibilidade de adaptação ao salário da população é o desafio que o Brasil tem a enfrentar quando o assunto é o financiamento da casa própria. Apesar de, nos últimos anos, as instituições financeiras terem conquistado o direito a ofertar uma pluralidade de produtos, questões que antes eram contempladas pelo extinto Banco Nacional da Habitação (BNH) nunca mais foram recuperadas. Entre elas está o princípio da equivalência salarial. "Seria importante que os financiamentos se adaptassem à renda das pessoas. Como isso não acontece, estamos criando uma legião de inadimplentes" afirma o economista e advogado da Associação Brasileira dos Moradores e Mutuários (ABMM), Heráclito de Freitas Valle Corrêa. Nesse caso, é importante que os consumidores analisem com cuidado as opções, e levem sempre em consideração a dinâmica do mercado e os riscos de uma eventual perda de renda.
O Banco Nacional da Habitação, criado em 1964, não operava diretamente com o público. A sua função básica era realizar operações de crédito e gerir o FGTS através dos bancos privados e públicos e de companhias habitacionais, de água e esgoto. A sua extinção, na década de 1980, repassou as suas atribuições para a Caixa Econômica Federal, Banco Central e Conselho Monetário.

Iniciativas para atender a demandas crescem
Também têm apresentado crescimento as iniciativas para atender a essa demanda diferenciada. O Santander está financiando a casa própria em até 30 anos, o maior prazo oferecido entre os bancos privados. As condições prevêem uma taxa de 9% ao ano para imóveis com valor de até R$ 120 mil. O Grupo Santander já concede crédito imobiliário com prazos longos em outros países nos quais atua e, com o cenário econômico favorável, resolveu trazer essa experiência para o mercado local. "Estamos tentando adequar o pagamento das prestações ao bolso do consumidor brasileiro", afirma o superintendente-adjunto imobiliário da instituição, Fernando Baumeier. Até alguns anos atrás, os prazos dados pelo mercado de uma forma geral eram de, no máximo, dez anos.
O Banco Fibra decidiu criar o TotalCasa, braço de crédito da instituição voltado exclusivamente ao setor imobiliário. Inicialmente, estão sendo ofertados sete produtos: residencial, comercial, lazer, construção e reforma, terreno, solução (com alienação fiduciária como garantia) e casa 110%, com financiamento de até 100% do segundo imóvel e de mais 10% dos gastos com decoração ou reforma.
A idéia é que a liberação do crédito seja em dez dias úteis, já que a emissão dos documentos será feita pela internet. As despesas com Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e registro da escritura do imóvel podem entrar no financiamento. O TotalCasa Residencial arca com até 80% do valor de imóveis que custam a partir de R$ 40 mil. Os prazos de pagamento variam de três a 25 anos, e o valor máximo do empréstimo é de R$ 500 mil. O público-alvo são famílias com renda mensal acima de R$ 2 mil.
Essa oferta ilustra ainda mais um fenômeno típico desse momento do segmento de imóveis do País, que é justamente a aplicação de recursos em praticamente todas as classes sociais, não ficando mais restritos para as elites e faixas médias. O crescimento da carteira de Varejo do Fibra, que totalizou R$ 415,3 milhões ao final do primeiro semestre de 2007, volume 137,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, impulsionou o novo investimento.
O Banrisul também está oferecendo maiores facilidades para o financiamento de imóveis. Os clientes da instituição terão acesso a taxas pré-fixadas, definidas na contratação da operação. O percentual de financiamento foi ampliado para até 100% do valor da residência para os funcionários públicos estaduais e municipais que possuem convênio consignado com o banco. A taxa de juros é a partir de 8% ao ano mais TR. A expectativa é que estas condições tragam um incremento na carteira de crédito imobiliário. Em 2007, já foram financiados pela instituição 1.528 imóveis num montante de R$ 115,9 milhões.

Aumento da renda estimula aquisição de patrimônio
Junto com uma maior oferta de crédito e a queda na taxa de juros, a melhoria na renda do trabalhador brasileiro tem sido um estímulo a mais para a retomada da construção civil no País. Dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) da Região Metropolitana de Porto Alegre apontam que a massa de rendimentos - multiplicação do número de pessoas ocupadas pela renda média delas - teve uma elevação de 10,7% nos últimos 12 meses, com dados de julho. "Se aumenta a renda, melhoram as condições das pessoas fazerem reformas e melhorarem a sua moradia", afirma o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese-RS) e coordenador da PED, Eduardo Miguel Schneider.
A PED da Região Metropolitana de Porto Alegre aponta que, nos 24 municípios pesquisados, o setor de construção civil foi o que mais cresceu em volume de postos de trabalho no primeiro semestre desse ano, na comparação com o mesmo período de 2006. A variação foi de 7,7%, passando de 78 mil para 84 mil ocupados. Agora, em outubro, esse número já deve superar os 87 mil. Só nos últimos 12 meses foram gerados 8 mil vagas na construção civil na Região Metropolitana de Porto Alegre.
O diretor-regional da Rossi Residencial S.A, Gustavo Kosnitzer, confirma que o aumento da velocidade de vendas de imóveis, principalmente junto a um público que até alguns anos não tinha renda para adquirir imóveis, está trazendo novos negócios para o setor. "O alongamento nos prazos dos financiamentos e a queda dos juros estão contribuindo muito para essa expansão", relata.
A Rossi está sediada em São Paulo e, há nove anos, possui uma unidade no Rio Grande do Sul. Além disso, também tem parceria com construtoras locais, para projetos específicos. A empresa marca presença entre as três maiores do segmento no País. Atualmente, são oito canteiros de obras em Porto Alegre. Um deles fica no bairro Humaitá para o qual, em parceria com uma instituição financeira, são oferecidos juros de 9% e prazo de pagamento de 300 meses sem comprovação de renda. A faixa de público atingido é o com renda entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.
Até pouco tempo atrás, os juros eram de aproximadamente 12% e um menor prazo para pagar. "Essas condições aliadas fazem com que a prestação caia pela metade e a casa própria, então, caiba no bolso de um maior número de pessoas", observa Kosnitzer. Com isso, os novos empreendimentos começam a atrair uma fatia maior da população, que, nessas condições, vê chances de investir em um imóvel próprio.
O diretor da Cia Lançamentos Imobiliários, Jorge Franca, destaca que, mesmo no caso dos projetos de médio e alto padrão, os prazos alongados de financiamento ajudam a estimular as vendas. A empresa faz a comercialização dos imóveis da AlphaVille. "Esse momento é muito positivo já que a maior oferta de crédito ajuda a lubrificar a máquina das vendas", explica Franca. De acordo com ele, isso acontece também na medida em que o perfil de clientes da empresa, mesmo que opte nesse momento por um imóvel mais sofisticado, geralmente precisa vender os seus atuais para adquirir novos.
A empresa possui dois projetos no Rio Grande do Sul, o AlphaVille Gravataí - para faixas de renda entre R$ 15 mil e R$ 20 mil - e AlphaVille Gramado. No primeiro semestre de 2008 deve ser lançado um em Caxias do Sul e, ainda, outro na Zona Sul de Porto Alegre.
Jornal do Comércio - RS, Pág Notícias






Candidato à casa própria vive fase excelente
Correio do Povo - RS, Pág Economia

Flavia Bemfica - O momento é excelente para a compra de imóvel, pelo menos no que diz respeito à oferta de crédito. O aquecimento do mercado, cuja retomada começou há cinco anos, é unanimidade entre representantes das instituições financeiras, que a cada dia lançam modalidades de financiamento, com o objetivo de atrair novas faixas de consumidores. A expansão ficou evidente há duas semanas, quando a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) divulgou números recordes registrados em setembro.
No mês passado, o volume de operações contratado pelos agentes financeiros do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) - que operam somente com recursos das cadernetas de poupança - atingiu R$ 1,85 bilhão,um crescimento de 136,89% em relação a setembro de 2006.No acumulado dos primeiros nove meses do ano, os financiamentos totalizaram R$ 12,18 bilhões, ou 81% a mais do que no mesmo período de2006. Em relação ao número de unidades, em setembro foram financiados 18.170 imóveis (106% a mais do que em setembro do último ano) e, no acumulado de 2007, 135.363 unidades (um crescimento de 64,99%). A captação líquida de recursos via poupança também foi recorde: os depósitos superaram os saques em mais de R$ 3,42 bilhões.
'Esperamos em outubro no mínimo repetir o R$ 1,85 bilhão de setembro. Se não houver qualquer crescimento no último trimestre em relação ao terceiro, o que é quase impossível, vamos fechar 2007com R$ 17 bilhões destinados a financiamentos, o que é, de fato, muito dinheiro', destaca o superintendente técnico da Abecip,José Pereira Gonçalves. Segundo ele, o bom momento se deve a uma conjunção de fatores que inclui estabilidade econômica e redução das taxas de juros, além da normatização da legislação para o setor, que fez com que as instituições financeiras flexibilizassem as condições de oferta.
'Não há um perfil consolidado dos consumidores que estão comprando seus imóveis,mas sabemos que os bancos emprestam cada vez mais para pessoas com menos renda', sentencia Gonçalves. Hoje, é possível contratar um financiamento para até 85% do valor do imóvel, acessar taxas de 8% ou 9% ao ano ou prazo de pagamento de até 30 anos. Para consumidores mais tradicionais, há bancos que oferecem taxas pré-fixadas,com prestações fixas por todo o período do financiamento.'Os bons números tendem a se manter porque o crédito imobiliário ainda vai crescer muito', projeta o presidente do Banrisul, Fernando Lemos.O banco, que possui o maior número de correntistas do Estado (3milhões), lançou novas linhas e, nas próximas semanas,disponibilizará financiamentos com prazos até 30 anos.



Notícia - Captação de recursos de poupança:

Poupança amplia incentivo

Caixa destinará mais recursos para setor habitacional em 2008 - A possibilidade de financiamento imobiliário a partir da captação dos recursos de poupança é, segundo o gerente regional da Caixa Econômica Federal (CEF), Roberto Zeni, um dos fatores que mais movimentam o mercado. A CEF, que abocanha a maior parcela dos financiamentos imobiliários realizados no país, até outubro de 2005 não operava com recursos oriundos de poupança, mas só com aqueles do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). 'Com a mudança, a classe média passou a acessar as linhas, o que antes não era possível', garante Zeni.
'A configuração do sistema hoje permite que as prestações, que ficaram com valores muito parecidos e até inferiores aos preços dos aluguéis, caibam no orçamento de faixas de renda bem variadas', completa o presidente do Banrisul, Fernando Lemos. A Caixa deve destinar a financiamentos imobiliários este ano R$ 14,3 bilhões, dos quais R$ 12,6 bilhões já foram investidos. Como o último trimestre em geral é de forte movimentação, Zeni diz que os valores podem ser superiores. Para 2008, a CEF sinaliza o incremento de R$ 145 bilhões que passarão pela instituição, com recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), sendo R$ 106 bilhões destinados à habitação.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

As notícias de hoje, 24/10, são:

As notícias de hoje, 24/10, são:

Notícia - Crédito Consignado:
- Bancos preparam empréstimo para casa própria

Notícia - Financiamento para autonômos:
- É a vez dos autônomos

Notícia - Imóvel Popular:
- Imóvel popular atrai mais investimentos

Notícia - Economia e Crédito em 2008:
- Bancos prevêem crédito farto e economia estável em 2008


Notícia - Crédito Consignado:
Bancos preparam empréstimo para casa própria
Depois de baixar os juros e aumentar os prazos do financiamento imobiliário, os bancos começam a tirar do papel o tão esperado crédito consignado para a compra da casa própria. O Bradesco anunciou que o produto entrará em operação no ano que vem. As condições,entretanto, ainda não estão fechadas. O HSBC informou que estuda o lançamento da nova linha e o Banco Fibra, que vai começar a oferecer crédito imobiliário com desconto em folha no fim de novembro para servidores públicos, pretende, depois, ampliar o benefício para trabalhadores do setor privado.

A Caixa Econômica Federal

também não deve demorar a oferecer o empréstimo imobiliário com pagamento feito no contracheque. O banco mantém hoje essa linha por meio de convénios fechados com instituições e órgãos governamentais, como o Ministério do Planejamento e a Petros, o fundo de pensão dos petroleiros. Como o risco de inadimplênda é menor, as taxas de juros sãode meio a dois pontos percentuais mais baixas.

Banco do Brasil

Estava marcado para este mês, mas foi adiado para novembro, o lançamento das linhas de crédito habitacional próprias do Banco do Brasil. O projeto-piloto será iniciado em São Paulo e irá para outras praças em seguida.

Fonte: Extra (Danielle Abreu)


Notícia - Financiamento para autonômos:
É a vez dos autônomos
Bancos têm facilitado a liberação do financiamento para quem não tem holerite. Hoje, basta apresentar extratos bancários e comprovante do IR. Reunir extratos bancários e a última declaração do Imposto de Renda pode ser suficiente para o trabalhador autônomo conseguir comprovar renda e, desta forma, obter o financiamento da casa própria na maioria dos bancos. Com a ampliação do volume de crédito disponível e o aumento da segurança nos contratos, as instituições financeiras estão ampliando o leque de clientes em potencial e prometem reduzir ainda mais a lista de exigências para 2008.

Hoje, segundo o governo federal, há mais de 15 milhões de pessoas trabalhando por conta própria no País - o que representa quase 35% do total de trabalhadores brasileiros. Com um público tão grande e condições favoráveis, os bancos estão direcionando esforços para liberar financiamentos a essas pessoas.

A situação dos autônomos que buscavam dinheiro para comprar a casa própria começou a mudar principalmente a partir de 2004, quando o mercado entrou em um período de grande expansão. Segundo especialistas consultados pelo JT, enquanto o crédito ainda não era farto não era interessante para os bancos liberar financiamento para quem não tinha comprovação de renda. Agora, a situação mudou. “Na medida que a concorrência se acirrou, os bancos baixaram as exigências burocráticas e houve um avanço muito grande neste ano”, comemorou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscon-SP), João Cláudio Robusti. “Além disso, a própria segurança dos contratos ampliou o mercado: se o interessado não tem holerite mas é um bom pagador, por que não emprestar?”, ponderou.

Ontem, o JT ligou para o serviço de atendimento telefônico de diversos bancos e comprovou que, no geral, exige-se apenas a declaração do Imposto de Renda e extratos bancários - muda, no entanto, a quantidade desses papéis. Caso o autônomo tenha algum contrato de prestação de serviços, o documento também pode ser incluído na relação, para facilitar a análise da instituição financeira. Há alguns anos, a relação era bem maior: alguns agentes financeiros chegavam a exigir até mesmo recibos de aluguel e últimos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), para verificar a capacidade de pagamento do cliente.

O diretor de crédito imobiliário da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Mauro Costa, lembra que era comum exigir ainda uma Declaração de Comprovação de Rendimentos (Decore), fornecido pelo contador do autônomo. “Já faz cerca de dois ou três anos que os bancos passaram a aceitar esses trabalhadores no financiamento imobiliário. A tendência é que o acesso ao crédito habitacional fique cada vez mais simples.”

O Banco do Brasil é o único ainda a exigir a Decore.

Fonte: Jornal da Tarde (Rodrigo Gallo)


Notícia - Imóvel Popular:
Imóvel popular atrai mais investimentos
A Lopes, intermediadora de lançamentos imobiliários, anunciou ontem a criação da Habitcasa, uma unidade de negócios voltada para os setores popular e médio, com imóveis entre R$ 60 mil a R$ 180 mil. ?Os imóveis dessa faixa de valores responderam, nos últimos anos, por 50% das vendas realizadas pela Lopes?, diz o diretor de atendimento da Habitcasa, Maurício Scacchetti.

A princípio, as vendas devem se concentrar no Estado de São Paulo (50%), Rio de Janeiro, Estados do Sul (45%) e no Nordeste (5%). Segundo Scacchetti, os apartamentos comercializados pela Habitcasa devem ter entre 45 m² e 65 m², e seu público-alvo são os consumidores com renda familiar a partir de R$ 1,3 mil. Apesar do aumento de preço nos terrenos de São Paulo, Scacchetti afirma que será possível manter os preços acessíveis, ?principalmente por causa da competição entre as construtoras?.

No último ano, construtoras de grande porte no Brasil investiram nesse segmento, criando ou adquirindo empresas para trabalhar no segmento de imóveis econômicos. A Camargo Corrêa, por exemplo, comprou, por R$ 40 milhões, a HM Engenharia e Construtora, especializada no setor. A Cyrela e a Gafisa fizeram joint ventures com empresas menores para atender ao público de menor renda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Estadão


Notícia - Economia e Crédito em 2008:
Bancos prevêem crédito farto e economia estável em 2008
Itaú, ABN Amro Real e Bradesco vêem com otimismo o cenário econômico brasileiro e o desempenho do crédito no ano que vem, mas antecipam um menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País e uma eventual desaceleração da economia norte-americana. Os bancos, porém, criticam o governo no que se refere a investimentos em infra-estrutura e dizem temer possíveis gargalos nas áreas de transporte e energia.

Para consultor de análise econômica do Itaú, Joel Bogdanski, o crédito deverá crescer 19% em 2008, em linha com as previsões da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). "Os empréstimos devem passar dos atuais 33% para 40% do Produto Interno Bruto (PIB)", diz. Caso o Itaú siga o mesmo ritmo, sua carteira deve somar R$ 133,6 bilhões, dada a projeção de fechar 2007 em R$ 112,32 bilhões. "O foco continuará sendo a pessoa física e as pequenas e médias empresas."

A economista-chefe do ABN Amro Real, Zeina Latif, acredita que o crédito continuará crescendo, mas não tão fortemente. "Se houvesse alta da inadimplência, ou se o mercado de trabalho piorasse, haveria contenção da oferta e demanda. Mas esse não é o cenário provável. A alta vai ser puxada principalmente pelo crédito imobiliário", analisa.

Já Octavio de Barros, diretor de pesquisas do Bradesco, os empréstimos continuarão em expansão até 2010. "Depois disso, vai depender da continuidade de queda dos juros", diz. O economista defende que a interrupção da queda da Selic - que deve, para ele, permanecer estável até abril de 2008 - ocorre justamente para preservar esse cenário. "Não interromper agora pode comprometer mais adiante". Para o Banco Real, a Selic ficará estável durante o ano de 2008 inteiro.

Já para o Itaú, a previsão é de uma inflação mais "benigna" no ano que vem. O banco estima ao final de 2007 inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,87% e, em 2008, em 3,70%. "O grande choque deste ano foi o problema agrícola. Os preços dos alimentos subiram no mundo inteiro", afirma Bogdanski. Já para o Real, a previsão é de IPCA em 4%. "Não imaginamos que os alimentos possam trazer alívio", diz Latif.

Devido à mesma pressão inflacionária, o Bradesco revisou a previsão do IPCA para 2008 de 4,11% para 4,30%, segundo o presidente da instituição, Márcio Cypriano. "O impacto da alta dos alimentos será percebido em maior escala somente em 2008", disse durante apresentação na Associação dos Analistas de Mercados de Capitais (Apimec).

Quanto ao dólar, o economista do Itaú prevê cotação em R$ 1,77 no final de 2008. "O saldo comercial, no entanto, será menor no ano que vem, em torno de US$ 36 bilhões, só que esse número já é suficiente para manter apreciação da taxa de câmbio", avalia. Para Bogdanski, as turbulências nos mercados vão continuar, e há possibilidade de desaceleração da economia norte-americana. "Os EUA devem crescer de 1,5% a 2% no ano que vem. Não é desastre, mas não é brilhante".

O Real espera estabilidade e o Bradesco, vê dólar a R$ 1,85.
Os bancos também antevêem menor crescimento da economia. A expectativa do Itaú é que o PIB cresça pouco acima de 4% em 2008, abaixo dos 4,7% previstos para este ano. "A economia cresceu aquém de sua potencialidade. Podia ter aproveitado o momento", diz Bogdanski. A economista do Real também projeta alta de 4% do PIB em 2008.

Santander
As perspectivas para 2008 também são positivas para o Santander após a aquisição das operações do Real no Brasil. "Temos dois grandes bancos no País, com histórias de sucesso e um potencial de crescimento espetacular. Nosso objetivo é nos tornar o maior e melhor grupo financeiro do País", afirmou Emílio Botín, presidente mundial do banco, durante visita ao Brasil no último fim de semana.

Fonte: Jornal DCI

terça-feira, 16 de outubro de 2007

As notícias de hoje, 16/10, são:

As notícias de hoje, 16/10, são:

Notícias - Crédito Imobiliário:
- Contestar parcela custa R$ 5.000

- Bancos diversificam captação imobiliária

- Novidades

Notícias - Caixa Econômica Federal:
- Parceria

- Justiça Federal obriga Caixa a devolver casa


Notícias - Crédito Imobiliário:
Contestar parcela custa R$ 5.000
A Ammesp (Associação de Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo) divulgou nesta semana a primeira sentença judicial no Estado que permitiu a anulação da taxa administrativa cobrada pelos bancos no financiamento imobiliário. No entanto, não é de hoje que consumidores precisam recorrer à Justiça para conseguirem pagar um preço justo nas parcelas.

A primeira ação no País contra abusos no valor das prestações aconteceu em 1988, no Rio Grande do Sul, segundo Luciano Pinto Ramalho, representante comercial do escritório Christiane Leandro de Novais Advocacia, em São Bernardo. Além de ter de recorrer a terceiros para a resolução de correções que deveriam ser feitas diretamente nos bancos, ao procurar um advogado o consumidor precisa arcar com os custos da ação judicial. Na Ammesp é necessário pagar uma mensalidade à entidade de R$ 32 (até o caso ser resolvido), além do valor da ação, que custa de R$ 1.500 a R$ 3.500.

Em escritórios de advocacia da região, os preços variam de R$ 4.000 a R$ 5.000. Nesse caso, não é necessário o pagamento de taxas mensais. No escritório Cristiane Leandro de Novais sai por R$ 4.800, em média (a quantia também pode ser parcelada). "Temos ações contra a Caixa, Bradesco, Itaú, Santander e até de financiamentos direto das construtoras”, disse o representante comercial.

Custo-benefício - Cabe ao consumidor pesar na balança o custo benefício da operação. O mutuário Daniel Kespers de Jesus, de 29 anos, que venceu a ação que entrou em novembro do anos passado por meio da Ammesp, disse que vale a pena o investimento.
Ele teve de pagar R$ 1.500 da ação, mais 10% da perícia, além das mensalidades da entidade. “No entanto, agora vou pagar cerca de R$ 100 a menos nas parcelas, além de ter um abatimento de cerca de R$ 8.000 no saldo devedor. A redução pode chegar a 40% do valor das parcelas e advogados mais otimistas falam em até 60%.”

Isso porque, ao examinar o contrato, o advogado pode encontrar outros abusos além da cobrança da tarifa administrativa. “Às vezes, a taxa de juros está desproporcional. Existem aumentos que só podem ser feitos por equivalência salarial. Mas o acréscimo nas prestações é sempre maior do que o do salário”, explicou Pinto Ramalho, do escritório de São Bernardo. Lá, existem mais de 1.000 processos em andamento.

Desconto - No entanto, o mutuário terá primeiro de pagar o serviço para só depois da análise do perito saber o quanto poderá ganhar de desconto.

Fonte: Diário ABC (Gabriela Gasparin)


Bancos diversificam captação imobiliária
Fernando Travaglini - VALOR ECONÔMICO
A crescente demanda por crédito imobiliário começa a pressionar os bancos a ampliarem as fontes de recursos. O Banco Real realizou captação recente de R$ 86 milhões via Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI). O Itaú obteve um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), também para a habitação. Até linhas do BNDES estão sendo direcionadas para o setor.
Segundo o diretor do HSBC, Roberto Sampaio, esses repasses do BNDES para as construtoras estão entre as linhas que mais crescem. As aprovações do BNDES para o setor de construção já somam R$ 2,7 bilhões no ano até agosto, volume 133% superior ao mesmo do ano passado (R$ 1,2 bilhão). Em agosto, superaram até mesmo as concessões para empresas com recursos da poupança, R$ 832 milhões, contra R$ 774 milhões dos bancos.
Ele diz que há duas operações prestes a serem aprovadas de financiamento da construção de dois shoppings centers, uma de R$ 30 milhões e outra R$ 50 milhões, de repasse da linha BNDES FINEM, com um pool de bancos.
Os juros, cerca de 11%, são inferiores aos funding da poupança (aproximadamente 14%) e servem apenas para operações de imóveis comerciais. "Os recebíveis dos aluguéis dos lojistas servem muitas vezes como garantia", diz o executivo.
No início do ano, o banco de desenvolvimento havia divulgado que seis projetos de shopping em análise somavam cerca de R$ 500 milhões em investimentos. Em junho, o BNDES aprovou linha de R$ 74,3 milhões para a construção do Shopping Cidade Jardim, em São Paulo. No início do ano, aprovou o financiamento de R$ 46 milhões à Melton Administradora de Bens, para a obra do Palladium Shopping Center, em Curitiba. Em 2006, quando essas operações foram retomadas, o BNDES desembolsou R$ 241 milhões.
O repasse de BNDES Automático também tem sido muito usado para empreendimentos residenciais, completa Sampaio. "A diversificação na captação é uma tendência do mercado", avalia.
Ele lembra ainda o crescimento das operações com recursos livres. "O avanço é muito forte e não será a poupança que vai lastrear esse crescimento."
O volume de operações com recursos livres (não oriundos da poupança) crescem de forma acelerada. As concessões para operações prefixadas de cinco anos, até agosto, já atingiram R$ 860 milhões, segundo dados do Banco Central, 177% superior ao mesmo período do ano passado.
"Realizamos operações com recursos da tesouraria do banco", diz o executivo do HSBC. Ele ressalta que, devido ao prazo mais longo, são feitas operações de proteção com swaps.
O Itaú também já iniciou a diversificação por meio de captação no exterior. O diretor do Itaú, Luiz França, em entrevista quando do empréstimo do BID, disse que as fontes alternativas são importantes para atender aos clientes. "Este foi apenas um projeto piloto para aprendermos como buscar recursos lá fora."
Tradicionalmente, a principal fonte de recursos dos bancos para a concessão de financiamento imobiliário é a poupança. Há alguns anos, inclusive, o governo começou a exigir que 65% do total captado pela poupança fossem direcionados obrigatoriamente para este fim.
O instrumento mais usado no mundo para captar recursos é a emissão de títulos securitizados com lastro nos recebíveis do financiamento. "O ciclo do crédito imobiliário se fecha com a securitização", diz o diretor-executivo do Banco Real, Felix Cardamone.
No Brasil esse modelo ainda não decolou justamente pela exigibilidade do uso da poupança com funding. O volume de captação ainda é pequeno. Neste ano foram lançados pouco mais de R$ 800 milhões, inferior aos R$ 1,07 bilhão do ano passado. A falta de um mercado secundário de títulos privados também atrapalha a liquidez necessária para as emissões, explica Cardamone.
A captação via securitização de recebíveis, no entanto, deve ganhar força a partir de agora. Outros bancos já declararam a intenção de emitir, como a Caixa Econômica Federal, por exemplo. Além disso, muitos bancos de médio porte iniciaram operações de financiamento imobiliário e, por não terem captação de poupança, pretendem emitir títulos securitizados. Esse é o caso dos bancos Fibra e Daycoval e da Brazilian Finance & Real Estate.
O superintendente do Santander, Mauro Costa, também diz que estuda a securitização de parte da carteira. O banco acabou de adquirir o Real, único dos grandes a ter realizado esta operação no Brasil. O Santander é um dos maiores do mercado mundial de hipotecas, com uma carteira de US$ 262 bilhões.
A posição, no entanto, está longe de ser unanimidade. "O HSBC não pensa em usar securitização", ressalta Sampaio. O banco também não emite esses títulos no mercado inglês, mas fazia uso desses instrumentos nos Estados Unidos, onde teve problemas com a crise do mercado hipotecário daquele país.
O Bradesco também não pensa em diversificar por enquanto as fontes de recursos, concentrando o foco na poupança. "As operações com recursos livres ainda são pequenas", diz o diretor-executivo, Ademir Cossiello.
De fato, ainda há espaço para a poupança. Hoje, o saldo de operações para pessoas físicas com esses recursos está em R$ 40 bilhões, segundo dados do BC, enquanto os recursos disponíveis superam os R$ 160 bilhões.


Novidades
Difícil entender como será o procedimento. O ministro Mantega afirma que o mutuário passará a ser liberado para transferir a dívida de financiamento imobiliário entre bancos. Outra novidade é que haverá um seguro para obras e cadastro único de imóveis. Em funcionando, será realmente incentivo ao setor imobiliário.

Fonte: Correio Braziliense


Notícias - Caixa Econômica Federal:
Parceria
A mineira Celta Engenharia fechou parceria com a Caixa Econômica Federal para financiamento de imóveis. A CEF financia até 80% dos imóveis em empreendimentos da construtora. O próximo lançamento será o Saint Vivant Residence Club, que será construído no Recreio dos Bandeirantes, com projeto que prioriza a qualidade de vida e preservação da natureza.

Fonte: Gazeta Mercantil


Justiça Federal obriga Caixa a devolver casa
O Tribunal Regional Federal determinou à Caixa Econômica Federal (CEF) que devolva, em cinco dias, a contar de ontem, a posse de um imóvel e seu respectivo terreno ao mutuário do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) Osvaldo Alves de Souza Filho, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Por causa de um atraso no pagamento das parcelas do financiamento, a CEF utilizou-se do decreto-lei 70/66 para promover a execução extrajudicial do débito. O decreto é do tempo da ditadura militar e não permite defesa, em contradição com a Constituição Federal. A advogada Valéria Rita de Mello, que representa Osvaldo, recorreu à Justiça Federal de Rio Preto, mas o juiz negou-lhe a tutela antecipada, ou seja, a antecipação de seu direito de permanecer proprietário do imóvel, mesmo antes de concluído o processo. Sem a liminar, a advogada entrou com um recurso chamado agravo de instrumento, para que ele pudesse permanecer na casa. A Justiça Federal demorou três meses para conceder-lhe a liminar. Nesse período, a CEF efetuou a venda extrajudicial do imóvel. Osvaldo ficou sem a casa.

Como se tratava de edícula, o comprador construiu novo imóvel no terreno. Agora, com a determinação da devolução da área ao antigo mutuário, o novo dono também terá de entrar com ação contra a CEF para ser ressarcido pela Caixa. O banco não é obrigado a devolver o mesmo imóvel. “Mas tem de ressarcir o valor equivalente ao do imóvel tomado”, explica a advogada. Osvaldo enfrentou dificuldades com o procedimento da CEF. Teve de morar improvisadamente em uma garagem apertada, com a mulher e dois filhos, até conseguir alugar uma casa, mesmo sendo proprietário da outra. Logo que obteve a liminar, a advogada Valéria de Mello requereu à Justiça, em 7 de novembro de 2006, que fosse cumprida a decisão. Não houve resposta. “Reiterei o pedido”, afirma Valéria, “e, onze meses depois, saiu este despacho determinando à CEF que cumpra a liminar e devolva o imóvel,sob pena de multa diária.”

Como se trata de liminar oriunda de recurso de agravo de instrumento, não cabe mais recurso. “A CEF tem de aguardar o prosseguimento da ação principal, mas tem cumprir a ordem em cinco dias”, diz Valéria. O prazo expira dia 15, segunda-feira. De acordo com a desembargadora federal Suzana Camargo, o uso do decreto-lei 70/66, “constitui-se verdadeira forma de expropriação de bens”. De acordo com ela, “no atual estado de direito, não é dado admitir uma execução promovida e conduzida pelo próprio credor, quando deveria ser conduzida por um julgador constitucionalmente investido na função.” A assessoria de imprensa da CEF disse ontem que o banco vai esgotar todos os recursos para fazer valer sua decisão.

Fonte: Diário Web

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

As notícias de hoje, 11/10, são:

As notícias de hoje, 11/10, são:

Notícias - EUA:
- Para S&P, crise não atingirá pico antes de 2009

- Mercados financeiros ainda estão frágeis, diz presidente do Fed de St Louis


Notícia - Greve Caixa Econômica:
- Greve na Caixa atrapalha financiamento imobiliário


Notícias - Mercado Imobiliário:
- Prestação da casa própria pode cair 40%

- R$ 9 bi à disposição



Notícias - EUA:
Para S&P, crise não atingirá pico antes de 2009
A crise do setor de crédito imobiliário de alto risco dos Estados Unidos não deve atingir um ápice antes de 2009 e o total de calotes pode alcançar US$ 150 bilhões. Apesar disso, o forte desempenho dos mercados emergentes sustentará o crescimento econômico global, afirmou a agência de classificação de risco Standard & Poor?s ontem. A S&P informou que prevê que a economia mundial crescerá 3,6% neste ano e 3,5% no próximo.

O crescimento norte-americano deve ficar para trás, a 2% em ambos os anos, uma taxa considerada pelo economista-chefe da agência como fraca. Em 2006, a expansão dos EUA foi de 2,9%. 'A expansão mundial continuará forte apesar da fraqueza vista na economia norte-americana, especialmente nos mercados emergentes, devido a uma demanda doméstica saudável e à força das exportações para o mercado fora dos EUA', disse a S&P em nota. 'O fato da desaceleração norte-americana estar concentrada no setor imobiliário ajuda.' 'Os mercados emergentes estão muito menos vulneráveis às turbulências nos mercados de crédito do que durante crises anterior porque os fluxos de capital atraídos por alto crescimento econômico está aliado a padrões melhorados de governança corporativa'. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(Reuters)

Fonte: Gazeta Mercantil


Mercados financeiros ainda estão frágeis, diz presidente do Fed de St Louis
A economia americana não está entrando em recessão, mas os efeitos da crise no mercado de crédito imobiliário ainda se fazem sentir, avaliou o presidente da unidade de St Louis do Federal Reserve, William Poole. " Os mercados financeiros parecem estar se estabilizando, mas não retornaram ao normal e ainda estão frágeis " , disse ele, que é um dos diretores que votam na definição dos juros básicos dos Estados Unidos.

Para Poole, embora analistas tenham reduzido suas expectativas de crescimento econômico para os EUA, os dados recentes de nível de emprego - que apontaram geração de 110 mil empregos em setembro - não corroboram a tese de desaceleração. No entanto, em sua avaliação, o mercado imobiliário não vai se estabilizar antes de meados de 2008.

" Estamos em território desconhecido " , disse ele, sobre o cenário dos preços de imóveis. Além das turbulências no crédito habitacional, economistas prevêem que os valores dos imóveis vão cair, dada a maior dificuldade de obter financiamento para compra da casa própria.

Fonte: Valor Econômico




Notícia - Greve Caixa Econômica:
Greve na Caixa atrapalha financiamento imobiliário
A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que já atinge 80% das agências em nível nacional, atrasa aqueles que buscam o banco para fazer operações de crédito, como financiamento imobiliário e outros pedidos de empréstimo, e para abrir a conta-corrente. A afirmação foi feita nesta terça-feira (9) pela assessoria de imprensa da instituição.

O motivo é que esses serviços são prestados exclusivamente pelos bancários - não podendo, portanto, serem substituídos pelas 9 mil lotéricas e 7,1 mil correspondentes Caixa Aqui de todo o País, além das redes de auto-atendimento das agências.

Prejuízo
A greve foi iniciada na última quarta-feira (3). A estatal ainda não possui um balanço a respeito dos prejuízos causados aos consumidores por conta da paralisação. De qualquer maneira, vale lembrar que apenas os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra da casa são de R$ 12,3 milhões ao dia.

Nesta terça o Comando Nacional dos Bancários devem divulgar decisão sobre as novas propostas apresentadas pela diretoria do banco. A expectativa é que a posição seja favorável ao retorno ao trabalho.

Fonte: InfoMoney (Adriele Marchesini)

Notícias - Mercado Imobiliário:
Prestação da casa própria pode cair 40%
Pelo menos 50 mil mutuários do Grande ABC que financiam imóveis pela tabela Sacre (Sistema de Amortização Constante) podem ter a redução de até 40% do valor das prestações por meio do cancelamento da tarifa de administração cobrada pelos bancos. A informação é da Ammesp (Associação de Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo).

A Justiça do Estado determinou a retirada da taxa no contratos de um mutuário de Guarulhos, Daniel Kesper, 29 anos. Ele entrou com ação contra a Caixa Econômica Federal em novembro do ano passado. “De R$ 380 vai cair para R$ 280”, disse. A redução corresponde ao cancelamento da tarifa mais o desconto retroativo do total pago em sete anos. Ao todo, são 120 mil mutuários na região. No entanto, nem todos pagam a tarifa de administração. “A taxa nos financiamentos de casa própria é ilegal. Ela só pode ser cobrada em serviços bancários, como a conta corrente ou cartão de crédito”, disse o presidente da associação, Marcelo Donizetti.

Segundo Donizetti, o valor se incorpora às parcelas e não entra no sistema de amortização da dívida. “Com isso, o saldo devedor residual gerado torna-se quase igual à quantia que o mutuário já pagou em 20 anos”, disse. A Ammesp busca a retirada da taxa há três anos. Para conseguir o cancelamento, os mutuários precisam entrar com ação na Justiça. “Com a primeira sentença vencida, vai ficar mais fácil para outros consumidores conseguirem a redução.”

Tarifas chegam a R$ 24 mil em 20 anos

As tarifas de administração para financiamentos imobiliários variam de R$ 14,08 a R$ 30 ao mês, de acordo com levantamento feito pelo Diário com sete instituições financeiras. As taxas são fixas, independentemente da quantia financiada.

Assim, o valor da tarifa pode chegar a R$ 1.200 ao ano. Como financiamentos para casa própria costumam ser de 20 anos, em média, ao final desse período o mutuário terá pago ao banco R$ 24.000 apenas em tarifas de administração.

De acordo com o presidente da Ammesp (Associação de Moradores e Mutuários de São Paulo), Marcelo Donizetti, os valores podem ser bem maiores. “Temos reclamações de mutuários do Grande ABC que pagam R$ 115 de tarifa. A cobrança é ilegal, uma vez que fere o caráter social do sistema financeiro de habitação.”

Fonte: Diário do ABC

R$ 9 bi à disposição
Ainda há crédito para realizar o sonho da casa própria em 2007, mesmo faltando menos de três meses para o final do ano. Só entre recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão disponíveis quase R$ 9 bilhões.

As duas fontes representam mais de 90% do dinheiro empregado no financiamento da casa própria, explica Mauro Costa, diretor do setor de Crédito Imobiliário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), de janeiro a agosto deste ano o volume de recursos da caderneta de poupança para financiamento da casa própria atingiu R$ 10,3 bilhões, crescimento de 73,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Estima-se que até o fim do ano o valor atinja R$ 16,5 bilhões - 77,4% mais que o emprestado em 2006. Costa informa que, no caso do FGTS, do orçamento de R$ 6,8 bilhões destinado ao financiamento imobiliário para 2007, ainda há R$ 2,8 bilhões disponíveis.

Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional das Empresas de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), recomenda usar os saldos de eventuais aplicações financeiras para um sinal razoável, que possa diminuir o valor financiado.

Os bancos têm diversas linhas de crédito específicas para a compra da casa própria, cujo prazo para pagamento pode chegar a 360 meses (veja quadro nesta página). As taxas de juros e o valor do financiado também variam. Roseli Hernandes, gerente-geral de locação e vendas da imobiliária Lello, aconselha que o interessado no crédito, antes de mais nada, realize simulações nos sites dos bancos para verificar se as prestações caberão dentro da renda do mutuário. “Lembre-se de que será uma nova despesa entre as demais do orçamento, que deve estar sempre equilibrado”, diz.

Além da questão financeira, outros fatores devem ser considerados na escolha do imóvel. Segundo Roseli, o comprador deve considerar variáveis como proximidade da família, do trabalho e a infra-estrutura da região.“Itens como segurança, trânsito e transporte coletivo contam muito”, diz.


Financie menos, pague menos - imóvel de R$ 100 mil

Financiamento em 20 anos: Se for sobre o valor total, ao final, o montante pago será de R$ 247.302,71

Se for um financiamento de 80% do imóvel (R$ 80 mil), ao final do prazo o montante pago será de R$ 197.842,17.

Economia de quase R$ 50 mil em relação à opção anterior

Se for um financiamento de 50% (R$ 50 mil) sobre o valor total, pagamento ao final será de R$ 123.651,35, uma economia de metade do valor em relação ao financiamento integral

Fonte: Jornal da Tarde