As notícias de hoje, 20/08, são:
- Para consultor, Brasil não deve sofrer crise imobiliária
- Entenda o problema com o risco de crédito nos Estados Unidos
- Caixa amplia em 20% crédito imobiliário no estado
- Itaú divulga comunicado para afirmar que não possui exposição a crédito subprime
- O (futuro) maior construtor do mundo
- Bradesco e Unibanco também dizem não ter exposição a crédito subprime
- Para consultor, Brasil não deve sofrer crise imobiliária
Brasil não corre o risco de sofrer uma crise imobiliária igual à que tomou conta dos Estados Unidos. Segundo o brasileiro Ariel Frankel, que trabalha como consultor na área imobiliária em Nova York, o motivo é a diferença entre os sistemas brasileiro e americano de crédito imobiliário.
Enquanto no Brasil o sistema é relativamente engessado - com burocracia e papelada para liberação - e há relativamente pouco dinheiro disponível para os financiamentos, nos EUA houve uma "euforia" de empréstimos descomplicados, que não exigiram garantias suficientes dos mutuários.
"Este não foi o único problema nos EUA. Mas a crise seria menor se tantos empréstimos de alto risco não tivessem sido concedidos", diz.
A liberação do crédito imobiliário nos EUA é tão rápida que muita gente usou a própria casa como forma de levantar dinheiro para pagar dívidas de consumo - como a conta de cartão de crédito, por exemplo.
Refinanciar a casa se tornou, portanto, uma aposta: segundo o consultor, caso o mercado continuasse a crescer e o imóvel se valorizasse, melhor para o mutuário; caso as residências perdessem valor no mercado - como acabou acontecendo -, a situação dos devedores ficaria complicada.
Nos EUA, os imóveis são reavaliados de tempos em tempos para que o banco não perca a garantia do financiamento concedido. Assim, se um imóvel que valia US$ 100 mil perdeu valor, passando a valer US$ 90 mil, o banco pede que o mutuário consiga uma garantia extra ou que pague isso por meio de uma prestação reajustada.
No Brasil
No Brasil, a situação é diferente: apesar do recente crescimento, o crédito imobiliário é relativamente pequeno em relação à demanda e a papelada envolvida no processo de obtenção do dinheiro é grande - o processo de aprovação pode levar meses. Por isso, é muito pouco provável que alguém vá usar o crédito imobiliário como forma de financiar compras no varejo, como ocorre nos EUA.
Para Frankel, apesar de o sistema de financiamento imobiliário brasileiro "blindar" o país em relação à atual crise - uma vez que a checagem de crédito dos mutuários é mais bem feita -, não é possível dizer que o crédito imobiliário nacional é melhor que o americano. Isso porque, segundo ele, a lentidão e a escassez de recursos acaba limitando investimentos no setor da construção civil.
O consultor afirma, porém, o crescimento do crédito imobiliário no país - reflexo da queda dos juros e da inflação - é um fenômeno positivo no Brasil.
"O ideal é um meio-termo entre os dois casos. Um sistema simples e descomplicado, como o dos Estados Unidos, seria ideal se unido a um sistema de checagem de crédito mais eficiente", explica.
Fonte: G1 - Globo Online
Entenda o problema com o risco de crédito nos Estados Unidos
SUBPRIME
As hipotecas de alto risco, conhecidas como subprim, são empréstimos concedidos a clientes que não têm boa avaliação de crédito nos EUA. Ou seja, pessoas que, antes, não conseguiam financiamento para casa própria. Como os juros americanos estavam em patamar muito baixo (em 2003, a taxa anual era só de 1%), e a economia vinha crescendo com força, os bancos passaram a atender esses clientes em busca de retornos maiores.
INADIMPLÊNCIA
As hipotecas subprime costumam ter taxas pós-fixadas, que sobem de acordo com as oscilações da economia. Com a alta dos juros básicos nos EUA (hoje em 5,25%), esses financiamentos ficaram mais caros, e muitos clientes deixaram de pagar suas prestações em dia.
EFEITO CASCATA
Os bancos que estão sofrendo com a inadimplência nas hipotecas de risco enfrentarão problemas de caixa e, por isso, poderão reduzir a oferta de crédito para os demais clientes, mesmo os que têm histórico de bons pagadores.
IMPACTO NA ECONOMIA
Se houver uma restrição de crédito generalizada nos Estados Unidos, será um duro golpe para o crescimento americano. A expansão nos EUA é movida justamente por crédito e consumo. A queda no preço de imóveis também afetará o consumidor, já que muitos proprietários costumam refinanciar a hipoteca de suas casas como forma de obter recursos para comprar mais. Como os EUA são, de longe, a maior economia do planeta, um freio no país teria impacto para todo o mundo.
PERDAS FINANCEIRAS
Os prejuízos no mercado hipotecário dos EUA podem afetar investidores de todo o mundo. Os créditos imobiliários americanos costumam ser securitizados - ou seja, o direito de receber o pagamento da hipoteca no futuro é "vendido" a fundos de investimento. Grandes fundos que investiram em subprime estão tendo prejuízos agora.
EMERGENTES
Os papéis de países emergentes são os mais afetados. Muitos fundos que aplicam em subprime, por terem perfil mais agressivo, investem também em títulos de emergentes. Para cobrir os prejuízos, esses fundos vendem os papéis de emergentes.
Fonte: O Globo
Caixa amplia em 20% crédito imobiliário no estado
A Caixa Econômica Federal (CEF) pretende contratar este ano, na Bahia, um total de R$350 milhões em crédito imobiliário. Com foco no financiamento habitacional, o volume financeiro será 20% superior ao aplicado no ano passado. A informação foi confirmada ontem, em Salvador, pelo vice-presidente da CEF, Jorge Hereda, durante a abertura do I Fórum de Habitação de Interesse Social – um dos eventos paralelos da Expo Construção 2007. “No país, serão R$17 bilhões, ultrapassando assim os R$14 bilhões contratados em 2006. Até o momento, já contratamos este ano R$8,4 bilhões”, afirma. Conforme anunciou, 70% dessas aplicações serão destinadas ao atendimento às famílias com renda de até cinco salários mínimos. O objetivo da iniciativa é contribuir para a diminuição do déficit habitacional no Brasil, estimado hoje em quase oito milhões de moradias, sendo 700 mil somente no território baiano.
Entretanto, para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Simão, o atual contexto revela que o país ainda está longe de resolver o problema da habitação. Na avaliação do dirigente, era preciso construir, durante os próximos 16 anos, 400 mil novas unidades habitacionais por ano no Brasil, para tentar liquidar a carência já existente e aquela esperada para os anos seguintes. “Contudo, em 2006, o país construiu somente 146 mil moradias, número que deve se repetir em 2007. De qualquer forma, temos todas as condições para atingir essas 400 mil habitações”, argumenta.
Outra deficiência apontada por Simão, envolve também a questão do crédito imobiliário brasileiro, que responde atualmente por apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB). “Quando a relação entre o crédito e o PIB é boa, o país costuma ser mais desenvolvido. Por exemplo, no Chile esse percentual é de 17%, enquanto que no México é de 11%”.
Apesar desse cenário, de acordo com o vice-presidente da Caixa, através dos subsídios, da queda nas taxas de juros e do aumento nos prazos de pagamento, o mercado vem conseguindo atingir uma parcela cada vez maior da população que antes não podia tomar financiamentos. “Isso tem permitido com que 85% dos contratos cheguem às famílias de baixa renda, onde se concentra 96% do déficit nacional de moradias”, comenta.
Fonte: Correio da Bahia
Itaú divulga comunicado para afirmar que não possui exposição a crédito subprime
O Banco Itaú divulgou há pouco uma nota informando que a instituição e suas coligadas não possuem exposição ao mercado de crédito imobiliário classificado como subprime (de maior risco) e nem com títulos atrelados a estas operações, conhecidos como CDOs (Collateralized Debt Obligation).
Ontem, as ações PN do Itaú caíram 4,46% e as do Bradesco, 3,70%, no que foi entendido por alguns analistas como um efeito manada de venda de papéis de bancos em todo o mundo. Hoje a ação preferencial do Itaú caiu só 0,4%, a R$ 76.
O Itaú acrescentou que são pouco relevantesos valores associados a financiamentos-ponte para lançamento de ações.
O banco afirma que decidiu informar esta posição diante do momento de significativa volatilidade nos mercados de capitais e em linha com as melhores práticas de divulgação de informações e de governança corporativa
Segundo o Itaú, a aplicação em CDO de créditos subprime não faz parte da política de investimentos do conglomerado financeiro.
Fonte: Valor Econômico
O (futuro) maior construtor do mundo
O empresário Rubens Menin, dono da construtora MRV, levantou R$ 1,2 bilhão no maior lançamento de ações do setor imobiliário. Agora vem a parte difícil, que é quadruplicar de tamanho
Por Leonardo Attuch - ISTO É DINHEIRO
O dia 15 de agosto, em que se comemora a assunção de Nossa Senhora, foi feriado em várias cidades. Uma delas, Belo Horizonte, sede da construtora MRV, que acaba de fechar o maior lançamento de ações do setor imobiliário da história do País. A operação, concluída após uma intensa maratona de road-shows internacionais, rendeu R$ 1,2 bilhão aos cofres da empresa e deixou para trás IPOs de construtoras mais conhecidas, como Cyrela, Inpar e Brascan.
Com um sucesso tão estrondoso, era de se esperar que o empresário Rubens Menin, um engenheiro de 51 anos, tirasse enfim um dia de folga. Que nada! Sem ter como trabalhar na capital mineira, Rubens embarcou para Campinas, no interior paulista.
Foi vistoriar um dos seus canteiros de obras. No mesmo dia, seguiu para São Bernardo do Campo, onde visitou um conjunto habitacional de 700 unidades que já está todo vendido. “Não dá para descansar”, disse ele. “Nossa missão agora é muito grande”. Rubens não exagerou. O plano que ele vendeu aos investidores, numa operação coordenada pelo UBS Pactual, é transformar sua construtora na maior do mundo em unidades vendidas. A MRV, que irá lançar 10 mil imóveis neste ano, quer chegar a 40 mil até 2010, superando três empresas mexicanas que são as maiores: Homex,Geo e Urbi. “Isso é viável”, garante o empresário de 1,95m que acaba de se tornar um novo bilionário. O valor de mercado da MRV já é de R$ 4 bilhões e Rubens, que fundou a empresa em 1979 ao sair da faculdade, possui 44% das ações, o que equivale a R$ 1,8 bilhão.
As contas do engenheiro são simples. No México, são lançadas 600 mil novas unidades habitacionais por ano. Aqui, onde só agora o mercado imobiliário começa a despertar de um marasmo de quase 30 anos, o volume deve chegar a 150 mil em 2007.
Ocorre que as condições macroeconômicas dos dois países hoje são muito parecidas. Além disso, o Brasil também colocou em prática alguns instrumentos, como a alienação fiduciária, que existem lá há muito mais tempo. A diferença, a nosso favor, é o fato de termos uma população 50% maior. “Nós teríamos de ser, no mínimo, iguais ao México”, diz ele. Isso significa crescer quatro vezes de tamanho, ou seja, justamente o que a MRV, focada em imóveis econômicos, pretende fazer nos próximos anos. Rubens diz que o Brasil dispõe de imensas áreas disponíveis, possui qualidade técnica e, agora, há também crédito farto. Dados do Banco Central apontam que os financiamentos imobiliários devem chegar a R$ 15 bilhões neste ano (leia quadro acima). “O nosso desafio é adequar a gestão para um salto de crescimento tão grande”, diz ele.
Nesse aspecto, a MRV conta com algumas vantagens. Na empresa, existem hoje 93 sócios, que possuem cerca de 12% do capital, um naco que vale quase R$ 500 milhões. Todos eles, no entanto, só poderão vender suas ações se continuarem por lá num prazo que varia de dois a cinco anos. “Agora, temos um exército aqui dentro”, diz Rubens. Para criar esse modelo, o empresário se inspirou no modelo de partnership implantado pelo próprio Pactual há vários anos.
Nos dois casos, o ingresso de sócios depende da produtividade e dos resultados gerados para a empresa. Na construtora, existem até curiosidades como uma moeda própria, que é o “MRV”. Hoje, um MRV – não confundir com a antiga URV – vale R$ 26,90.
E, sempre que um empreendimento é lançado, o engenheiro responsável tem uma quantidade limitada de MRVs para concluir o trabalho. Se reduzir o desperdício e fizer com menos, obviamente sem prejuízo da qualidade, ganha pontos internamente.
Qualidade, por sinal, é palavra de ordem na empresa. Embora trabalhe para o chamado “povão”, Rubens não abre mão dos detalhes. “O nosso cliente é tão ou mais exigente do que os das construtoras de alto padrão”, diz ele. “Ele compra um conceito de moradia e também busca fatores como segurança, conforto, lazer, proximidade do trabalho e até mesmo paisagismo.” Nas suas obras, todas as unidades, que têm preços entre R$ 45 mil e R$ 200 mil, são entregues com uma série de acabamentos. A diferença é que quase tudo é padronizado. Enquanto a MRV trabalha com cerca de 120 fornecedores, outras construtoras chegam a ter mais de mil. Rubens não teme a concorrência das empresas que prometem se lançar no mercado popular nem se incomoda quando lhe dizem que o segmento não dá lucro. “Não dá para quem não sabe fazer”, diz ele. Hoje, a margem da MRV é de 20% e a empresa deve fechar o ano de 2007 com um Valor Geral de Vendas de R$ 980 milhões – o VGV é o principal indicador usado pelas construtoras. “É quase o triplo do que fizemos no ano passado”, diz Rubens, que trabalha das 7h às 20h. Nas horas de folga, ele relaxa na quadra de tênis, jogando dupla com outros empresários mineiros, como Ricardo Guimarães, do BMG, Lúcio Costa, da Suggar, e Rodrigo Mascarenhas, da RM Sistemas. “Mas não tem sobrado tempo”, lamenta o construtor. “Todo mundo diz que eu tenho andado meio sumido”. Não é para menos.
Bradesco e Unibanco também dizem não ter exposição a crédito subprime
SÃO PAULO - A exemplo do que fez ontem o Itaú, dois outros grandes bancos brasileiros - Bradesco e Unibanco - vieram a público para informar que não possuem operações ligadas ao mercado de crédito imobiliário classificado como subprime (de maior risco).
Em nota de apenas uma frase assinada pelo diretor de Relações com Investidores, Milton Vargas, o Bradesco diz que não possui operações relacionadas ao mercado imobiliário (subprime) dos EUA ou de outros países. O comunicado do Unibanco afirma que a instituição e suas subsidiárias não possuem exposição a qualquer tipo de ativos do mercado de financiamento imobiliário dos Estados Unidos da América e a nenhum ativo relacionado a instrumentos financeiros do mercado conhecidos como financiamentos subprime, seja nos Estados Unidos, seja em outros países.
(Valor Online)
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
sexta-feira, 17 de agosto de 2007
As notícias de hoje, 17/08, são:
As notícias de hoje, 17/08, são:
- Setor imobiliário espera mais crédito do FGTS para classe média
- Dados do segmento imobiliário dominam na agenda americana
- Financiar mais e reformar ou dar o dinheiro de entrada? Atenção aos juros
- Setor de crédito de imóveis dita pessimismo
- As duras lições da crise americana
- Atividade de construção de casas nos EUA cai em julho para o menor nível em 10 anos
- Venda de imóveis novos fecha semestre em alta
Setor imobiliário espera mais crédito do FGTS para classe média
As novas regras para uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiamentos habitacionais devem impulsionar o setor brasileiro de moradia, sobretudo em imóveis voltados para a classe média, avaliam executivos do setor.
No começo do mês, o governo anunciou medidas de incentivo para o setor imobiliário envolvendo o FGTS.
Entre elas estão a redução de 0,5 ponto percentual ao ano nos juros, para 5,5 por cento mais a Taxa Referencial (TR), para aqueles que tiverem conta no fundo há mais de 3 anos e fecharem contratos a partir de 2008; a ampliação da faixa de renda familiar dos compradores nas capitais de 3,9 mil para 4,9 mil reais; e a elevação do teto dos preços dos imóveis de 100 mil para 130 mil reais no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo.
"No Brasil essas medidas fazem uma diferença muito grande porque ampliam o nosso potencial de atingir a classe média. Quando criamos nossa unidade econômica, a FIT Residencial, era para chegar até (moradias por) 130 mil reais. Agora o FGTS já chega até a gente, encaixa toda a nossa gama", disse à Reuters o presidente da Gafisa, Wilson Amaral.
"Lá na frente são esses negócios mais econômicos que vão prevalecer para as empresas", completou.
Atualmente, a maioria das construtoras e incorporadoras do país têm seus empreendimentos concentrados em uma faixa de clientes que pode pagar mais de 150 mil reais por habitação.
Segundo estimativas do setor, abaixo dessa capacidade de pagamento ficam 7 milhões entre os quase 8 milhões de unidades residenciais que compõem o déficit habitacional brasileiro.
Apesar da expansão do crédito imobiliário nos últimos anos, empresas do setor têm poucos lançamentos no chamado segmento econômico, embora esperem forte crescimento nessa área nos próximos anos. Esse é o caso da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário .
"Essas mudanças do FGTS são positivas, mas ainda não estão na base do nosso banco de terrenos. A gente tem uma faixa nisso, ainda pequena, que algumas empresas já atendem. Mas a maioria está se preparando, ainda não chegou", afirmou o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Camargo Corrêa, Paulo Mazzali, acrescentando que a empresa estuda investir na faixa de imóveis entre 50 mil e 100 mil reais.
Para o vice-presidente financeiro da Cyrela, Luis Largman, "o setor imobiliário brasileiro tem uma pirâmide muito larga e qualquer medida sobre crédito melhora as perspectivas".
Mas ele diz que ampliação do uso do FGTS é apenas um entre os vários fatores que entram na decisão de construir.
"Só para comparar o que temos aqui com essa crise do mercado imobiliário nos Estados Unidos, enquanto eles tiveram 25 anos de ciclo positivo, nós não tivemos nada. Estamos apenas agora começando a ter um ciclo positivo e isso implica ir descendo nessa pirâmide", disse Largman.
Fonte: Estadão
Dados do segmento imobiliário dominam na agenda americana
A orientação dos investidores, focada há uma semana na piora dos riscos financeiros atrelados à crise imobiliária nos Estados Unidos, ganha hoje informações adicionais com a agenda americana, onde constam números de julho sobre o ritmo de construções de novas casas e licenças nos EUA. Não menos importante é o levantamento do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia sobre a atividade na região no mês de agosto.
Com o temor de desaceleração da economia dos EUA, os investidores também devem monitorar a pesquisa sobre os novos pedidos de seguro-desemprego durante a semana encerrada no último dia 11. A expectativa é de ligeiro recuo para 313 milhões de pedidos.
No Brasil, a pauta doméstica contempla apenas o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na segunda semana deste mês.
Fonte: Valor Econômico
Financiar mais e reformar ou dar o dinheiro de entrada? Atenção aos juros
Comprar um imóvel antigo significa, além de arcar com as mensalidades do financiamento - em caso de impossibilidade do pagamento à vista -, desembolsar um dinheiro para a reforma. Diante dessa situação, fica a dúvida: o que deve ser feito? Aproveitar o valor da entrada para fazer as modificações na casa e pedir emprestado todo o restante ou optar por pedir o menor valor de crédito possível?
Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, é importante levar em conta que quanto menos a pessoa financiar, menos juros ela pagará. "As taxas são cobradas sobre o valor total emprestado", lembrou.
Importância da entrada
Dessa forma, a escolha deve ser bem pensada para que a facilidade inicial não resulte em maiores gastos depois. Além disso, deve-se lembrar que, dentro do Sistema Financeiro de Habitação, não é possível financiar todo o valor do imóvel antigo.
"Hoje os bancos oferecem até 80% do preço, enquanto que para os novos é de 100%", explicou. Portanto, o dinheiro da entrada é fundamental para fazer o negócio.
Modificação no cenário
Na avaliação do economista, até o ano que vem, esse cenário será modificado. "Há algum tempo, era possível conseguir crédito de até metade do preço da casa ou apartamento, enquanto que hoje chega a 80%", previu.
De qualquer maneira, vale lembrar que quanto maior o valor financiado, maior também é o prazo utilizado para o pagamento ao banco. E tudo isso pesa no bolso, em forma de juros.
Fonte: InfoMoney
Setor de crédito de imóveis dita pessimismo
Apesar de os dados recentes sobre a economia americana mostrarem melhora no cenário, o pessimismo em relação ao mercado de crédito imobiliário continua a ser a principal preocupação dos investidores. É que a Countrywide Financial, a maior empresa de financiamento imobiliário dos EUA, voltou a estar no centro das atenções. Um analista do banco Merryll Lynch rebaixou a posição das ações da companhia de "compra" para "venda".
"Caso pressão financeira suficiente seja colocada sobre a Countrywide, ou se o mercado perder a confiança na sua condição de funcionar adequadamente, então o modelo pode quebrar, levando a uma insolvência", escreveu o analista Kenneth Bruce. "Se as liquidações acontecerem em um momento de mercado fraco, então é possível que a Countrywide vá à falência." As ações da financiadora caíram 12,96% ontem e cerca de 50% apenas neste ano. O anúncio da empresa, no dia 24 de julho, de que seu lucro no segundo trimestre sofrera queda de 33% foi considerado o estopim da atual instabilidade das Bolsas.
Já o fundo de "private equity" (capital privado) KKR, um dos maiores do mundo, disse que sua afiliada KKR Financial Holdings, que é um fundo de investimentos do setor imobiliário, vai perder US$ 40 milhões com hipotecas e que o prejuízo pode chegar a US$ 290 milhões. As ações da afiliada tiveram queda de 31,15% ontem e geraram especulações se o fundo de "private equity" continuará com seus planos de realizar um IPO (oferta inicial de ações).
Pesquisas divulgadas ontem mostram que os problemas no setor imobiliário devem continuar. A confiança dos construtores no mercado de casas novas caiu ao menor nível em 16 anos (época da Guerra do Golfo). Os preços das casas caíram pelo quarto trimestre seguido.
Os dados de inflação ao consumidor e da produção industrial dos EUA em julho mostram que a economia deve continuar com seu ritmo moderado. A inflação ficou em 0,1%, e seu núcleo, que exclui preços voláteis, foi de 0,2%, ambos dentro do previsto por analistas. A produção industrial subiu 0,3%.
Segundo alguns analistas, esses números não foram tão bem-vistos por parte de Wall Street. É que inflação sob controle e crescimento moderado é o cenário atualmente desejado pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), o que torna menos provável um corte de juros, como querem alguns investidores. A taxa está em 5,25% ao ano. "Se você disser que nós reduzimos a taxa de juros porque o mercado financeiro está descontente, as pessoas irão dizer que Ben Bernanke [presidente do Federal Reserve] está cedendo para Wall Street", afirmou ao "New York Times" Jan Hatzius, economista do Goldman Sachs. "E claramente não é essa a percepção que eles querem passar."
Porém há economistas que acreditam que a turbulência nas Bolsas fará com que o Fed faça o primeiro corte nos juros em mais de um ano, na reunião de 18 de setembro. "Com os mercados financeiros em desordem e os problemas com crédito, o Fed não terá muita opção a não ser relaxar sua política", disse Mark Zandi, da Moody's.
Fonte: Folha de São Paulo
As duras lições da crise americana
As primeiras avaliações feitas no Brasil por órgãos do governo e também por instituições ligadas ao mercado financeiro mostram que houve grandes erros na política habitacional americana e nas empresas de crédito imobiliário, criando-se financiamentos fantasiosos, que elevaram os preços dos imóveis para muito além da realidade. A crise parece um pouco, segundo analistas, com a que houve no Brasil, nos anos 80, quando começou o desmonte do Banco Nacional de Habitação. As empresas imobiliárias americanas vendiam imóveis novos com fogões, geladeiras, moveis, piscinas, jardins, churrasqueiras e até carros na garagem com financiamentos de até 20 anos. Os preços dos imóveis ficavam elevadíssimos e as hipotecas eram renegociadas até chegarem a um valor que, mesmo vendendo o imóvel, não havia como pagar nem a metade da dívida.
No Brasil, o BNH criou o sistema de construção que virou padrão até hoje: apartamentos em prédios que tinham piscinas, saunas, garagens, salões de festas, academias de ginástica e até praças internas. Quando o comprador tentava vender os imóveis, não tinha como pagar a dívida. O Sistema Financeiro da Habitação brasileiro também quebrou.
Mais fantasia
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, diz que a crise do mercado imobiliário americano é muito mais complexa do que as questões do próprio mercado, porque ela envolve complicadas operações financeiras internacionais. Ela tem a ver também com os prazos de financiamento de até 30 anos. Neste espaço de tempo muitos bairros entram em decadência. Tem também a ver com as facilidades de crédito exageradas e os valores de imóveis que nada têm a ver com a realidade. Para Paulo, essa crise é ruim, mas ela pode ser didática para muitos países, que querem vender imóveis para pessoas sem renda. Ele lembra também que o setor automobilístico americano e o brasileiro vivem hoje uma grande euforia, vendendo veículos em até 84 meses, sem entrada, sem comprovação de renda. Além disso, o comprador inclui no financiamento o seguro e o imposto. Um produto que só vai durar cinco anos. O mercado imobiliário e as empresas de crédito dos Estados Unidos cometeram todas as loucuras possíveis, Agora, o mundo paga.
O fim do BNH
No Brasil, só os brasileiros pagaram as loucura da Delfim e do BNH. Quando o Sistema Financeira da Habitação quebrou, o governo deu socorro e ainda empregou todos os funcionários do BNH (12 mil pessoas) na Caixa Econômica.
Fonte: Jornal do Brasil (Walter Diogo)
Atividade de construção de casas nos EUA cai em julho para o menor nível em 10 anos
A atividade de construção de casas nos Estados Unidos recuou 6,1% em julho, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,381 milhão de unidades, no confronto com as 1,470 milhão de moradias registradas em junho (número revisto). O resultado é o mais baixo desde janeiro de 1997.
Os alvarás de construção declinaram 2,8% no mês passado, para uma taxa anual de 1,373 milhão de unidades, com ajuste sazonal, o menor nível desde outubro de 1996. Em junho, a marca foi 1,413 milhão (número revisto).
As informações constam de nota distribuída nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos e agências internacionais.
Fonte: Valor Econômico
Venda de imóveis novos fecha semestre em alta
O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo fechou o semestre com ritmo de
vendas em alta. O indicador Vendas Sobre Oferta (VSO), que mede o desempenho de
comercialização, ficou em 17,4% no mês de junho - praticamente estável em relação a maio
(17,5%).
De acordo com a Pesquisa sobre o Mercado Imobiliário, desenvolvida pelo Departamento de
Economia e Estatística do Secovi-SP, foram comercializadas no sexto mês do ano 3.169 unidades,
correspondente à movimentação de R$ 931,4 milhões.
A pesquisa indica excelente desempenho de vendas dos imóveis lançados recentemente. Unidades
na Fase de Lançamento, período de seis meses desde o momento da colocação em oferta,
registraram VSO de 24,4% e representaram 2/3 do total escoado em junho.
A participação dos segmentos de dois e três dormitórios também merece destaque. O nicho de dois
dormitórios registrou VSO de 26,6%, com a venda de 1.301 unidades (41,05% do total vendido). Já
o segmento de três dormitórios atingiu VSO médio de 16,7%, com 1.089 unidades negociadas.
Lideraram as vendas imóveis de dois dormitórios com preço médio na faixa de R$ 2.200,00 a R$
4.300,00 por metro quadrado de área privativa, e unidades de três dormitórios com valores entre
R$ 2.500,00 a R$ 3.600,00 por metro quadrado de área privativa, localizados nas regiões central,
Leste e Sul da cidade.
Período positivo – O mercado imobiliário encerra o semestre com VSO médio de 13,2% ao mês,
contra média mensal de 10,5% no ano passado. Vendeu-se 9,76% a mais nos seis primeiros meses
deste ano (14.430 unidades) do que o total comercializado de janeiro a junho de 2006 (13.147
imóveis). Em valores, o volume negociado atingiu R$ 4,37 bilhões, equivalente ao crescimento de
6,26% em relação ao montante verificado nos seis meses de 2006 (R$ 4,12 bilhões).
Em termos de segmentação, o perfil de distribuição de vendas por dormitórios no semestre foi
semelhante ao registrado em junho. Unidades de dois dormitórios representaram a maior fatia, com
5.907 unidades vendidas (40,94% do total). O segmento de três dormitórios obteve a segunda
colocação, com 4.759 unidades escoadas (32,98%), e o nicho de quatro dormitórios totalizou 3.383
unidades comercializadas, equivalente à participação de mercado de 23,44%.
Produção em alta – A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) aponta o
lançamento de 13.161 unidades no primeiro semestre de 2007, contra 9.617 unidades lançadas de
janeiro a junho de 2006 – um crescimento da ordem de 36,85% em termos de produção de novos
imóveis.
“Junho encerra o semestre com chave de ouro. Destaque para empreendimentos lançados
recentemente, sobretudo nos segmentos de dois e três dormitórios, com preços médios por unidade
de até R$ 300 mil e área privativa média inferior a 150 metros quadrados”, observa Alberto Du
Plessis Filho, vice-presidente de Tecnologia e Relações de Mercado do Secovi-SP.
Na opinião do dirigente, apesar dos entraves impostos pelo padrão urbanístico da cidade de São
Paulo - que encarecem e dificultam a viabilização dos empreendimentos -, a ampliação da oferta de
recursos para financiamento e as condições mais favoráveis para negociação dos contratos geram
perspectivas positivas para o segundo semestre.
- Setor imobiliário espera mais crédito do FGTS para classe média
- Dados do segmento imobiliário dominam na agenda americana
- Financiar mais e reformar ou dar o dinheiro de entrada? Atenção aos juros
- Setor de crédito de imóveis dita pessimismo
- As duras lições da crise americana
- Atividade de construção de casas nos EUA cai em julho para o menor nível em 10 anos
- Venda de imóveis novos fecha semestre em alta
Setor imobiliário espera mais crédito do FGTS para classe média
As novas regras para uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para financiamentos habitacionais devem impulsionar o setor brasileiro de moradia, sobretudo em imóveis voltados para a classe média, avaliam executivos do setor.
No começo do mês, o governo anunciou medidas de incentivo para o setor imobiliário envolvendo o FGTS.
Entre elas estão a redução de 0,5 ponto percentual ao ano nos juros, para 5,5 por cento mais a Taxa Referencial (TR), para aqueles que tiverem conta no fundo há mais de 3 anos e fecharem contratos a partir de 2008; a ampliação da faixa de renda familiar dos compradores nas capitais de 3,9 mil para 4,9 mil reais; e a elevação do teto dos preços dos imóveis de 100 mil para 130 mil reais no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro e São Paulo.
"No Brasil essas medidas fazem uma diferença muito grande porque ampliam o nosso potencial de atingir a classe média. Quando criamos nossa unidade econômica, a FIT Residencial, era para chegar até (moradias por) 130 mil reais. Agora o FGTS já chega até a gente, encaixa toda a nossa gama", disse à Reuters o presidente da Gafisa, Wilson Amaral.
"Lá na frente são esses negócios mais econômicos que vão prevalecer para as empresas", completou.
Atualmente, a maioria das construtoras e incorporadoras do país têm seus empreendimentos concentrados em uma faixa de clientes que pode pagar mais de 150 mil reais por habitação.
Segundo estimativas do setor, abaixo dessa capacidade de pagamento ficam 7 milhões entre os quase 8 milhões de unidades residenciais que compõem o déficit habitacional brasileiro.
Apesar da expansão do crédito imobiliário nos últimos anos, empresas do setor têm poucos lançamentos no chamado segmento econômico, embora esperem forte crescimento nessa área nos próximos anos. Esse é o caso da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário .
"Essas mudanças do FGTS são positivas, mas ainda não estão na base do nosso banco de terrenos. A gente tem uma faixa nisso, ainda pequena, que algumas empresas já atendem. Mas a maioria está se preparando, ainda não chegou", afirmou o diretor de Finanças e Relações com Investidores da Camargo Corrêa, Paulo Mazzali, acrescentando que a empresa estuda investir na faixa de imóveis entre 50 mil e 100 mil reais.
Para o vice-presidente financeiro da Cyrela, Luis Largman, "o setor imobiliário brasileiro tem uma pirâmide muito larga e qualquer medida sobre crédito melhora as perspectivas".
Mas ele diz que ampliação do uso do FGTS é apenas um entre os vários fatores que entram na decisão de construir.
"Só para comparar o que temos aqui com essa crise do mercado imobiliário nos Estados Unidos, enquanto eles tiveram 25 anos de ciclo positivo, nós não tivemos nada. Estamos apenas agora começando a ter um ciclo positivo e isso implica ir descendo nessa pirâmide", disse Largman.
Fonte: Estadão
Dados do segmento imobiliário dominam na agenda americana
A orientação dos investidores, focada há uma semana na piora dos riscos financeiros atrelados à crise imobiliária nos Estados Unidos, ganha hoje informações adicionais com a agenda americana, onde constam números de julho sobre o ritmo de construções de novas casas e licenças nos EUA. Não menos importante é o levantamento do Federal Reserve (Fed) da Filadélfia sobre a atividade na região no mês de agosto.
Com o temor de desaceleração da economia dos EUA, os investidores também devem monitorar a pesquisa sobre os novos pedidos de seguro-desemprego durante a semana encerrada no último dia 11. A expectativa é de ligeiro recuo para 313 milhões de pedidos.
No Brasil, a pauta doméstica contempla apenas o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na segunda semana deste mês.
Fonte: Valor Econômico
Financiar mais e reformar ou dar o dinheiro de entrada? Atenção aos juros
Comprar um imóvel antigo significa, além de arcar com as mensalidades do financiamento - em caso de impossibilidade do pagamento à vista -, desembolsar um dinheiro para a reforma. Diante dessa situação, fica a dúvida: o que deve ser feito? Aproveitar o valor da entrada para fazer as modificações na casa e pedir emprestado todo o restante ou optar por pedir o menor valor de crédito possível?
Segundo o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, é importante levar em conta que quanto menos a pessoa financiar, menos juros ela pagará. "As taxas são cobradas sobre o valor total emprestado", lembrou.
Importância da entrada
Dessa forma, a escolha deve ser bem pensada para que a facilidade inicial não resulte em maiores gastos depois. Além disso, deve-se lembrar que, dentro do Sistema Financeiro de Habitação, não é possível financiar todo o valor do imóvel antigo.
"Hoje os bancos oferecem até 80% do preço, enquanto que para os novos é de 100%", explicou. Portanto, o dinheiro da entrada é fundamental para fazer o negócio.
Modificação no cenário
Na avaliação do economista, até o ano que vem, esse cenário será modificado. "Há algum tempo, era possível conseguir crédito de até metade do preço da casa ou apartamento, enquanto que hoje chega a 80%", previu.
De qualquer maneira, vale lembrar que quanto maior o valor financiado, maior também é o prazo utilizado para o pagamento ao banco. E tudo isso pesa no bolso, em forma de juros.
Fonte: InfoMoney
Setor de crédito de imóveis dita pessimismo
Apesar de os dados recentes sobre a economia americana mostrarem melhora no cenário, o pessimismo em relação ao mercado de crédito imobiliário continua a ser a principal preocupação dos investidores. É que a Countrywide Financial, a maior empresa de financiamento imobiliário dos EUA, voltou a estar no centro das atenções. Um analista do banco Merryll Lynch rebaixou a posição das ações da companhia de "compra" para "venda".
"Caso pressão financeira suficiente seja colocada sobre a Countrywide, ou se o mercado perder a confiança na sua condição de funcionar adequadamente, então o modelo pode quebrar, levando a uma insolvência", escreveu o analista Kenneth Bruce. "Se as liquidações acontecerem em um momento de mercado fraco, então é possível que a Countrywide vá à falência." As ações da financiadora caíram 12,96% ontem e cerca de 50% apenas neste ano. O anúncio da empresa, no dia 24 de julho, de que seu lucro no segundo trimestre sofrera queda de 33% foi considerado o estopim da atual instabilidade das Bolsas.
Já o fundo de "private equity" (capital privado) KKR, um dos maiores do mundo, disse que sua afiliada KKR Financial Holdings, que é um fundo de investimentos do setor imobiliário, vai perder US$ 40 milhões com hipotecas e que o prejuízo pode chegar a US$ 290 milhões. As ações da afiliada tiveram queda de 31,15% ontem e geraram especulações se o fundo de "private equity" continuará com seus planos de realizar um IPO (oferta inicial de ações).
Pesquisas divulgadas ontem mostram que os problemas no setor imobiliário devem continuar. A confiança dos construtores no mercado de casas novas caiu ao menor nível em 16 anos (época da Guerra do Golfo). Os preços das casas caíram pelo quarto trimestre seguido.
Os dados de inflação ao consumidor e da produção industrial dos EUA em julho mostram que a economia deve continuar com seu ritmo moderado. A inflação ficou em 0,1%, e seu núcleo, que exclui preços voláteis, foi de 0,2%, ambos dentro do previsto por analistas. A produção industrial subiu 0,3%.
Segundo alguns analistas, esses números não foram tão bem-vistos por parte de Wall Street. É que inflação sob controle e crescimento moderado é o cenário atualmente desejado pelo Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), o que torna menos provável um corte de juros, como querem alguns investidores. A taxa está em 5,25% ao ano. "Se você disser que nós reduzimos a taxa de juros porque o mercado financeiro está descontente, as pessoas irão dizer que Ben Bernanke [presidente do Federal Reserve] está cedendo para Wall Street", afirmou ao "New York Times" Jan Hatzius, economista do Goldman Sachs. "E claramente não é essa a percepção que eles querem passar."
Porém há economistas que acreditam que a turbulência nas Bolsas fará com que o Fed faça o primeiro corte nos juros em mais de um ano, na reunião de 18 de setembro. "Com os mercados financeiros em desordem e os problemas com crédito, o Fed não terá muita opção a não ser relaxar sua política", disse Mark Zandi, da Moody's.
Fonte: Folha de São Paulo
As duras lições da crise americana
As primeiras avaliações feitas no Brasil por órgãos do governo e também por instituições ligadas ao mercado financeiro mostram que houve grandes erros na política habitacional americana e nas empresas de crédito imobiliário, criando-se financiamentos fantasiosos, que elevaram os preços dos imóveis para muito além da realidade. A crise parece um pouco, segundo analistas, com a que houve no Brasil, nos anos 80, quando começou o desmonte do Banco Nacional de Habitação. As empresas imobiliárias americanas vendiam imóveis novos com fogões, geladeiras, moveis, piscinas, jardins, churrasqueiras e até carros na garagem com financiamentos de até 20 anos. Os preços dos imóveis ficavam elevadíssimos e as hipotecas eram renegociadas até chegarem a um valor que, mesmo vendendo o imóvel, não havia como pagar nem a metade da dívida.
No Brasil, o BNH criou o sistema de construção que virou padrão até hoje: apartamentos em prédios que tinham piscinas, saunas, garagens, salões de festas, academias de ginástica e até praças internas. Quando o comprador tentava vender os imóveis, não tinha como pagar a dívida. O Sistema Financeiro da Habitação brasileiro também quebrou.
Mais fantasia
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Simão, diz que a crise do mercado imobiliário americano é muito mais complexa do que as questões do próprio mercado, porque ela envolve complicadas operações financeiras internacionais. Ela tem a ver também com os prazos de financiamento de até 30 anos. Neste espaço de tempo muitos bairros entram em decadência. Tem também a ver com as facilidades de crédito exageradas e os valores de imóveis que nada têm a ver com a realidade. Para Paulo, essa crise é ruim, mas ela pode ser didática para muitos países, que querem vender imóveis para pessoas sem renda. Ele lembra também que o setor automobilístico americano e o brasileiro vivem hoje uma grande euforia, vendendo veículos em até 84 meses, sem entrada, sem comprovação de renda. Além disso, o comprador inclui no financiamento o seguro e o imposto. Um produto que só vai durar cinco anos. O mercado imobiliário e as empresas de crédito dos Estados Unidos cometeram todas as loucuras possíveis, Agora, o mundo paga.
O fim do BNH
No Brasil, só os brasileiros pagaram as loucura da Delfim e do BNH. Quando o Sistema Financeira da Habitação quebrou, o governo deu socorro e ainda empregou todos os funcionários do BNH (12 mil pessoas) na Caixa Econômica.
Fonte: Jornal do Brasil (Walter Diogo)
Atividade de construção de casas nos EUA cai em julho para o menor nível em 10 anos
A atividade de construção de casas nos Estados Unidos recuou 6,1% em julho, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 1,381 milhão de unidades, no confronto com as 1,470 milhão de moradias registradas em junho (número revisto). O resultado é o mais baixo desde janeiro de 1997.
Os alvarás de construção declinaram 2,8% no mês passado, para uma taxa anual de 1,373 milhão de unidades, com ajuste sazonal, o menor nível desde outubro de 1996. Em junho, a marca foi 1,413 milhão (número revisto).
As informações constam de nota distribuída nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos e agências internacionais.
Fonte: Valor Econômico
Venda de imóveis novos fecha semestre em alta
O mercado de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo fechou o semestre com ritmo de
vendas em alta. O indicador Vendas Sobre Oferta (VSO), que mede o desempenho de
comercialização, ficou em 17,4% no mês de junho - praticamente estável em relação a maio
(17,5%).
De acordo com a Pesquisa sobre o Mercado Imobiliário, desenvolvida pelo Departamento de
Economia e Estatística do Secovi-SP, foram comercializadas no sexto mês do ano 3.169 unidades,
correspondente à movimentação de R$ 931,4 milhões.
A pesquisa indica excelente desempenho de vendas dos imóveis lançados recentemente. Unidades
na Fase de Lançamento, período de seis meses desde o momento da colocação em oferta,
registraram VSO de 24,4% e representaram 2/3 do total escoado em junho.
A participação dos segmentos de dois e três dormitórios também merece destaque. O nicho de dois
dormitórios registrou VSO de 26,6%, com a venda de 1.301 unidades (41,05% do total vendido). Já
o segmento de três dormitórios atingiu VSO médio de 16,7%, com 1.089 unidades negociadas.
Lideraram as vendas imóveis de dois dormitórios com preço médio na faixa de R$ 2.200,00 a R$
4.300,00 por metro quadrado de área privativa, e unidades de três dormitórios com valores entre
R$ 2.500,00 a R$ 3.600,00 por metro quadrado de área privativa, localizados nas regiões central,
Leste e Sul da cidade.
Período positivo – O mercado imobiliário encerra o semestre com VSO médio de 13,2% ao mês,
contra média mensal de 10,5% no ano passado. Vendeu-se 9,76% a mais nos seis primeiros meses
deste ano (14.430 unidades) do que o total comercializado de janeiro a junho de 2006 (13.147
imóveis). Em valores, o volume negociado atingiu R$ 4,37 bilhões, equivalente ao crescimento de
6,26% em relação ao montante verificado nos seis meses de 2006 (R$ 4,12 bilhões).
Em termos de segmentação, o perfil de distribuição de vendas por dormitórios no semestre foi
semelhante ao registrado em junho. Unidades de dois dormitórios representaram a maior fatia, com
5.907 unidades vendidas (40,94% do total). O segmento de três dormitórios obteve a segunda
colocação, com 4.759 unidades escoadas (32,98%), e o nicho de quatro dormitórios totalizou 3.383
unidades comercializadas, equivalente à participação de mercado de 23,44%.
Produção em alta – A Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp) aponta o
lançamento de 13.161 unidades no primeiro semestre de 2007, contra 9.617 unidades lançadas de
janeiro a junho de 2006 – um crescimento da ordem de 36,85% em termos de produção de novos
imóveis.
“Junho encerra o semestre com chave de ouro. Destaque para empreendimentos lançados
recentemente, sobretudo nos segmentos de dois e três dormitórios, com preços médios por unidade
de até R$ 300 mil e área privativa média inferior a 150 metros quadrados”, observa Alberto Du
Plessis Filho, vice-presidente de Tecnologia e Relações de Mercado do Secovi-SP.
Na opinião do dirigente, apesar dos entraves impostos pelo padrão urbanístico da cidade de São
Paulo - que encarecem e dificultam a viabilização dos empreendimentos -, a ampliação da oferta de
recursos para financiamento e as condições mais favoráveis para negociação dos contratos geram
perspectivas positivas para o segundo semestre.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
As notícias de hoje, 16/08, são:
As notícias de hoje, 16/08, são:
- Imobiliárias do Brasil descartam perda por crise nos EUA
- Recursos da poupança para crédito imobiliário batem novo recorde
- Aquecimento no mercado imobiliário deve gerar recorde de negócios na feira de imóveis
- Empréstimo para casa própria cresce 94% em julho e bate novo recorde
- Crédito imobiliário
Imobiliárias do Brasil descartam perda por crise nos EUA
A crise no crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos não afetará as operações de construtoras e incorporadoras no Brasil no curto prazo, embora tenha impacto sobre o valor de empresas do setor na Bolsa de Valores de São Paulo, avaliam executivos.
"A gente só tem um problema desse depois que o mercado se desenvolveu demais. Nos EUA deram tanto financiamento para quem merecia crédito, que precisaram dar para gente que não tinha tantos meios. No Brasil é completamente diferente, somente agora estamos dando os primeiros financiamentos imobiliários", disse o presidente da Gafisa, Wilson Amaral.
"O perigo que existe é o negócio sair do subprime, pegar os EUA como um todo... Nas últimas semanas, as nossas ações sofreram por causa desse movimento internacional, e ainda não sabemos se acabou. Mas, do ponto de vista de fundamento, a perspectiva para o setor continua sendo de crescimento, principalmente por causa do crédito."
Enquanto nos EUA o volume de crédito imobiliário é correspondente a mais de 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e no México é de cerca de 10 por cento, no Brasil a relação não supera 2 por cento.
A crise do financiamento imobiliário nos EUA derrubou as bolsas de valores globais nas últimas semanas. Bancos centrais de todo o mundo injetaram centenas de bilhões de dólares para garantir liquidez ao sistema financeiro, após problemas com hedge funds expostos a ativos imobiliários de risco.
No Brasil, o principal índice da Bovespa registrou a quarta queda consecutiva nesta terça-feira.
A Cyrela, única ação do setor imobiliário no Ibovespa, está entre as principais quedas entre os papéis que compõem o indicador nas últimas sessões. Procurada pela Reuters para comentar o assunto, a Cyrela informou que está em período de silêncio até quarta-feira, quando divulga seu resultado trimestral.
Pouco impacto na rua
O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Paulo Mazzali, observa que o impacto sobre as ações do setor de construção no país existe, mas "afeta muito pouco o mercado imobiliário na rua".
"O investidor fica mais avesso ao risco e ações são mais voláteis naturalmente. Mas nosso mercado funciona a longo prazo. O reflexo para o Brasil (com a crise no crédito dos EUA) é muito mais limitado. Nós temos um déficit habitacional de 8 milhões de unidades que eles não têm", comentou.
"Esse crédito subprime dos EUA ficaria no nosso país na faixa entre 50 mil até 100 mil reais, se tanto. Hoje existem pouquíssimas empresas atuando ali. Elas estão se preparando, nem chegaram ainda. Mas se isso se espalhar para o mercado, pode pesar mais sobre as ações e diminuir o volume de recursos para investimento. Nós trabalhamos com o cenário de antes dessa crise, as perspectivas, por enquanto, se mantêm."
Segundo Amaral, presidente da Gafisa, a principal marca da empresa voltada ao segmento econômico, a FIT Residencial, atenderia a um público com renda próxima à dos clientes do crédito subprime nos EUA. A FIT Residencial lançará até 10 projetos entre agosto e dezembro deste ano no valor de cerca de 200 milhões de reais.
Para 2008, esses produtos --altamente dependentes de crédito imobiliário-- podem crescer mais de 25 por cento no portfólio da Gafisa.
Fonte: O Globo
Recursos da poupança para crédito imobiliário batem novo recorde
O crédito imobiliário com recursos das cadernetas de poupança bateu novo recorde em julho, com expansão de 94,66 por cento ante o mesmo período em 2006, para 1,58 bilhão de reais, anunciou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
As entidades de crédito concederam em julho o maior valor em financiamentos desde 1984, em números atualizados.
"Tradicionalmente março, julho e dezembro são os meses em que os números mais sobem. Com certeza vai subir mais no fim do ano", disse o diretor-geral da Abecip, Osvaldo Fonseca. "Antes esperávamos 12 bilhões de reais (em crédito) para todo 2007 e já revimos isso para 15 bilhões de reais. E essa é uma expectativa conservadora", afirmou à Reuters.
Segundo a entidade, as contratações por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram 8,52 bilhões de reais em financiamentos neste ano até julho, número 71,81 por cento maior que em igual período de 2006.
Nos últimos 12 meses, diz a associação, o mercado recebeu 12,9 bilhões de reais para financiamentos, uma alta de 78,4 por cento em relação à série encerrada em julho de 2006.
"Esse crescimento é sustentado, não existe nenhum fator especial que tenha influenciado o resultado. A questão é macroeconômica, de segurança. Há quatro anos nós financiávamos 30 mil unidades e hoje são 150 mil. Tínhamos só 2,2 bilhões de reais para crédito em 2003. A diferença é a tranquilidade", disse.
Em julho foram financiadas 17.878 unidades, de acordo com a Abecip, o que totaliza 98.757 moradias nos primeiros sete meses deste ano. Na série de 12 meses encerrada em julho, o total supera 151 mil habitações --uma alta de 64,2 por cento na comparação com o mesmo período de 2006.
As poupanças tiveram mais depósitos do que saques em julho, com saldo positivo de 2,69 bilhões de reais, o que aumentou a captação entre janeiro e julho deste ano para 8,66 bilhões de reais, informou a associação.
Entre julho de 2006 e julho de 2007, esse saldo subiu de 135 bilhões para 165 bilhões de reais
Fonte: Reuters
Aquecimento no mercado imobiliário deve gerar recorde de negócios na feira de imóveis
Os principais lançamentos imobiliários e milhares de opções em usados de Curitiba, região metropolitana e litoral ficam em evidência de 15 a 19 de agosto na Feira de Imóveis 2007, no Piso Poty do Estação Embratel Convention Center. São mais de dez mil imóveis de construtoras e imobiliárias, além de produtos e serviços de consorciadoras e agentes financeiros, totalizando 50 expositores. Os números positivos que o mercado imobiliário vem registrando em 2007 geram a expectativa na Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), organizadora do evento, e nos expositores de que na própria feira serão gerados R$ 7 milhões em negócios, superando os R$ 5 milhões do ano passado. Somando-se as vendas iniciadas na feira, mas fechadas depois, o montante deve chegar a R$ 35 milhões, contra R$ 30 milhões da edição de 2006. O número de visitantes também deve subir de 25 mil para 28 mil.
Tanto otimismo está calçado nos mais variados índices que dimensionam o crescimento da construção civil, cujo PIB (R$ 8,1 bilhões) representa 8% de todo o PIB do Paraná. Segundo o Sinduscon_PR ( Sindicato da Indústria da Construção) nos seis primeiros meses de 2007 houve aumento de 32% (de 640.219 m2 para 846.997 m2) na liberação de alvarás para construção de imóveis residenciais e não-residenciais em relação ao mesmo período de 2006. Outro dado mostra que em lançamentos verticais residencias o aumento em relação a 2006 chega a 54%. O número de empregos formais criados no setor em 2007 (5.786) já quase se equipara com todas as vagas preenchidas em 2006 (5.955). “São dados que mostram crescimento real no setor e que nos faz crer que a produção imobiliária em Curitiba deverá crescer em 2007 no mínimo 10% em relação a 2006. Com isso, deveremos chegar a mais de 1,6 milhão de metros quadrados, desempenho que não alcançávamos desde 2000”, avalia Hamilton Pinheiro Franck, presidente do Sinduscon-PR.
O crescimento no setor tem várias explicações. As principais delas referem-se à estabilidade da economia. “A queda constante dos juros, ofertas cada vez maiores de linhas de financiamento pelos bancos estatais e privados, e o controle da inflação estão animando quem quer comprar para morar ou para investir”, analisa Hugo Peretti Neto, presidente da Ademi. Aliás, para ele, o investimento em imóvel é, de novo, a bola da vez. “Alugado, um imóvel pode render até 1.2% do seu valor, sem contar a sua própria valorização, que nos últimos dois anos chegou a 30%. Com a queda na taxa de juros, nenhuma aplicação dá isso”, completa.
Este cenário leva os expositores a apostarem em muitos negócios na feira. “Além da importante divulgação institucional que o evento proporciona, esperamos movimentar R$ 1 milhão, além dos contatos que devem ser feitos no pós-feira”, afirma Milton César Hartmann, diretor da Hartmann Imóveis.
A Baggio Imóveis acredita que o crescimento do setor também deve fazer com que a feira tenha bons resultados, principalmente por causa das facilidades no crédito imobiliário. “O mercado vive um bom momento. Na última edição do evento fizemos contatos importantes no pós-feira e esperamos repetir isso este ano”, explica Márcio Danilo Favarim, gerente de vendas. A Baggio espera fechar o ano de 2007 com um crescimento de 20% em relação a 2006.
Claudio Roth, diretor da Invespark, acredita que a Feira de Imóveis de 2007 receberá mais consumidores em virtude do aquecimento da economia, da abertura de novas linhas de crédito e das novidades que chegam ao mercado curitibano. “Nossa expectativa é superar o desempenho de vendas do ano passado, mas, sobretudo, apresentar ao mercado nossos novos produtos”.
A Hestia Construções e Empreendimentos Ltda. Também tem boas expectativas. “Esperamos vender o dobro do ano passado”, afirma Gustavo Selig, diretor comercial.
A CGL Condomínios Fechados aposta no crescimento na demanda por condomínios horizontais. “Em 2006 crescemos 50% em relação a 2005 e para este ano deveremos manter esta marca”, comenta Evandro Razzoto, gerente de marketing.
As empresas da área de consórcio também estão entusiasmadas. De acordo com Claudir Santos, gerente comercial da Ademilar, com o aquecimento do mercado imobiliário em 2007, a expectativa é que a Ademilar venda pelo menos 40% mais nesta Feira de Imóveis, em comparação com o evento do ano passado.
SERVIÇO
Evento: Feira de Imóveis do Paraná
Local: Estação Embratel Convention Center – Piso Poty.
Data: 15 a 19 de agosto de 2007.
Horário: Quarta das 18h às 22h, quinta e sexta das 17h às 22h, sábado das 14h às 22h e domingo das 14h às 21h.
Entrada: Franca.
Informações: (41) 3352 6263 ou www.ademipr.com.br
Ademi-PR – Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Paraná
Fonte: Paranáshop
Empréstimo para casa própria cresce 94% em julho e bate novo recorde
Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram R$ 1,58 bilhão em julho e bateram novo recorde mensal de operações. O total de contratações em julho supera em 94,66% o volume contratado em julho de 2006, segundo a Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário).
Nos primeiros sete meses de 2007, o volume de operações contratadas com recursos das contas de poupança pelos agentes que atuam no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) totalizou R$ 8,52 bilhões, superando em 71,81% o volume contratado no mesmo período de 2006.
Considerando o desempenho dos últimos de 12 meses, o total de recursos destinados ao mercado superou R$ 12,9 bilhões, com crescimento de 78,4% em comparação à série de 12 meses terminada em julho de 2006.
Os recursos foram utilizados para o financiamento de 17.878 unidades habitacionais em julho, somando 98.757 nos primeiros sete meses de 2007. Na série de doze meses terminada em julho, o número de unidades financiadas superou 151 mil, com crescimento de 64,2% comparativamente à série de doze meses terminada em julho de 2006.
O desempenho da captação líquida de recursos das contas de poupança também continua mantendo o ritmo positivo iniciado em fevereiro. Em julho, os depósitos superaram os saques em R$ 2,69 bilhões, elevando a captação no período compreendido entre janeiro e julho de 2007 para R$ 8,66 bilhões. Em 12 meses, até julho deste ano, o saldo aumentou de R$ 135 bilhões para R$ 165 bilhões, alta de 22,5%.
Fonte: Folha de São Paulo
Crédito imobiliário
O volume de financiamento imobiliário liberado no mês de julho bateu novo recorde, atingindo R$ 1,58 bilhões. O patamar é 95% superior ao mesmo mês do ano passado. O montante foi suficiente para financiar 17,8 mil unidades. Assim, o total concedido nos sete primeiros meses do ano chegou a R$ 8,52 bilhões, com 98,8 mil imóveis atendidos com crédito. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e levam em contas os contratos realizados com recursos da poupança.
Hipoteca americana
A Countrywide Financial, maior casa hipotecária dos Estados Unidos, registrou em julho o maior nível de execuções de hipotecas e inadimplência em financiamentos imobiliários em muitos anos. A companhia concedeu 14% menos empréstimos para imóveis residenciais em relação ao mês anterior, devido à critérios mais rigorosos. Segundo a companhia, as execuções devem chegar a 1,04% do principal das dívidas, ante 0,46% um ano antes. A inadimplência subiu para 5,1%, contra 4,11% em julho passado.
Fonte: Valor Econômico
- Imobiliárias do Brasil descartam perda por crise nos EUA
- Recursos da poupança para crédito imobiliário batem novo recorde
- Aquecimento no mercado imobiliário deve gerar recorde de negócios na feira de imóveis
- Empréstimo para casa própria cresce 94% em julho e bate novo recorde
- Crédito imobiliário
Imobiliárias do Brasil descartam perda por crise nos EUA
A crise no crédito imobiliário de alto risco nos Estados Unidos não afetará as operações de construtoras e incorporadoras no Brasil no curto prazo, embora tenha impacto sobre o valor de empresas do setor na Bolsa de Valores de São Paulo, avaliam executivos.
"A gente só tem um problema desse depois que o mercado se desenvolveu demais. Nos EUA deram tanto financiamento para quem merecia crédito, que precisaram dar para gente que não tinha tantos meios. No Brasil é completamente diferente, somente agora estamos dando os primeiros financiamentos imobiliários", disse o presidente da Gafisa, Wilson Amaral.
"O perigo que existe é o negócio sair do subprime, pegar os EUA como um todo... Nas últimas semanas, as nossas ações sofreram por causa desse movimento internacional, e ainda não sabemos se acabou. Mas, do ponto de vista de fundamento, a perspectiva para o setor continua sendo de crescimento, principalmente por causa do crédito."
Enquanto nos EUA o volume de crédito imobiliário é correspondente a mais de 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) e no México é de cerca de 10 por cento, no Brasil a relação não supera 2 por cento.
A crise do financiamento imobiliário nos EUA derrubou as bolsas de valores globais nas últimas semanas. Bancos centrais de todo o mundo injetaram centenas de bilhões de dólares para garantir liquidez ao sistema financeiro, após problemas com hedge funds expostos a ativos imobiliários de risco.
No Brasil, o principal índice da Bovespa registrou a quarta queda consecutiva nesta terça-feira.
A Cyrela, única ação do setor imobiliário no Ibovespa, está entre as principais quedas entre os papéis que compõem o indicador nas últimas sessões. Procurada pela Reuters para comentar o assunto, a Cyrela informou que está em período de silêncio até quarta-feira, quando divulga seu resultado trimestral.
Pouco impacto na rua
O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Paulo Mazzali, observa que o impacto sobre as ações do setor de construção no país existe, mas "afeta muito pouco o mercado imobiliário na rua".
"O investidor fica mais avesso ao risco e ações são mais voláteis naturalmente. Mas nosso mercado funciona a longo prazo. O reflexo para o Brasil (com a crise no crédito dos EUA) é muito mais limitado. Nós temos um déficit habitacional de 8 milhões de unidades que eles não têm", comentou.
"Esse crédito subprime dos EUA ficaria no nosso país na faixa entre 50 mil até 100 mil reais, se tanto. Hoje existem pouquíssimas empresas atuando ali. Elas estão se preparando, nem chegaram ainda. Mas se isso se espalhar para o mercado, pode pesar mais sobre as ações e diminuir o volume de recursos para investimento. Nós trabalhamos com o cenário de antes dessa crise, as perspectivas, por enquanto, se mantêm."
Segundo Amaral, presidente da Gafisa, a principal marca da empresa voltada ao segmento econômico, a FIT Residencial, atenderia a um público com renda próxima à dos clientes do crédito subprime nos EUA. A FIT Residencial lançará até 10 projetos entre agosto e dezembro deste ano no valor de cerca de 200 milhões de reais.
Para 2008, esses produtos --altamente dependentes de crédito imobiliário-- podem crescer mais de 25 por cento no portfólio da Gafisa.
Fonte: O Globo
Recursos da poupança para crédito imobiliário batem novo recorde
O crédito imobiliário com recursos das cadernetas de poupança bateu novo recorde em julho, com expansão de 94,66 por cento ante o mesmo período em 2006, para 1,58 bilhão de reais, anunciou nesta segunda-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
As entidades de crédito concederam em julho o maior valor em financiamentos desde 1984, em números atualizados.
"Tradicionalmente março, julho e dezembro são os meses em que os números mais sobem. Com certeza vai subir mais no fim do ano", disse o diretor-geral da Abecip, Osvaldo Fonseca. "Antes esperávamos 12 bilhões de reais (em crédito) para todo 2007 e já revimos isso para 15 bilhões de reais. E essa é uma expectativa conservadora", afirmou à Reuters.
Segundo a entidade, as contratações por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram 8,52 bilhões de reais em financiamentos neste ano até julho, número 71,81 por cento maior que em igual período de 2006.
Nos últimos 12 meses, diz a associação, o mercado recebeu 12,9 bilhões de reais para financiamentos, uma alta de 78,4 por cento em relação à série encerrada em julho de 2006.
"Esse crescimento é sustentado, não existe nenhum fator especial que tenha influenciado o resultado. A questão é macroeconômica, de segurança. Há quatro anos nós financiávamos 30 mil unidades e hoje são 150 mil. Tínhamos só 2,2 bilhões de reais para crédito em 2003. A diferença é a tranquilidade", disse.
Em julho foram financiadas 17.878 unidades, de acordo com a Abecip, o que totaliza 98.757 moradias nos primeiros sete meses deste ano. Na série de 12 meses encerrada em julho, o total supera 151 mil habitações --uma alta de 64,2 por cento na comparação com o mesmo período de 2006.
As poupanças tiveram mais depósitos do que saques em julho, com saldo positivo de 2,69 bilhões de reais, o que aumentou a captação entre janeiro e julho deste ano para 8,66 bilhões de reais, informou a associação.
Entre julho de 2006 e julho de 2007, esse saldo subiu de 135 bilhões para 165 bilhões de reais
Fonte: Reuters
Aquecimento no mercado imobiliário deve gerar recorde de negócios na feira de imóveis
Os principais lançamentos imobiliários e milhares de opções em usados de Curitiba, região metropolitana e litoral ficam em evidência de 15 a 19 de agosto na Feira de Imóveis 2007, no Piso Poty do Estação Embratel Convention Center. São mais de dez mil imóveis de construtoras e imobiliárias, além de produtos e serviços de consorciadoras e agentes financeiros, totalizando 50 expositores. Os números positivos que o mercado imobiliário vem registrando em 2007 geram a expectativa na Ademi-PR (Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário), organizadora do evento, e nos expositores de que na própria feira serão gerados R$ 7 milhões em negócios, superando os R$ 5 milhões do ano passado. Somando-se as vendas iniciadas na feira, mas fechadas depois, o montante deve chegar a R$ 35 milhões, contra R$ 30 milhões da edição de 2006. O número de visitantes também deve subir de 25 mil para 28 mil.
Tanto otimismo está calçado nos mais variados índices que dimensionam o crescimento da construção civil, cujo PIB (R$ 8,1 bilhões) representa 8% de todo o PIB do Paraná. Segundo o Sinduscon_PR ( Sindicato da Indústria da Construção) nos seis primeiros meses de 2007 houve aumento de 32% (de 640.219 m2 para 846.997 m2) na liberação de alvarás para construção de imóveis residenciais e não-residenciais em relação ao mesmo período de 2006. Outro dado mostra que em lançamentos verticais residencias o aumento em relação a 2006 chega a 54%. O número de empregos formais criados no setor em 2007 (5.786) já quase se equipara com todas as vagas preenchidas em 2006 (5.955). “São dados que mostram crescimento real no setor e que nos faz crer que a produção imobiliária em Curitiba deverá crescer em 2007 no mínimo 10% em relação a 2006. Com isso, deveremos chegar a mais de 1,6 milhão de metros quadrados, desempenho que não alcançávamos desde 2000”, avalia Hamilton Pinheiro Franck, presidente do Sinduscon-PR.
O crescimento no setor tem várias explicações. As principais delas referem-se à estabilidade da economia. “A queda constante dos juros, ofertas cada vez maiores de linhas de financiamento pelos bancos estatais e privados, e o controle da inflação estão animando quem quer comprar para morar ou para investir”, analisa Hugo Peretti Neto, presidente da Ademi. Aliás, para ele, o investimento em imóvel é, de novo, a bola da vez. “Alugado, um imóvel pode render até 1.2% do seu valor, sem contar a sua própria valorização, que nos últimos dois anos chegou a 30%. Com a queda na taxa de juros, nenhuma aplicação dá isso”, completa.
Este cenário leva os expositores a apostarem em muitos negócios na feira. “Além da importante divulgação institucional que o evento proporciona, esperamos movimentar R$ 1 milhão, além dos contatos que devem ser feitos no pós-feira”, afirma Milton César Hartmann, diretor da Hartmann Imóveis.
A Baggio Imóveis acredita que o crescimento do setor também deve fazer com que a feira tenha bons resultados, principalmente por causa das facilidades no crédito imobiliário. “O mercado vive um bom momento. Na última edição do evento fizemos contatos importantes no pós-feira e esperamos repetir isso este ano”, explica Márcio Danilo Favarim, gerente de vendas. A Baggio espera fechar o ano de 2007 com um crescimento de 20% em relação a 2006.
Claudio Roth, diretor da Invespark, acredita que a Feira de Imóveis de 2007 receberá mais consumidores em virtude do aquecimento da economia, da abertura de novas linhas de crédito e das novidades que chegam ao mercado curitibano. “Nossa expectativa é superar o desempenho de vendas do ano passado, mas, sobretudo, apresentar ao mercado nossos novos produtos”.
A Hestia Construções e Empreendimentos Ltda. Também tem boas expectativas. “Esperamos vender o dobro do ano passado”, afirma Gustavo Selig, diretor comercial.
A CGL Condomínios Fechados aposta no crescimento na demanda por condomínios horizontais. “Em 2006 crescemos 50% em relação a 2005 e para este ano deveremos manter esta marca”, comenta Evandro Razzoto, gerente de marketing.
As empresas da área de consórcio também estão entusiasmadas. De acordo com Claudir Santos, gerente comercial da Ademilar, com o aquecimento do mercado imobiliário em 2007, a expectativa é que a Ademilar venda pelo menos 40% mais nesta Feira de Imóveis, em comparação com o evento do ano passado.
SERVIÇO
Evento: Feira de Imóveis do Paraná
Local: Estação Embratel Convention Center – Piso Poty.
Data: 15 a 19 de agosto de 2007.
Horário: Quarta das 18h às 22h, quinta e sexta das 17h às 22h, sábado das 14h às 22h e domingo das 14h às 21h.
Entrada: Franca.
Informações: (41) 3352 6263 ou www.ademipr.com.br
Ademi-PR – Associação dos Dirigentes do Mercado Imobiliário do Paraná
Fonte: Paranáshop
Empréstimo para casa própria cresce 94% em julho e bate novo recorde
Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram R$ 1,58 bilhão em julho e bateram novo recorde mensal de operações. O total de contratações em julho supera em 94,66% o volume contratado em julho de 2006, segundo a Abecip (associação das entidades de crédito imobiliário).
Nos primeiros sete meses de 2007, o volume de operações contratadas com recursos das contas de poupança pelos agentes que atuam no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) totalizou R$ 8,52 bilhões, superando em 71,81% o volume contratado no mesmo período de 2006.
Considerando o desempenho dos últimos de 12 meses, o total de recursos destinados ao mercado superou R$ 12,9 bilhões, com crescimento de 78,4% em comparação à série de 12 meses terminada em julho de 2006.
Os recursos foram utilizados para o financiamento de 17.878 unidades habitacionais em julho, somando 98.757 nos primeiros sete meses de 2007. Na série de doze meses terminada em julho, o número de unidades financiadas superou 151 mil, com crescimento de 64,2% comparativamente à série de doze meses terminada em julho de 2006.
O desempenho da captação líquida de recursos das contas de poupança também continua mantendo o ritmo positivo iniciado em fevereiro. Em julho, os depósitos superaram os saques em R$ 2,69 bilhões, elevando a captação no período compreendido entre janeiro e julho de 2007 para R$ 8,66 bilhões. Em 12 meses, até julho deste ano, o saldo aumentou de R$ 135 bilhões para R$ 165 bilhões, alta de 22,5%.
Fonte: Folha de São Paulo
Crédito imobiliário
O volume de financiamento imobiliário liberado no mês de julho bateu novo recorde, atingindo R$ 1,58 bilhões. O patamar é 95% superior ao mesmo mês do ano passado. O montante foi suficiente para financiar 17,8 mil unidades. Assim, o total concedido nos sete primeiros meses do ano chegou a R$ 8,52 bilhões, com 98,8 mil imóveis atendidos com crédito. Os dados são da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) e levam em contas os contratos realizados com recursos da poupança.
Hipoteca americana
A Countrywide Financial, maior casa hipotecária dos Estados Unidos, registrou em julho o maior nível de execuções de hipotecas e inadimplência em financiamentos imobiliários em muitos anos. A companhia concedeu 14% menos empréstimos para imóveis residenciais em relação ao mês anterior, devido à critérios mais rigorosos. Segundo a companhia, as execuções devem chegar a 1,04% do principal das dívidas, ante 0,46% um ano antes. A inadimplência subiu para 5,1%, contra 4,11% em julho passado.
Fonte: Valor Econômico
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
As notícias de hoje, 13/08, são:
As notícias de hoje, 13/08, são:
- SFI chega para somar
- Associação denuncia falta de crédito na Caixa
- Equilíbrio delicado
- Mercado imobiliário ainda tem armadilhas
- Crédito a imóvel dá impulso
- Novo "boom" da construção civil
SFI chega para somar
O crédito imobiliário está numa fase de expansão nunca vista, com crescimento comprovado a cada semestre. Pelos últimos dados dos bancos que integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o financiamento habitacional no País atingiu a cifra de R$ 6,9 bilhões nos primeiros seis meses de 2007, um volume 67,4% maior do que o movimentado no primeiro semestre de 2006. Em Pernambuco, a expansão também é vigorosa e a Federação das Indústrias (Fiepe) contabiliza a presença dos bancos em 10% das operações com imóveis novos. O percentual pode parecer baixo, mas é o maior em muitos anos no mercado local e está associado a um viés de alta. Tudo isso faz parecer que o chamado contrato direto com o incorporador está com seus dias contados. Mas é só impressão, pois o contrato tem um potencial tão grande quanto o do crédito bancário. Nessa modalidade, o cenário também é positivo e de muito crescimento.
Para o administrador de empresas e especialista no mercado de securitização, André Ney Lopes, o caminho foi pavimentado pela Lei 9.514/97, que criou o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), e pela Lei 10.931/04, que criou o arcabouço jurídico para proteger os contratos, como o patrimônio de afetação (que impede a obra de parar caso a incorporadora quebre) e a alienação fiduciária (que dá mais agilidade ao credor para tomar o imóvel de um cliente mau pagador). “As duas leis fecharam um ciclo e corrigiram a legislação de 1964 Lei 4.591, entre outras. Elas conseguiram dar operacionalidade para a entrada do mercado financeiro nas operações de venda de imóveis”, comenta. Lopes é representante brasileiro da Brazilian Group, entidade formada por capital brasileiro e norte-americano, que está prospectando novos negócios em várias regiões do País e fechando negócios. Ele, inclusive, é um grande entusiasta do modelo. “O SFH tem recursos limitados. No SFI não há limites”, afirma.
A afirmação é baseada nos recursos que o SFI movimenta, pois tudo é gerado com a venda de um imóvel. Ou seja, quando um construtor vende os apartamentos, o contrato gera créditos que vencerão em alguns meses ou anos, dependendo do tempo do empréstimo contratado. De posse dos recebíveis, a empresa pode vender à vista esse crédito, que vai alimentar fundos de recebíveis imobiliários que, por sua vez, são vendidos para grandes grupos, como fundos de pensão ou investidores nacionais ou internacionais. Essa matemática financeira beneficia o empresário, que terá recursos à vista para investir em novos imóveis, e os investidores, que têm uma opção de rentabilidade barata e garantida. Tudo normatizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Lopes conta que o Nordeste vem crescendo neste mercado. Sua empresa, a Consulting, representante do Brazilian Group, vem fechando negócios por toda região, inclusive em Pernambuco. Segundo ele, o Brazilian Group tem 35% do mercado nacional de securitização, que este ano deve atingir os R$ 4 bilhões. “É um grande negócio. Estamos agora securitizando a carteira imobiliária do banco ABN Amro que, com isso, vai recomeçar outra carteira”, comentou. Ele diz ainda que o mercado de securitização há cinco anos representava 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e hoje está em 2%. “Em 10 anos essa relação será de 15%, com o Nordeste respondendo por 30% deste mercado. Hoje a securitização está muito restrita aos grandes investimentos comerciais, como resorts, empresariais e shoppings. Há muito a crescer”, comenta.
A Moura Dubeux foi uma das empresas locais contatadas pela Consulting. O diretor Gustavo Dubeux disse que a construtora ainda não fechou um contrato, pois está prospectando as melhores propostas para vender parte de sua carteira imobiliária. Gustavo lembra, no entanto, que um de seus últimos lançamentos residenciais, o Edifício Zezé Cardoso, na Rua dos Navegantes em Boa Viagem, já conta com este processo que agiliza a capitalização da empresa. “Ainda não vendemos a carteira de recebíveis, mas é uma tendência natural. Para este nosso lançamento ofertamos parcelas em 200 vezes, na tabela price, com juros de 1% ao mês mais IGP-M.”
Além da questão jurídica, outro fator preponderante para o mercado de securitização engrenar foi a queda dos juros, lembra o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Eduardo Carvalho. “Os juros altos impediam o desenvolvimento do SFI. Com as taxas caindo, o papel passa a ser atrativo. No ano passado, a Queiroz Galvão trocou recebíveis, o Banco Safra fez várias operações e até mesmo a Caixa Econômica”, informou o empresário.
Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ressalva que, para este mercado crescer de forma mais consistente, ainda falta padronizar os contratos. Segundo ele, cada empresa celebra de forma diferente a escrituração dos contratos e isso inibe a certificação dos papéis. “Os instrumentos jurídicos estão prontos, mas há a necessidade de um contrato padrão, pois cada empresa fazendo de um jeito não dá”, comentou.
O diretor da Divisão Imobiliária do Grupo JCPM, Francisco Bacelar, diz que as empresas locais já estão padronizando seus contratos de olho no novo mercado, mas o que falta é mais agilidade na formatação das escrituras. “A CBIC está trabalhando para agilizar os processos de certidões de imóveis nos cartórios. A burocracia eleva o custo das operações”, comentou.
Quem dá o exemplo é o diretor da Companhia Nacional de Recebíveis, Pedro Klumb. Ele explica que a atual formatação das escrituras dificulta a entrada dos créditos futuros no mercado de capitais. “A cada negócio, a escritura tem de ir para o cartório de imóveis, pois ao negociar esses papéis, a construtora deixa de ser a credora, passando o direito de recebimento para outro agente. Quando isso acontece, o cartório tem de ser informado. Isso retarda o processo, além de deixá-lo caro.”
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Associação denuncia falta de crédito na Caixa
Quem ganha até três salários mínimos e tem o nome ‘sujo’ encontra muita dificuldade para conseguir comprar a casa própria através do Crédito Solidário, mecanismo criado pelo Governo Federal com recursos do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social).
O problema esbarra nas regras da CEF (Caixa Econômica Federal) sobre a aprovação do crédito. “Boa parte deste público é devedor, porque precisou optar entre comer e pagar alguma prestação em certo momento da vida e a Caixa não flexibiliza suas normas”, diz Ronaldo Lacerda, da Associação Pro Moradia Liberdade, de Diadema.
“A questão é que essa linha de crédito foi criada para atender a este público, mas o gerenciamento da Caixa não aprova quem tem problemas no Serasa ou SPC.”
Segundo Lacerda, a rigidez administrativa da Caixa é tamanha que até hoje não foi aprovado nenhum contrato para o Estado de São Paulo. “Sem falar na questão dos preços das terras, que são os mesmos em todo o País, passando por cima de realidades tão diversas como a do ABC, onde a terra é cara, e do Interior, onde é mais em conta.” Palavra Chave
Fonte: Diário ABC
Equilíbrio delicado
Turbulência financeira ou crise que afetará o crescimento econômico mundial? A dúvida atormenta os mercados financeiros desde as últimas semanas de julho, quando começaram a aparecer os problemas no segmento de crédito imobiliário 'subprime' (de alto risco) nos Estados Unidos.
A farra do crédito baratíssimo dos últimos anos está terminando, e mal. O número de vítimas cresceu assustadoramente em poucas semanas, com mais de 50 empresas especializadas em crédito imobiliário nos Estados Unidos indo à bancarrota. Depois foi a vez de fundos, inicialmente hedge funds independentes e depois administrados por grandes bancos, como Bear Stearns e BNP Paribas. Os mercados de crédito passaram dias congelados e forçaram os bancos centrais da Europa e EUA a intervir em níveis inéditos desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Uma onda semelhante de aversão ao risco não ocorria desde o início da década. O Brasil e outros mercados emergentes estão hoje numa situação muito melhor para enfrentar a crise do que estavam nos últimos episódios internacionais.
O risco brasileiro medido pelos contratos de credit default swaps (CDS) de cinco anos praticamente dobrou em duas semanas, subindo 50 pontos-base, para 117 pontos sobre a Libor na última sexta-feira. O índice Bovespa caiu 8,68% desde 13 de julho, para 52.638 pontos. Em três semanas, o dólar subiu 4,78%, fechando na sexta-feira a R$ 1,951.
O certo é que o cenário róseo em que os mercados internacionais navegaram nos últimos anos definitivamente mudou e analistas prevêem aumento da volatilidade nos próximos meses. A expansão dos derivativos e dos bônus lastreados em ativos de crédito pulverizou as perdas pelo sistema, evitando a concentração de prejuízos em bancos grandes o suficiente para afetar a liquidez global. Mas ao mesmo tempo também dificultou o cálculo da extensão das perdas, porque muitos dos contratos de derivativos de crédito são negociados em balcão e ficam simplesmente sem preços durante nervosismo dos mercados.
"O grande problema é que ninguém sabe quanto valem os ativos nos mercados que estão congelados por falta de liquidez. Não se sabe o efeito que isso terá quando as carteiras dos fundos e bancos tiverem que ser marcadas a mercado", afirma Nuno Câmara, do Dresdner Kleinworth Securities em Nova York.
Protegidos pelo grande colchão de lucros obtido nos últimos anos, os grandes bancos têm gordura suficiente para aguentar prejuízos nos próximos trimestres. Em meio à crise de confiança, o custo de captação do Bear Stearns subiu para níveis próximos a investimentos especulativos, mas o banco conseguiu captar recursos.
Os bancos centrais já mostraram que não vão deixar que liquidez de curto prazo quebre instituições financeiras, ao intervir no mercado interbancário com centenas de bilhões de dólares quando o mercado europeu entrou em pânico temendo perdas do BNP Paribas. Houve intervenção coordenada dos bancos centrais da Europa, EUA e Ásia, demonstrando que os governos estão atentos ao risco sistêmico. O único banco quebrado até agora, em processo de resgate pelo setor privado sob supervisão do Bundesbank (BC alemão) é o IKB.
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, calculou os efeitos de perdas no mercado de subprime em US$ 100 bilhões- que alguns economistas consideram subestimado. As perdas totais, que atingem ativos não correlacionados, são muito maiores.
Hoje os mercados emergentes estão muito mais preparados do que em crises do final da década de 90 para enfrentar um ambiente externo desfavorável, diz o diretor da Lehman Brothers, John Welch. "Acho que o mercado tem tudo para resistir bem à volatilidade", afirma. A situação de endividamento e balanço de pagamentos é radicalmente diferente. O país está prestes a tornar-se credor líquido externo. As empresas também não estão com um cronograma "apertado" de vencimentos. Pelo contrário, estão capitalizadas e já fizeram nos últimos anos uma administração de endividamento que elevou prazos e reduziu custos.
No caso brasileiro, a crise chega num momento de grande fluxo de recursos externos para o país e em que a indústria reclamava do câmbio supervalorizado.
"Acho que algumas economias que estão com fundamentos mais frágeis, como a Argentina, podem sofrer mais, mas não vejo grande impacto no Brasil", afirma o diretor da Lehman.
O que ainda se discute é até que ponto o "credit crunch" (aperto no crédito) afetará o crescimento da economia mundial de forma relevante. As opiniões ainda são divergentes.
O economista-chefe do J.P. Morgan, James Glassmann, confia numa reação rápida do Federal Reserve para sustentar a economia, e prevê crescimento de 3% do PIB americano neste ano. No ano que vem, a expansão será menor, de 2,25%. A Lehman Brothers prevê uma taxa de crescimento abaixo de 2%. Entre os mais pessimistas, Nouriel Roubini, da New York University (NYU), acha que o país enfrentará pelo menos um curto período de retração econômica e que a crise no mercado imobiliário será a pior em 40 anos.
Roubini acredita que há "risco sistêmico" na crise, não pela quebra de uma grande instituição financeira, mas pela sucessão de quebras de instituições menores. O professor da NYU acha que a crise resultará num aumento de falências corporativas, restrição de investimentos e retração do consumidor. Glassmann acredita que as perdas ficarão restritas à indústria financeira e que o efeito do valor dos imóveis sobre o consumidor americano é exagerado. Depois de seguidos trimestres de resultados recordes, as empresas americanas não estão em grande risco de default. "Ainda é cedo para avaliar a extensão dos estragos", diz Glassmann.
Ele acredita mais num encarecimento do crédito, como efeito da reavaliação dos riscos, e não congelamento duradouro que leve a falências. Os índices acionários que estavam inflados pelo crédito barato para aquisições devem ajustar-se.
O economista compara a crise atual nos mercados de crédito a outras duas: a de 1998, ocorrida depois da quebra do fundo Long Term Capital Management (LTCM), e a do início dos anos 90, provocada pela crise bancária nos Estados Unidos. "Nessas duas crises, que foram intensas do ponto de vista financeiro, não ficaram marcas visíveis na economia real". Para o J.P. Morgan, a redução no ritmo de crescimento da economia global tem o lado positivo de reduzir os temores inflacionários que vinham pressionando as taxas de juros nos Estados Unidos e Europa.
Para o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, o Brasil não corre risco de contágio com a crise, e o nervosismo só está eliminando a espuma de alavancagem excessiva nos mercados internacionais. "O crescimento mundial pode desacelerar de 5% para 4%, mas não haverá contágio porque não estávamos nesse cenário de crédito excessivo". Para o ex-ministro, o crescimento chinês é mais importante para as exportações brasileiras do que o PIB americano.
Além da situação muito diferente do balanço de pagamentos nesta crise, o Brasil também mudou seu patamar de crescimento. A estabilidade macroeconômica, redução de juros e aumento do crédito nos últimos anos dobraram a taxa de crescimento potencial do PIB de 2% a 2,5% para mais de 4%. Na área cambial, a redução da sobrevalorização do real pode melhorar a competitividade de exportações. Para Câmara, do Dresdner, "o alto nível de reservas, que foi tão criticado, hoje deixa o mercado muito mais relaxado em relação à situação brasileira".
O desafio da política econômica hoje, para Mendonça de Barros, é aumentar o potencial de crescimento do PIB para 6 a 7%, com investimentos em infra-estrutura e redução de carga tributária.
Já está claro que os custos das operações de crédito (empréstimos ou emissões de bônus nos mercados de capitais) para companhias brasileiras devem subir dos níveis historicamente baixos registrados nos últimos meses. Por enquanto, bancos suspenderam captações externas de seus clientes e a mudança de custos só deve ficar clara a partir de setembro, quando terminam as férias no Hemisfério Norte.
Fonte: Valor Econômico
Mercado imobiliário ainda tem armadilhas
Além de colher seus louros, a expansão do mercado imobiliário também tem registrado suas vítimas. São compradores, vendedores, corretores de imóveis e até terceiros que não têm nenhuma relação com as negociações mas que acabam se tornando alvos de golpistas especializados no ramo.
Os golpes são os mais variados e envolvem todos os estágios de compra e venda de imóveis. Vão desde a concessão de um crédito inexistente para a aquisição da casa própria até a venda de uma unidade para dois interessados distintos ou de um terreno ‘fantasma’ (veja lista ao lado). A desinformação, a falta de atenção na hora de fechar o contrato e até o próprio azar são oportunamente aproveitados por estelionatários.
“Temos um problema sério de falsificação de registro imobiliário e certidão de propriedade. É o mais grave que existe no mercado”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). Segundo ele, os documentos falsos são utilizados, principalmente, por falsos corretores que se valem de boas ofertas para atrair vítimas.
Ainda existem aqueles que, para vender o próprio imóvel mais rápido, omitem informações que poderiam comprometer a negociação ou ainda fraudam procurações. “São pessoas que tentam vender sem autorização judicial um imóvel que tem um herdeiro vinculado ou fruto de separação de casais sem o consentimento de um deles”, relata Viana Neto.
Nesses casos, o presidente do Creci recomenda às partes envolvidas transferir toda a responsabilidade para o corretor ou imobiliária. “O Código Civil garante. Eles ganham para isso e sabem pesquisar os imóveis”, afirma. E para não ser vítima de um falso consultor imobiliário, recomenda-se levantar a idoneidade da empresa no site do Creci.
Falso empréstimo
Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Estelionato do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), Fábio Lopes Pinheiro, o golpe do falso empréstimo é o mais comum no mercado. “São aqueles que anunciam em jornais ofertas de crédito. Quando a vítima deposita o caução, às vezes 10% do valor, o sujeito desaparece”, conta.
A orientação é sempre desconfiar de financiamentos e ofertas que estejam muito abaixo dos praticados pelo mercado, consultar a idoneidade das empresas nos órgãos de defesa do consumidor ou Banco Central e nunca fazer depósitos ou transferência para uma conta de pessoa física.
Fonte: Jornal da Tarde
Crédito a imóvel dá impulso
O aumento do crédito imobiliário, que serviu de impulso à construção civil, foi o maior responsável pelos números que a Gerdau apresentou em seu balanço. A demanda crescente por aço no setor foi responsável por um aumento de 6,04% nas vendas da empresa em relação ao primeiro semestre de 2006, atingindo a marca de 1,083 milhão de toneladas vendidas. André Johannpeter, explica que, para atender à crescente demanda do mercado interno, a empresa procurou diminuir o número de exportações que, apesar de leve alta de 1,1% em comparação ao primeiro semestre de 2006, caiu 8,2% entre o primeiro e o segundo trimestres desse ano. "O mercado doméstico é nosso cliente preferencial", afirma. Oswaldo Schirmer, vice-presidente executivo de Finanças, reforça o cenário favorável para as vendas internas: "A carteira de crédito imobiliário cresceu no País 22%, assim como outros setores como máquinas e implementos agrícolas e o setor automotivo". A atuação da Gerdau no exterior também obteve crescimento, especialmente baseado na aquisição de empresas no México, na República Dominicana e na Venezuela, já consolidadas nos números do último trimestre.
Fonte: Jornal DCI
Novo "boom" da construção civil
Relatório do Banco Central (BC) revela o crescimento dos investimentos estrangeiros no setor de construção civil. No primeiro semestre deste ano, um total de US$ 773 milhões foram aplicados no segmento
O POVO, Fortaleza11/08/2007 01:28
O crescimento do mercado de construção civil tem ocorrido em função da oferta de crédito no País
O ingresso de investimentos estrangeiros diretos no setor da construção civil dispararam no primeiro semestre deste ano e atingiram US$ 773 milhões, um crescimento de quase 15 vezes maior em relação aos US$ 53 milhões do primeiro semestre de 2006 e mais que o dobro dos US$ 321 milhões de todo o ano passado.
O fluxo, segundo dados do Banco Central (BC), está majoritariamente direcionado para empresas imobiliárias, um movimento que reflete claramente o "boom" no setor, um dos mais aquecidos atualmente na economia brasileira.
Essa situação, na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, não coloca o Brasil na rota de risco da volatilidade dos mercados mundiais, em decorrência da bolha imobiliária nos Estados Unidos.
"Não acredito que a atual turbulência vai afetar o apetite dos estrangeiros no setor imobiliário brasileiro", comentou. "Nós temos um espaço muito grande de crescimento com segurança", disse Safady. No entanto, ressalvou que o que está acontecendo nos Estados Unidos "deve servir de lição para que não venhamos a ter excessos no Brasil".
O presidente da CBIC avalia que o Brasil é a "bola da vez" em termos de atração dos investidores estrangeiros por diversos fatores, como a consolidação da estabilidade econômica, o maior ritmo de crescimento, o aumento nas reservas internacionais e a trajetória de queda nos juros. E, nesse contexto, a construção civil é uma área que apresenta grandes oportunidades de ganho porque tem um potencial elevado de expansão.
"O Brasil está na mira do capital estrangeiro e o mercado imobiliário ainda é extremamente acanhado quando comparado com outros países, como o Chile", afirmou. Ele lembrou que o crédito imobiliário por aqui representa cerca de 3,5% do PIB, enquanto no Chile está na casa dos 18%.
O ambiente econômico favorável para o longo prazo e a trajetória de queda nos juros, na avaliação do dirigente da CBIC, tem aumentando o volume de financiamentos para o setor, por conta dos custos menores e ampliação de prazos de pagamentos. "Além disso, os procedimentos estão mais transparentes, o que tem fortalecido o mercado e levado a um grande interesse do capital nacional e estrangeiro", disse Safady, ao lembrar que está havendo uma elevada oferta de ações de empresas do ramo imobiliário neste ano. Segundo ele, como os negócios nesse segmento são voltados para o longo prazo, os ingressos de estrangeiros mostram confiança no futuro desse mercado.
O crescimento do IED na construção em termos relativos no primeiro semestre só perdeu para o de combustíveis, que tem recebido investimentos sobretudo para produção de etanol. Mas em termos absolutos a construção recebeu mais no período do que os combustíveis, que tiveram em seis meses ingressos de US$ 462 milhões. De janeiro a junho de 2006, o segmento recebeu apenas US$ 16 milhões de capital estrangeiro, segundo dados do BC.
O professor da PUC-SP, especialista em contas externas, Antônio Corrêa de Lacerda, confirma a avaliação do BC. "A construção civil vive um boom devido à redução dos juros e à facilidade de financiamento", disse Lacerda. Segundo ele, a aproximação do grau de investimento da economia brasileira, a ser concedido pelas agências de classificação de risco, atrai os investidores internacionais para esse mercado, que tem características de mais longo prazo. (da Agência Estado)
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- Novo "boom" da construção civil
SFI chega para somar
O crédito imobiliário está numa fase de expansão nunca vista, com crescimento comprovado a cada semestre. Pelos últimos dados dos bancos que integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), o financiamento habitacional no País atingiu a cifra de R$ 6,9 bilhões nos primeiros seis meses de 2007, um volume 67,4% maior do que o movimentado no primeiro semestre de 2006. Em Pernambuco, a expansão também é vigorosa e a Federação das Indústrias (Fiepe) contabiliza a presença dos bancos em 10% das operações com imóveis novos. O percentual pode parecer baixo, mas é o maior em muitos anos no mercado local e está associado a um viés de alta. Tudo isso faz parecer que o chamado contrato direto com o incorporador está com seus dias contados. Mas é só impressão, pois o contrato tem um potencial tão grande quanto o do crédito bancário. Nessa modalidade, o cenário também é positivo e de muito crescimento.
Para o administrador de empresas e especialista no mercado de securitização, André Ney Lopes, o caminho foi pavimentado pela Lei 9.514/97, que criou o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI), e pela Lei 10.931/04, que criou o arcabouço jurídico para proteger os contratos, como o patrimônio de afetação (que impede a obra de parar caso a incorporadora quebre) e a alienação fiduciária (que dá mais agilidade ao credor para tomar o imóvel de um cliente mau pagador). “As duas leis fecharam um ciclo e corrigiram a legislação de 1964 Lei 4.591, entre outras. Elas conseguiram dar operacionalidade para a entrada do mercado financeiro nas operações de venda de imóveis”, comenta. Lopes é representante brasileiro da Brazilian Group, entidade formada por capital brasileiro e norte-americano, que está prospectando novos negócios em várias regiões do País e fechando negócios. Ele, inclusive, é um grande entusiasta do modelo. “O SFH tem recursos limitados. No SFI não há limites”, afirma.
A afirmação é baseada nos recursos que o SFI movimenta, pois tudo é gerado com a venda de um imóvel. Ou seja, quando um construtor vende os apartamentos, o contrato gera créditos que vencerão em alguns meses ou anos, dependendo do tempo do empréstimo contratado. De posse dos recebíveis, a empresa pode vender à vista esse crédito, que vai alimentar fundos de recebíveis imobiliários que, por sua vez, são vendidos para grandes grupos, como fundos de pensão ou investidores nacionais ou internacionais. Essa matemática financeira beneficia o empresário, que terá recursos à vista para investir em novos imóveis, e os investidores, que têm uma opção de rentabilidade barata e garantida. Tudo normatizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Lopes conta que o Nordeste vem crescendo neste mercado. Sua empresa, a Consulting, representante do Brazilian Group, vem fechando negócios por toda região, inclusive em Pernambuco. Segundo ele, o Brazilian Group tem 35% do mercado nacional de securitização, que este ano deve atingir os R$ 4 bilhões. “É um grande negócio. Estamos agora securitizando a carteira imobiliária do banco ABN Amro que, com isso, vai recomeçar outra carteira”, comentou. Ele diz ainda que o mercado de securitização há cinco anos representava 1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e hoje está em 2%. “Em 10 anos essa relação será de 15%, com o Nordeste respondendo por 30% deste mercado. Hoje a securitização está muito restrita aos grandes investimentos comerciais, como resorts, empresariais e shoppings. Há muito a crescer”, comenta.
A Moura Dubeux foi uma das empresas locais contatadas pela Consulting. O diretor Gustavo Dubeux disse que a construtora ainda não fechou um contrato, pois está prospectando as melhores propostas para vender parte de sua carteira imobiliária. Gustavo lembra, no entanto, que um de seus últimos lançamentos residenciais, o Edifício Zezé Cardoso, na Rua dos Navegantes em Boa Viagem, já conta com este processo que agiliza a capitalização da empresa. “Ainda não vendemos a carteira de recebíveis, mas é uma tendência natural. Para este nosso lançamento ofertamos parcelas em 200 vezes, na tabela price, com juros de 1% ao mês mais IGP-M.”
Além da questão jurídica, outro fator preponderante para o mercado de securitização engrenar foi a queda dos juros, lembra o presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Eduardo Carvalho. “Os juros altos impediam o desenvolvimento do SFI. Com as taxas caindo, o papel passa a ser atrativo. No ano passado, a Queiroz Galvão trocou recebíveis, o Banco Safra fez várias operações e até mesmo a Caixa Econômica”, informou o empresário.
Paulo Safady Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ressalva que, para este mercado crescer de forma mais consistente, ainda falta padronizar os contratos. Segundo ele, cada empresa celebra de forma diferente a escrituração dos contratos e isso inibe a certificação dos papéis. “Os instrumentos jurídicos estão prontos, mas há a necessidade de um contrato padrão, pois cada empresa fazendo de um jeito não dá”, comentou.
O diretor da Divisão Imobiliária do Grupo JCPM, Francisco Bacelar, diz que as empresas locais já estão padronizando seus contratos de olho no novo mercado, mas o que falta é mais agilidade na formatação das escrituras. “A CBIC está trabalhando para agilizar os processos de certidões de imóveis nos cartórios. A burocracia eleva o custo das operações”, comentou.
Quem dá o exemplo é o diretor da Companhia Nacional de Recebíveis, Pedro Klumb. Ele explica que a atual formatação das escrituras dificulta a entrada dos créditos futuros no mercado de capitais. “A cada negócio, a escritura tem de ir para o cartório de imóveis, pois ao negociar esses papéis, a construtora deixa de ser a credora, passando o direito de recebimento para outro agente. Quando isso acontece, o cartório tem de ser informado. Isso retarda o processo, além de deixá-lo caro.”
Fonte: Jornal do Commercio - PE
Associação denuncia falta de crédito na Caixa
Quem ganha até três salários mínimos e tem o nome ‘sujo’ encontra muita dificuldade para conseguir comprar a casa própria através do Crédito Solidário, mecanismo criado pelo Governo Federal com recursos do FDS (Fundo de Desenvolvimento Social).
O problema esbarra nas regras da CEF (Caixa Econômica Federal) sobre a aprovação do crédito. “Boa parte deste público é devedor, porque precisou optar entre comer e pagar alguma prestação em certo momento da vida e a Caixa não flexibiliza suas normas”, diz Ronaldo Lacerda, da Associação Pro Moradia Liberdade, de Diadema.
“A questão é que essa linha de crédito foi criada para atender a este público, mas o gerenciamento da Caixa não aprova quem tem problemas no Serasa ou SPC.”
Segundo Lacerda, a rigidez administrativa da Caixa é tamanha que até hoje não foi aprovado nenhum contrato para o Estado de São Paulo. “Sem falar na questão dos preços das terras, que são os mesmos em todo o País, passando por cima de realidades tão diversas como a do ABC, onde a terra é cara, e do Interior, onde é mais em conta.” Palavra Chave
Fonte: Diário ABC
Equilíbrio delicado
Turbulência financeira ou crise que afetará o crescimento econômico mundial? A dúvida atormenta os mercados financeiros desde as últimas semanas de julho, quando começaram a aparecer os problemas no segmento de crédito imobiliário 'subprime' (de alto risco) nos Estados Unidos.
A farra do crédito baratíssimo dos últimos anos está terminando, e mal. O número de vítimas cresceu assustadoramente em poucas semanas, com mais de 50 empresas especializadas em crédito imobiliário nos Estados Unidos indo à bancarrota. Depois foi a vez de fundos, inicialmente hedge funds independentes e depois administrados por grandes bancos, como Bear Stearns e BNP Paribas. Os mercados de crédito passaram dias congelados e forçaram os bancos centrais da Europa e EUA a intervir em níveis inéditos desde os ataques de 11 de setembro de 2001. Uma onda semelhante de aversão ao risco não ocorria desde o início da década. O Brasil e outros mercados emergentes estão hoje numa situação muito melhor para enfrentar a crise do que estavam nos últimos episódios internacionais.
O risco brasileiro medido pelos contratos de credit default swaps (CDS) de cinco anos praticamente dobrou em duas semanas, subindo 50 pontos-base, para 117 pontos sobre a Libor na última sexta-feira. O índice Bovespa caiu 8,68% desde 13 de julho, para 52.638 pontos. Em três semanas, o dólar subiu 4,78%, fechando na sexta-feira a R$ 1,951.
O certo é que o cenário róseo em que os mercados internacionais navegaram nos últimos anos definitivamente mudou e analistas prevêem aumento da volatilidade nos próximos meses. A expansão dos derivativos e dos bônus lastreados em ativos de crédito pulverizou as perdas pelo sistema, evitando a concentração de prejuízos em bancos grandes o suficiente para afetar a liquidez global. Mas ao mesmo tempo também dificultou o cálculo da extensão das perdas, porque muitos dos contratos de derivativos de crédito são negociados em balcão e ficam simplesmente sem preços durante nervosismo dos mercados.
"O grande problema é que ninguém sabe quanto valem os ativos nos mercados que estão congelados por falta de liquidez. Não se sabe o efeito que isso terá quando as carteiras dos fundos e bancos tiverem que ser marcadas a mercado", afirma Nuno Câmara, do Dresdner Kleinworth Securities em Nova York.
Protegidos pelo grande colchão de lucros obtido nos últimos anos, os grandes bancos têm gordura suficiente para aguentar prejuízos nos próximos trimestres. Em meio à crise de confiança, o custo de captação do Bear Stearns subiu para níveis próximos a investimentos especulativos, mas o banco conseguiu captar recursos.
Os bancos centrais já mostraram que não vão deixar que liquidez de curto prazo quebre instituições financeiras, ao intervir no mercado interbancário com centenas de bilhões de dólares quando o mercado europeu entrou em pânico temendo perdas do BNP Paribas. Houve intervenção coordenada dos bancos centrais da Europa, EUA e Ásia, demonstrando que os governos estão atentos ao risco sistêmico. O único banco quebrado até agora, em processo de resgate pelo setor privado sob supervisão do Bundesbank (BC alemão) é o IKB.
O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, calculou os efeitos de perdas no mercado de subprime em US$ 100 bilhões- que alguns economistas consideram subestimado. As perdas totais, que atingem ativos não correlacionados, são muito maiores.
Hoje os mercados emergentes estão muito mais preparados do que em crises do final da década de 90 para enfrentar um ambiente externo desfavorável, diz o diretor da Lehman Brothers, John Welch. "Acho que o mercado tem tudo para resistir bem à volatilidade", afirma. A situação de endividamento e balanço de pagamentos é radicalmente diferente. O país está prestes a tornar-se credor líquido externo. As empresas também não estão com um cronograma "apertado" de vencimentos. Pelo contrário, estão capitalizadas e já fizeram nos últimos anos uma administração de endividamento que elevou prazos e reduziu custos.
No caso brasileiro, a crise chega num momento de grande fluxo de recursos externos para o país e em que a indústria reclamava do câmbio supervalorizado.
"Acho que algumas economias que estão com fundamentos mais frágeis, como a Argentina, podem sofrer mais, mas não vejo grande impacto no Brasil", afirma o diretor da Lehman.
O que ainda se discute é até que ponto o "credit crunch" (aperto no crédito) afetará o crescimento da economia mundial de forma relevante. As opiniões ainda são divergentes.
O economista-chefe do J.P. Morgan, James Glassmann, confia numa reação rápida do Federal Reserve para sustentar a economia, e prevê crescimento de 3% do PIB americano neste ano. No ano que vem, a expansão será menor, de 2,25%. A Lehman Brothers prevê uma taxa de crescimento abaixo de 2%. Entre os mais pessimistas, Nouriel Roubini, da New York University (NYU), acha que o país enfrentará pelo menos um curto período de retração econômica e que a crise no mercado imobiliário será a pior em 40 anos.
Roubini acredita que há "risco sistêmico" na crise, não pela quebra de uma grande instituição financeira, mas pela sucessão de quebras de instituições menores. O professor da NYU acha que a crise resultará num aumento de falências corporativas, restrição de investimentos e retração do consumidor. Glassmann acredita que as perdas ficarão restritas à indústria financeira e que o efeito do valor dos imóveis sobre o consumidor americano é exagerado. Depois de seguidos trimestres de resultados recordes, as empresas americanas não estão em grande risco de default. "Ainda é cedo para avaliar a extensão dos estragos", diz Glassmann.
Ele acredita mais num encarecimento do crédito, como efeito da reavaliação dos riscos, e não congelamento duradouro que leve a falências. Os índices acionários que estavam inflados pelo crédito barato para aquisições devem ajustar-se.
O economista compara a crise atual nos mercados de crédito a outras duas: a de 1998, ocorrida depois da quebra do fundo Long Term Capital Management (LTCM), e a do início dos anos 90, provocada pela crise bancária nos Estados Unidos. "Nessas duas crises, que foram intensas do ponto de vista financeiro, não ficaram marcas visíveis na economia real". Para o J.P. Morgan, a redução no ritmo de crescimento da economia global tem o lado positivo de reduzir os temores inflacionários que vinham pressionando as taxas de juros nos Estados Unidos e Europa.
Para o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, o Brasil não corre risco de contágio com a crise, e o nervosismo só está eliminando a espuma de alavancagem excessiva nos mercados internacionais. "O crescimento mundial pode desacelerar de 5% para 4%, mas não haverá contágio porque não estávamos nesse cenário de crédito excessivo". Para o ex-ministro, o crescimento chinês é mais importante para as exportações brasileiras do que o PIB americano.
Além da situação muito diferente do balanço de pagamentos nesta crise, o Brasil também mudou seu patamar de crescimento. A estabilidade macroeconômica, redução de juros e aumento do crédito nos últimos anos dobraram a taxa de crescimento potencial do PIB de 2% a 2,5% para mais de 4%. Na área cambial, a redução da sobrevalorização do real pode melhorar a competitividade de exportações. Para Câmara, do Dresdner, "o alto nível de reservas, que foi tão criticado, hoje deixa o mercado muito mais relaxado em relação à situação brasileira".
O desafio da política econômica hoje, para Mendonça de Barros, é aumentar o potencial de crescimento do PIB para 6 a 7%, com investimentos em infra-estrutura e redução de carga tributária.
Já está claro que os custos das operações de crédito (empréstimos ou emissões de bônus nos mercados de capitais) para companhias brasileiras devem subir dos níveis historicamente baixos registrados nos últimos meses. Por enquanto, bancos suspenderam captações externas de seus clientes e a mudança de custos só deve ficar clara a partir de setembro, quando terminam as férias no Hemisfério Norte.
Fonte: Valor Econômico
Mercado imobiliário ainda tem armadilhas
Além de colher seus louros, a expansão do mercado imobiliário também tem registrado suas vítimas. São compradores, vendedores, corretores de imóveis e até terceiros que não têm nenhuma relação com as negociações mas que acabam se tornando alvos de golpistas especializados no ramo.
Os golpes são os mais variados e envolvem todos os estágios de compra e venda de imóveis. Vão desde a concessão de um crédito inexistente para a aquisição da casa própria até a venda de uma unidade para dois interessados distintos ou de um terreno ‘fantasma’ (veja lista ao lado). A desinformação, a falta de atenção na hora de fechar o contrato e até o próprio azar são oportunamente aproveitados por estelionatários.
“Temos um problema sério de falsificação de registro imobiliário e certidão de propriedade. É o mais grave que existe no mercado”, afirma José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). Segundo ele, os documentos falsos são utilizados, principalmente, por falsos corretores que se valem de boas ofertas para atrair vítimas.
Ainda existem aqueles que, para vender o próprio imóvel mais rápido, omitem informações que poderiam comprometer a negociação ou ainda fraudam procurações. “São pessoas que tentam vender sem autorização judicial um imóvel que tem um herdeiro vinculado ou fruto de separação de casais sem o consentimento de um deles”, relata Viana Neto.
Nesses casos, o presidente do Creci recomenda às partes envolvidas transferir toda a responsabilidade para o corretor ou imobiliária. “O Código Civil garante. Eles ganham para isso e sabem pesquisar os imóveis”, afirma. E para não ser vítima de um falso consultor imobiliário, recomenda-se levantar a idoneidade da empresa no site do Creci.
Falso empréstimo
Segundo o titular da Delegacia de Repressão a Estelionato do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), Fábio Lopes Pinheiro, o golpe do falso empréstimo é o mais comum no mercado. “São aqueles que anunciam em jornais ofertas de crédito. Quando a vítima deposita o caução, às vezes 10% do valor, o sujeito desaparece”, conta.
A orientação é sempre desconfiar de financiamentos e ofertas que estejam muito abaixo dos praticados pelo mercado, consultar a idoneidade das empresas nos órgãos de defesa do consumidor ou Banco Central e nunca fazer depósitos ou transferência para uma conta de pessoa física.
Fonte: Jornal da Tarde
Crédito a imóvel dá impulso
O aumento do crédito imobiliário, que serviu de impulso à construção civil, foi o maior responsável pelos números que a Gerdau apresentou em seu balanço. A demanda crescente por aço no setor foi responsável por um aumento de 6,04% nas vendas da empresa em relação ao primeiro semestre de 2006, atingindo a marca de 1,083 milhão de toneladas vendidas. André Johannpeter, explica que, para atender à crescente demanda do mercado interno, a empresa procurou diminuir o número de exportações que, apesar de leve alta de 1,1% em comparação ao primeiro semestre de 2006, caiu 8,2% entre o primeiro e o segundo trimestres desse ano. "O mercado doméstico é nosso cliente preferencial", afirma. Oswaldo Schirmer, vice-presidente executivo de Finanças, reforça o cenário favorável para as vendas internas: "A carteira de crédito imobiliário cresceu no País 22%, assim como outros setores como máquinas e implementos agrícolas e o setor automotivo". A atuação da Gerdau no exterior também obteve crescimento, especialmente baseado na aquisição de empresas no México, na República Dominicana e na Venezuela, já consolidadas nos números do último trimestre.
Fonte: Jornal DCI
Novo "boom" da construção civil
Relatório do Banco Central (BC) revela o crescimento dos investimentos estrangeiros no setor de construção civil. No primeiro semestre deste ano, um total de US$ 773 milhões foram aplicados no segmento
O POVO, Fortaleza11/08/2007 01:28
O crescimento do mercado de construção civil tem ocorrido em função da oferta de crédito no País
O ingresso de investimentos estrangeiros diretos no setor da construção civil dispararam no primeiro semestre deste ano e atingiram US$ 773 milhões, um crescimento de quase 15 vezes maior em relação aos US$ 53 milhões do primeiro semestre de 2006 e mais que o dobro dos US$ 321 milhões de todo o ano passado.
O fluxo, segundo dados do Banco Central (BC), está majoritariamente direcionado para empresas imobiliárias, um movimento que reflete claramente o "boom" no setor, um dos mais aquecidos atualmente na economia brasileira.
Essa situação, na avaliação do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, não coloca o Brasil na rota de risco da volatilidade dos mercados mundiais, em decorrência da bolha imobiliária nos Estados Unidos.
"Não acredito que a atual turbulência vai afetar o apetite dos estrangeiros no setor imobiliário brasileiro", comentou. "Nós temos um espaço muito grande de crescimento com segurança", disse Safady. No entanto, ressalvou que o que está acontecendo nos Estados Unidos "deve servir de lição para que não venhamos a ter excessos no Brasil".
O presidente da CBIC avalia que o Brasil é a "bola da vez" em termos de atração dos investidores estrangeiros por diversos fatores, como a consolidação da estabilidade econômica, o maior ritmo de crescimento, o aumento nas reservas internacionais e a trajetória de queda nos juros. E, nesse contexto, a construção civil é uma área que apresenta grandes oportunidades de ganho porque tem um potencial elevado de expansão.
"O Brasil está na mira do capital estrangeiro e o mercado imobiliário ainda é extremamente acanhado quando comparado com outros países, como o Chile", afirmou. Ele lembrou que o crédito imobiliário por aqui representa cerca de 3,5% do PIB, enquanto no Chile está na casa dos 18%.
O ambiente econômico favorável para o longo prazo e a trajetória de queda nos juros, na avaliação do dirigente da CBIC, tem aumentando o volume de financiamentos para o setor, por conta dos custos menores e ampliação de prazos de pagamentos. "Além disso, os procedimentos estão mais transparentes, o que tem fortalecido o mercado e levado a um grande interesse do capital nacional e estrangeiro", disse Safady, ao lembrar que está havendo uma elevada oferta de ações de empresas do ramo imobiliário neste ano. Segundo ele, como os negócios nesse segmento são voltados para o longo prazo, os ingressos de estrangeiros mostram confiança no futuro desse mercado.
O crescimento do IED na construção em termos relativos no primeiro semestre só perdeu para o de combustíveis, que tem recebido investimentos sobretudo para produção de etanol. Mas em termos absolutos a construção recebeu mais no período do que os combustíveis, que tiveram em seis meses ingressos de US$ 462 milhões. De janeiro a junho de 2006, o segmento recebeu apenas US$ 16 milhões de capital estrangeiro, segundo dados do BC.
O professor da PUC-SP, especialista em contas externas, Antônio Corrêa de Lacerda, confirma a avaliação do BC. "A construção civil vive um boom devido à redução dos juros e à facilidade de financiamento", disse Lacerda. Segundo ele, a aproximação do grau de investimento da economia brasileira, a ser concedido pelas agências de classificação de risco, atrai os investidores internacionais para esse mercado, que tem características de mais longo prazo. (da Agência Estado)
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
As notícias de hoje, 10/08, são:
As notícias de hoje, 10/08, são:
- Os números da euforia, os melhores em vinte anos
- Nas parcerias da Caixa, financiamento até sem juros
- Mais um incentivo para quem tem conta no FGTS
- Salão imobiliário
- BC: em maio, 57,16% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil
- Crédito responde por 62% da receita financeira do Unibanco
- A nova faceta de Daniel
Os números da euforia, os melhores em vinte anos
A notícia virou manchete nos jornais em julho e animou ainda mais o setor: nos primeiros seis meses de 2007, os financiamentos imobiliários contratados pelos agentes que integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram R$ 6,94 bilhões, superando em 67,4% o volume de operações do primeiro semestre de 2006. Somente em junho o volume de contratações atingiu R$ 1,4 bilhão, superando em 56,14% o volume contratado no mesmo mês de 2006. O resultado do mês passado foi o segundo melhor do ano, superado apenas pelo de maio.
Nos últimos doze meses, o total de recursos destinados ao mercado superou R$ 12,1 bilhões. O número de unidades financiadas em junho foi de 16.704 e, no primeiro semestre, de 80.907, contra 51.031 unidades do primeiro semestre de 2006. Também foi expressivo em junho o ritmo da captação de recursos. Os depósitos em contas de poupança superaram os saques em R$ 1,8 bilhão, elevando a quase R$ 6 bilhões o total líquido captado nos primeiros seis meses do ano.
Os resultados são excelentes, diz Carlos Eduardo Fleury, superintendente geral da Abecip: “Nos últimos vinte anos, este é o primeiro movimento para o sistema com a caderneta de poupança”. O último resultado com esses índices favoráveis ocorreu em 1981, quando foram vendidas 230 mil unidades financiadas. Depois desta fase, só houve quedas. Em 2002 foram 36 mil unidades, mas em 2006 começou a subir novamente, com cem mil unidades; no ano passado, 150 mil unidades financiadas. Os resultados do primeiro semestre de 2007 permitem prever que o número total de famílias atendidas pelos agentes financeiros do SBPE, que operam com recursos das cadernetas de poupança, poderá superar 150 mil. “Um crescimento necessário, sustentável para a economia brasileira”, diz Carlos Eduardo Fleury.
E para quem pensa que o calote dos financiamentos imobiliários dos Estados Unidos na semana passada pode afetar o Brasil, um recado do Fleury: “Nada tem a ver com a nossa economia”. Lá funcionam os chamados subprime - hipotecas de alto risco, em que as dívidas ficam maiores que o financiamento do imóvel. É quando o comprador do imóvel (já financiado em 50% por um banco) vai a outro banco e hipoteca a casa para financiar, por exemplo, os estudos do filho ou para fazer uma viagem: “É comum ao sistema financeiro americano fazer a primeira hipoteca e a segunda hipoteca de um imóvel financiado. E se a inadimplência aumenta com o desemprego, a garantia não paga nem a própria dívida”.
E mesmo que essa crise imobiliária se aprofunde nos Estados Unidos, o Brasil vai bem para o setor imobiliário, diz Fleury, pois continuam crescendo os investimentos estrangeiros no País, a taxa de juros brasileira é atrativa e uma das responsáveis pelos resultados positivos para as empresas investidoras. Tanto o desempenho das contratações como da captação de recursos decorrem, entre outros fatores, da estabilidade econômica. Estes resultados aumentam a segurança das pessoas, que podem planejar a longo prazo a tomada de um financiamento imobiliário.
Nos bancos
Os bancos estão com novas condições financeiras: Bradesco, Itaú, Nossa Caixa, Santander, ABN Real, HSBC e Unibanco financiam imóveis até R$ 100 mil a R$120 mil com juros de 8% a 12%, com parcelas fixas, juros decrescentes e redução de burocracia. Novos bancos estão prontos a entrar neste mercado para atender o déficit habitacional.
Como Citibank, que parou em 2000 e volta a atuar, Panamericano e BMG aproveitam a experiência para financiar as classes C e D. O PNB Paribas (francês) estuda alternativas no mercado de capitais. Banco Votorantin estrutura área especializada em crédito imobiliário a construtoras, o Banco do Brasil aguarda autorização do BC e atua em parceria com a Poupex, entre outros.
Fonte: Diário do Comércio - SP
Nas parcerias da Caixa, financiamento até sem juros
Agostoo Bandeira Vargas, Superintendente Regional da CEF, analisa nesta entrevista o bom momento do mercado imobiliário brasileiro e mostra o papel do banco no financiamento da casa própria. A Caixa está neste negócio desde 1º de junho de 1931, quando realizou seu primeiro financiamento. Conta desde aquela época com mais de 1,7 milhões de financiamentos ativos, que ultrapassam R$ 28 bilhões.
DC - A Caixa Econômica Federal está com uma propaganda no ar na tevê em que o jogador Raí fala dos 50 mil imóveis vendidos no último feirão da CEF? A Caixa Econômica Federal financia 100% do imóvel para quais empreendimentos?
Agostoo Vargas - As propagandas do feirão da Casa Própria são padronizadas, veiculadas no País todo, mas procurando salientar os aspectos comuns para o interessado em qualquer região do País. A Caixa financia há muitos anos, dentro dos programas que utilizam recursos do FGTS, 100% de imóveis novos (menor valor entre avaliação e compra e venda). Essa premissa da Caixa visa o fomento e construção de imóveis no País, incentivando as construtoras, o poder público - que opera através de parcerias e programas próprios e o próprio cliente. Dessa forma, todos os imóveis novos, com valores até R$ 100 mil (em SP/RJ/DF, e R$ 80 mil nas demais regiões), possuem a possibilidade de financiamento do valor total. Vale salientar que essa ação não engloba apenas construtoras ou empreendimentos específicos, mas qualquer imóvel novo, feito em parceria ou não com a Caixa.
DC - O prazo de financiamento da casa própria na Caixa já chegou aos 25 anos e pode chegar aos 30? A CEF é considerada a que tem os menores juros para a aquisição da casa própria. De quanto?
Agostoo Vargas - O prazo máximo de financiamento operado hoje pela Caixa é de 240 meses - 20 anos. Acompanhando o mercado atual e visando resguardarmos o equilíbrio financeiro das operações, tanto para a Caixa quanto para nossos clientes, a Caixa está sempre atenta a possíveis alterações. Porém, no momento não tem previsão de ampliação do prazo. A Caixa é o banco que possui as menores taxas, tanto para financiar o cliente, quanto para financiar o construtor. Hoje, a Caixa possui programas para a baixa renda com parcerias públicas que não possuem juros. Nas operações de balcão, a menor taxa operada é de 6,00% a.a., podendo ser reduzida através de convênios específicos.
DC - Os contratos são realizados em parceria com algumas construtoras? A MRV Construtora faz parceria há 25 anos com a Caixa. Estas parcerias são realizadas com qualquer incorporadora?
Agostoo Vargas - Não existem pré-seleções de construtoras para operar com a Caixa. Qualquer construtora poderá solicitar a análise de seu projeto. Será efetuada uma análise através de uma avaliação de risco de crédito, na qual será verificada a possibilidade e parâmetros onde ela operará. Uma vez aprovado, a Caixa avaliará seus projetos e o enquadramento dentro dos programas que operamos. Todos os meses novas construtoras/incorporadoras tornam-se parceiras da Caixa.
DC - O mutuário obtém crédito para que valores do imóvel? Há quanto tempo existe este financiamento na Caixa Econômica Federal? Já financiaram quantos imóveis até hoje?
Agostoo Vargas - Não há limite para o crédito ao cliente. Ele será calculado conforme a capacidade de pagamento do cliente e o enquadramento do imóvel. A Caixa possui programas que englobam todos os tipos de imóveis, tanto nas contratações varejo quanto para empreendimentos. O primeiro contrato hipotecário, visando o crédito habitacional, foi assinado pela Caixa em 01.06.1931. Possuímos hoje em nossa base mais de 1,7 milhões de financiamentos ativos, que ultrapassam R$ 28 bihões. Hoje o cliente encontra uma facilidade para financiar imóveis. Visando possibilitar que os clientes que antes não conseguiam acesso a financiamentos por não possuírem rendimentos formais - o que hoje abarca uma grande população do País, as formas de comprovação de renda se tornaram mais maleáveis, podendo ser comprovada até através de extratos bancários.
DC - O senhor acredita que o mercado imobiliário está vivendo um momento especial de crescimento e vai aproveitar o déficit da habitação de quase oito milhões? Os bancos são obrigados por lei a financiar a habitação, mas há muita inadimplência? Quando são realizados os leilões da Caixa Econômica?
Agostoo Vargas - O mercado imobiliário de SP hoje está extremamente ativo e espelha um momento ideal para que todos os segmentos envolvidos com a Construção Civil possam angariar esforços visando o fomento da habitação em nosso País. A Caixa, dentro do seu papel social e de sua missão, sempre buscou em programas junto com o governo federal possibilitar ao cidadão a aquisição da casa própria e a redução do déficit habitacional. Hoje a inadimplência está sob controle. Foram lançados instrumentos e marcos regulatórios que possibilitam ao sistema financeiro imobiliário trabalhar semelhantemente aos demais países que têm mercados de financiamento muito mais desenvolvidos. Mas ainda há regulações e instrumentos a aperfeiçoar, visando dar maior transparência e agilidade aos financiamentos, inclusive perante o judiciário.
DC - Qual foi o resultado do último feirão de imóveis realizado pela Caixa Econômica em SP?
Agostoo Vargas - O último feirão da Casa Própria de SP foi considerado um sucesso. Recebemos 154 mil visitantes e encaminhamos mais de 23 mil negócios em valores que superaram R$ 1,4 bilhão.
Fonte: Diário do Comercio - SP
Mais um incentivo para quem tem conta no FGTS
A última boa notícia do mercado veio no dia 1º deste mês: a taxa de juros para a casa própria será de 7,66% ao ano acima da TR (Taxa Referencial de Juros) para quem tem conta ativa do FTGS há mais de três anos e renda acima de cinco salários mínimos até R$ 4,9 mil. A taxa anterior era de 8,16% e de 8,66% para quem tem renda acima de R$ 4,9 mil. A taxa de juros anterior era de 10,16% ao ano mais TR, até maio deste ano, quando passou para 8,66%.
Também foi aprovada a ampliação do valor do imóvel a ser financiado com recursos do FGTS. Passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil para as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo e também no Distrito Federal. Nas demais capitais das regiões Sul e Sudeste e também no entorno do Distrito Federal, passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Nas demais regiões do País não podem ultrapassam o valor de R$ 80 mil. Antes da mudança esse valor era de R$ 72 mil. Os financiamentos com recursos do fundo atendem a todos os trabalhadores, independente de terem ou não conta vinculada. E permanece a taxa de 6% para quem tem renda até cinco salários mínimos.
Fonte: Diário do Comercio - SP
Salão imobiliário
Aproveitando a crescente oferta de crédito por parte dos bancos, o mercado imobiliário local não perde tempo e organiza um salão imobiliário que promete colocar em oferta mais de 5 mil imóveis novos construídos na Região Metropolitana do Recife. Estudo da FGV mostra que crédito imobiliário é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico, mas é necessário ajuste institucional.
Para ter maior sustentabilidade, o sistema de financiamento imobiliário no Brasil necessita de aperfeiçoar o ambiente institucional, com maior respeito aos contratos firmados e às regras de mercado, reduzir as restrições ao crédito, além de diminuir a burocracia para a concessão de financiamentos, oferecer uma maior redução nos custos e, principalmente, de impostos sobre as operações bancárias. As conclusões são do estudo sobre Crédito Imobiliário no Brasil da Fundação Getúlio Vargas.
O trabalho revela, ainda, que o País precisa elaborar uma agenda de reformas com o objetivo de permitir que o “crédito imobiliário reassuma o papel de alavanca do crescimento e da formação de capital no País”. Para isso, além de destacar como primordial a segurança jurídica dos contratos, será necessário a implementação de uma política de habitação continuada para baixa renda.
Para diminuir o elevado déficit habitacional, defendem os pesquisadores, é necessária a adoção de políticas para atender às necessidades da população de baixa renda. Isso passaria por subsídios explícitos e dotações orçamentárias permanentes, em valores crescentes. “Deve-se também estimular a aplicação de recursos privados na produção das habitações de interesse social e considerar o potencial aporte de poupança prévia nos contratos de financiamento para as famílias de renda inferior.”
Sobre esse tema a pesquisa traça um paralelo com as experiências internacionais e a própria prática brasileira nos tempos do auge do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). “Estabelecidas as condições econômicas e institucionais para um crescimento saudável e sustentável das operações de crédito e dada a enorme demanda habitacional no País, o financiamento pode passar a ser uma alavanca para a formação de capital e um instrumento de melhoria consistente do quadro socioeconômico nacional”, considera o estudo.
Com relação ao auge do SFH, na época do milagre econômico da década de 70, a pesquisa destaca que o crescimento do capital habitacional per capita coincidiu com elevada ampliação da renda per capita. “Junto com a crise do sistema, iniciada na década de 1980, a economia brasileira perdeu dinamismo. Por isso, para voltar às taxas de investimento habitacional impulsionadas pela plena operação do SFH, será preciso voltar aos índices de financiamento realizados na fase áurea”, considera o trabalho.
Comparando com as experiências internacionais, o destaque é justamente que o crescimento do sistema habitacional em outros países aconteceu em períodos de estabilidade macroeconômica e de fortalecimento das estruturas institucionais, que atualmente está acontecendo no Brasil, é válido salientar. Resta agora não deixar o cavalo passar selado, pois as condições de impulsionar o mercado estão postas.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
BC: em maio, 57,16% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil
Dados divulgados nesta quinta-feira (09) pelo Banco Central revelam que, no quinto mês de 2007, 57,16% dos grupos em andamento de consórcios de imóveis eram para unidades de até R$ 50 mil.
No total, 17 grupos (1,08%) eram para adquirir imóveis de até R$ 10 mil; 886 (56,08%), para unidades de R$ 10 mil a R$ 50 mil; e 677 (42,85%), para aquisições acima de R$ 50 mil. Em maio de 2006, os percentuais eram de 1,05%, 58,6% e 40,12%, respectivamente.
Inadimplência
A inadimplência total dos consórcios de imóveis, medida entre os participantes ativos que estão em atraso, independentemente de terem sido contemplados, totalizou 12,2% em maio. Já a inadimplência média em todas as modalidades de consórcio atingiu 7,78%.
Na comparação com abril, quando a inadimplência dos consórcios de imóveis foi de 13,23%, houve queda de 1,03 ponto percentual. Frente ao quinto mês de 2006, quando os participantes com atraso respondiam por 12,4% do total de ativos, houve queda de 0,2 pp.
Ainda segundo o BC, esta taxa de atraso nos consórcios de imóveis reflete uma inadimplência de 9,72% entre os participantes não contemplados e de 2,48% entre os que já foram contemplados.
12,67% dos participantes ativos
No quinto mês deste ano, 12,67% dos participantes ativos de consórcios no País pertenciam ao segmento imobiliário. Atualmente, isso significa 429.949 pessoas num universo de 3,391 milhões.
Frente a abril (12,42%), foi verificada queda de 0,25 ponto percentual na participação do setor imobiliário no total. Já na comparação com abril de 2006 (10,29%), o crescimento foi de 2,38 p.p.
Fonte: Valor Econômico
A nova faceta de Daniel
O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, entrou no setor imobiliário. Dantas é um dos sócios do Le Quartier, um conjunto de sete torres de 20 andares cada uma numa das áreas mais nobres de Brasília. A primeira delas, um edifício de flats, foi concluída no mês passado, com 300 apartamentos de um e dois dormitórios. Ao todo serão três prédios residenciais e outros quatro comerciais no setor hoteleiro da capital federal. O investimento total, de aproximadamente 300 milhões de reais, foi dividido entre Dantas e a construtora João Fortes Engenharia, vendida no fim de julho à Sobrapar, do empresário José Antônio Carneiro. O Opportunity confirma a sociedade no negócio, mas não revela qual o tamanho de sua participação.
Crédito responde por 62% da receita financeira do Unibanco
da Folha Online
As operações de crédito responderam por 62% das receitas de intermediação financeira do Unibanco no primeiro semestre, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira pela instituição. O resultado sinaliza o apetite do brasileiro por crédito, que se reverte em ganhos para os bancos, apesar do recuo das taxas de juros.
O Unibanco anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 1,422 bilhão no primeiro semestre deste ano, em alta de 33,15% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas da intermediação financeira somaram R$ 8,215 bilhões (das quais R$ 5,107 em operações de crédito) no primeiro semestre.
Já as tarifas bancárias diminuíram a participação percentual no bolo de receitas, mas ainda garantiram a expansão do volume financeiro. As tarifas responderam por 22% da receita do Unibanco no primeiro semestre deste ano, ante 24% no mesmo período de 2006. Por outro lado, em valores, a ampliação foi de 9,8%, de R$ 1,045 bilhão ante R$ 952 milhões.
A receita de cartões de crédito foi a que mais cresceu no período, de 16% para 19%, enquanto seguros, capitalização e previdência se mantiveram estáveis em 9%. Tarifas provenientes de fundos também não alteraram o cenário no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado, respondendo por 3%. O resultado financeiro, por sua vez, atende pelo maior volume da receita, 47% no primeiro semestre deste ano, mas recuou em relação ao ano passado (48%).
A expansão de 32% dos ativos do banco, para R$ 129,576 bilhões em junho, também foi puxada pelo aumento das operações de crédito, que responderam 40% dos ativos do banco (a maior fatia) e somaram 51,644 bilhões em junho deste ano. Em 12 meses, a carteira de crédito teve expansão de 23,2% e, no segundo trimestre, 9,9%.
Segundo o vice-presidente corporativo, Geraldo Travaglia, a mudança de natureza estrutural no mercado brasileiro, com queda das taxas de juros, a oferta do crédito consignado e expectativa de crescimento do país propiciou o aumento do crédito no país e, por sua vez, alterou o perfil das carteiras, agora de melhor qualidade.
Perdas com crédito
O cenário também foi responsável pela diminuição da provisão para perdas com créditos, em tendência de queda, conforme Travaglia. O Unibanco reduziu em 18,4% essas gastos no segundo trimestre, aos R$ 545 milhões.
"Houve uma transformação nas modalidades de crédito no Unibanco, desde 2005. Os créditos de maior risco foram substituídos por de menor risco, como o consignado e o de veículos, que é uma carteira de estabilidade de longo prazo. O que menos cresceu foi o de crédito pessoal de financeiras", comemorou Travaglia.
Quanto à expansão da carteira de crédito para o ano, o Unibanco revisou suas expectativas, de 18% a 23% de crescimento para cerca de 25%. A concessão para pessoa física deve crescer 35% e a de pessoa jurídica, 20%.
Ainda assim, a previsão de inadimplência é otimista, conforme Travaglia, e deve fechar o ano no patamar de 4,5%. No ano, a inadimplência para créditos de mais de 60 dias atingiu 5,2% neste ano, contra 6,9% em junho de 2006, e para financiamentos de mais de 90 dias, está em 4,3% do total da carteira, contra 5,1% em junho do ano passado.
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Os números da euforia, os melhores em vinte anos
A notícia virou manchete nos jornais em julho e animou ainda mais o setor: nos primeiros seis meses de 2007, os financiamentos imobiliários contratados pelos agentes que integram o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) alcançaram R$ 6,94 bilhões, superando em 67,4% o volume de operações do primeiro semestre de 2006. Somente em junho o volume de contratações atingiu R$ 1,4 bilhão, superando em 56,14% o volume contratado no mesmo mês de 2006. O resultado do mês passado foi o segundo melhor do ano, superado apenas pelo de maio.
Nos últimos doze meses, o total de recursos destinados ao mercado superou R$ 12,1 bilhões. O número de unidades financiadas em junho foi de 16.704 e, no primeiro semestre, de 80.907, contra 51.031 unidades do primeiro semestre de 2006. Também foi expressivo em junho o ritmo da captação de recursos. Os depósitos em contas de poupança superaram os saques em R$ 1,8 bilhão, elevando a quase R$ 6 bilhões o total líquido captado nos primeiros seis meses do ano.
Os resultados são excelentes, diz Carlos Eduardo Fleury, superintendente geral da Abecip: “Nos últimos vinte anos, este é o primeiro movimento para o sistema com a caderneta de poupança”. O último resultado com esses índices favoráveis ocorreu em 1981, quando foram vendidas 230 mil unidades financiadas. Depois desta fase, só houve quedas. Em 2002 foram 36 mil unidades, mas em 2006 começou a subir novamente, com cem mil unidades; no ano passado, 150 mil unidades financiadas. Os resultados do primeiro semestre de 2007 permitem prever que o número total de famílias atendidas pelos agentes financeiros do SBPE, que operam com recursos das cadernetas de poupança, poderá superar 150 mil. “Um crescimento necessário, sustentável para a economia brasileira”, diz Carlos Eduardo Fleury.
E para quem pensa que o calote dos financiamentos imobiliários dos Estados Unidos na semana passada pode afetar o Brasil, um recado do Fleury: “Nada tem a ver com a nossa economia”. Lá funcionam os chamados subprime - hipotecas de alto risco, em que as dívidas ficam maiores que o financiamento do imóvel. É quando o comprador do imóvel (já financiado em 50% por um banco) vai a outro banco e hipoteca a casa para financiar, por exemplo, os estudos do filho ou para fazer uma viagem: “É comum ao sistema financeiro americano fazer a primeira hipoteca e a segunda hipoteca de um imóvel financiado. E se a inadimplência aumenta com o desemprego, a garantia não paga nem a própria dívida”.
E mesmo que essa crise imobiliária se aprofunde nos Estados Unidos, o Brasil vai bem para o setor imobiliário, diz Fleury, pois continuam crescendo os investimentos estrangeiros no País, a taxa de juros brasileira é atrativa e uma das responsáveis pelos resultados positivos para as empresas investidoras. Tanto o desempenho das contratações como da captação de recursos decorrem, entre outros fatores, da estabilidade econômica. Estes resultados aumentam a segurança das pessoas, que podem planejar a longo prazo a tomada de um financiamento imobiliário.
Nos bancos
Os bancos estão com novas condições financeiras: Bradesco, Itaú, Nossa Caixa, Santander, ABN Real, HSBC e Unibanco financiam imóveis até R$ 100 mil a R$120 mil com juros de 8% a 12%, com parcelas fixas, juros decrescentes e redução de burocracia. Novos bancos estão prontos a entrar neste mercado para atender o déficit habitacional.
Como Citibank, que parou em 2000 e volta a atuar, Panamericano e BMG aproveitam a experiência para financiar as classes C e D. O PNB Paribas (francês) estuda alternativas no mercado de capitais. Banco Votorantin estrutura área especializada em crédito imobiliário a construtoras, o Banco do Brasil aguarda autorização do BC e atua em parceria com a Poupex, entre outros.
Fonte: Diário do Comércio - SP
Nas parcerias da Caixa, financiamento até sem juros
Agostoo Bandeira Vargas, Superintendente Regional da CEF, analisa nesta entrevista o bom momento do mercado imobiliário brasileiro e mostra o papel do banco no financiamento da casa própria. A Caixa está neste negócio desde 1º de junho de 1931, quando realizou seu primeiro financiamento. Conta desde aquela época com mais de 1,7 milhões de financiamentos ativos, que ultrapassam R$ 28 bilhões.
DC - A Caixa Econômica Federal está com uma propaganda no ar na tevê em que o jogador Raí fala dos 50 mil imóveis vendidos no último feirão da CEF? A Caixa Econômica Federal financia 100% do imóvel para quais empreendimentos?
Agostoo Vargas - As propagandas do feirão da Casa Própria são padronizadas, veiculadas no País todo, mas procurando salientar os aspectos comuns para o interessado em qualquer região do País. A Caixa financia há muitos anos, dentro dos programas que utilizam recursos do FGTS, 100% de imóveis novos (menor valor entre avaliação e compra e venda). Essa premissa da Caixa visa o fomento e construção de imóveis no País, incentivando as construtoras, o poder público - que opera através de parcerias e programas próprios e o próprio cliente. Dessa forma, todos os imóveis novos, com valores até R$ 100 mil (em SP/RJ/DF, e R$ 80 mil nas demais regiões), possuem a possibilidade de financiamento do valor total. Vale salientar que essa ação não engloba apenas construtoras ou empreendimentos específicos, mas qualquer imóvel novo, feito em parceria ou não com a Caixa.
DC - O prazo de financiamento da casa própria na Caixa já chegou aos 25 anos e pode chegar aos 30? A CEF é considerada a que tem os menores juros para a aquisição da casa própria. De quanto?
Agostoo Vargas - O prazo máximo de financiamento operado hoje pela Caixa é de 240 meses - 20 anos. Acompanhando o mercado atual e visando resguardarmos o equilíbrio financeiro das operações, tanto para a Caixa quanto para nossos clientes, a Caixa está sempre atenta a possíveis alterações. Porém, no momento não tem previsão de ampliação do prazo. A Caixa é o banco que possui as menores taxas, tanto para financiar o cliente, quanto para financiar o construtor. Hoje, a Caixa possui programas para a baixa renda com parcerias públicas que não possuem juros. Nas operações de balcão, a menor taxa operada é de 6,00% a.a., podendo ser reduzida através de convênios específicos.
DC - Os contratos são realizados em parceria com algumas construtoras? A MRV Construtora faz parceria há 25 anos com a Caixa. Estas parcerias são realizadas com qualquer incorporadora?
Agostoo Vargas - Não existem pré-seleções de construtoras para operar com a Caixa. Qualquer construtora poderá solicitar a análise de seu projeto. Será efetuada uma análise através de uma avaliação de risco de crédito, na qual será verificada a possibilidade e parâmetros onde ela operará. Uma vez aprovado, a Caixa avaliará seus projetos e o enquadramento dentro dos programas que operamos. Todos os meses novas construtoras/incorporadoras tornam-se parceiras da Caixa.
DC - O mutuário obtém crédito para que valores do imóvel? Há quanto tempo existe este financiamento na Caixa Econômica Federal? Já financiaram quantos imóveis até hoje?
Agostoo Vargas - Não há limite para o crédito ao cliente. Ele será calculado conforme a capacidade de pagamento do cliente e o enquadramento do imóvel. A Caixa possui programas que englobam todos os tipos de imóveis, tanto nas contratações varejo quanto para empreendimentos. O primeiro contrato hipotecário, visando o crédito habitacional, foi assinado pela Caixa em 01.06.1931. Possuímos hoje em nossa base mais de 1,7 milhões de financiamentos ativos, que ultrapassam R$ 28 bihões. Hoje o cliente encontra uma facilidade para financiar imóveis. Visando possibilitar que os clientes que antes não conseguiam acesso a financiamentos por não possuírem rendimentos formais - o que hoje abarca uma grande população do País, as formas de comprovação de renda se tornaram mais maleáveis, podendo ser comprovada até através de extratos bancários.
DC - O senhor acredita que o mercado imobiliário está vivendo um momento especial de crescimento e vai aproveitar o déficit da habitação de quase oito milhões? Os bancos são obrigados por lei a financiar a habitação, mas há muita inadimplência? Quando são realizados os leilões da Caixa Econômica?
Agostoo Vargas - O mercado imobiliário de SP hoje está extremamente ativo e espelha um momento ideal para que todos os segmentos envolvidos com a Construção Civil possam angariar esforços visando o fomento da habitação em nosso País. A Caixa, dentro do seu papel social e de sua missão, sempre buscou em programas junto com o governo federal possibilitar ao cidadão a aquisição da casa própria e a redução do déficit habitacional. Hoje a inadimplência está sob controle. Foram lançados instrumentos e marcos regulatórios que possibilitam ao sistema financeiro imobiliário trabalhar semelhantemente aos demais países que têm mercados de financiamento muito mais desenvolvidos. Mas ainda há regulações e instrumentos a aperfeiçoar, visando dar maior transparência e agilidade aos financiamentos, inclusive perante o judiciário.
DC - Qual foi o resultado do último feirão de imóveis realizado pela Caixa Econômica em SP?
Agostoo Vargas - O último feirão da Casa Própria de SP foi considerado um sucesso. Recebemos 154 mil visitantes e encaminhamos mais de 23 mil negócios em valores que superaram R$ 1,4 bilhão.
Fonte: Diário do Comercio - SP
Mais um incentivo para quem tem conta no FGTS
A última boa notícia do mercado veio no dia 1º deste mês: a taxa de juros para a casa própria será de 7,66% ao ano acima da TR (Taxa Referencial de Juros) para quem tem conta ativa do FTGS há mais de três anos e renda acima de cinco salários mínimos até R$ 4,9 mil. A taxa anterior era de 8,16% e de 8,66% para quem tem renda acima de R$ 4,9 mil. A taxa de juros anterior era de 10,16% ao ano mais TR, até maio deste ano, quando passou para 8,66%.
Também foi aprovada a ampliação do valor do imóvel a ser financiado com recursos do FGTS. Passou de R$ 100 mil para R$ 130 mil para as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro e São Paulo e também no Distrito Federal. Nas demais capitais das regiões Sul e Sudeste e também no entorno do Distrito Federal, passou de R$ 80 mil para R$ 100 mil. Nas demais regiões do País não podem ultrapassam o valor de R$ 80 mil. Antes da mudança esse valor era de R$ 72 mil. Os financiamentos com recursos do fundo atendem a todos os trabalhadores, independente de terem ou não conta vinculada. E permanece a taxa de 6% para quem tem renda até cinco salários mínimos.
Fonte: Diário do Comercio - SP
Salão imobiliário
Aproveitando a crescente oferta de crédito por parte dos bancos, o mercado imobiliário local não perde tempo e organiza um salão imobiliário que promete colocar em oferta mais de 5 mil imóveis novos construídos na Região Metropolitana do Recife. Estudo da FGV mostra que crédito imobiliário é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico, mas é necessário ajuste institucional.
Para ter maior sustentabilidade, o sistema de financiamento imobiliário no Brasil necessita de aperfeiçoar o ambiente institucional, com maior respeito aos contratos firmados e às regras de mercado, reduzir as restrições ao crédito, além de diminuir a burocracia para a concessão de financiamentos, oferecer uma maior redução nos custos e, principalmente, de impostos sobre as operações bancárias. As conclusões são do estudo sobre Crédito Imobiliário no Brasil da Fundação Getúlio Vargas.
O trabalho revela, ainda, que o País precisa elaborar uma agenda de reformas com o objetivo de permitir que o “crédito imobiliário reassuma o papel de alavanca do crescimento e da formação de capital no País”. Para isso, além de destacar como primordial a segurança jurídica dos contratos, será necessário a implementação de uma política de habitação continuada para baixa renda.
Para diminuir o elevado déficit habitacional, defendem os pesquisadores, é necessária a adoção de políticas para atender às necessidades da população de baixa renda. Isso passaria por subsídios explícitos e dotações orçamentárias permanentes, em valores crescentes. “Deve-se também estimular a aplicação de recursos privados na produção das habitações de interesse social e considerar o potencial aporte de poupança prévia nos contratos de financiamento para as famílias de renda inferior.”
Sobre esse tema a pesquisa traça um paralelo com as experiências internacionais e a própria prática brasileira nos tempos do auge do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). “Estabelecidas as condições econômicas e institucionais para um crescimento saudável e sustentável das operações de crédito e dada a enorme demanda habitacional no País, o financiamento pode passar a ser uma alavanca para a formação de capital e um instrumento de melhoria consistente do quadro socioeconômico nacional”, considera o estudo.
Com relação ao auge do SFH, na época do milagre econômico da década de 70, a pesquisa destaca que o crescimento do capital habitacional per capita coincidiu com elevada ampliação da renda per capita. “Junto com a crise do sistema, iniciada na década de 1980, a economia brasileira perdeu dinamismo. Por isso, para voltar às taxas de investimento habitacional impulsionadas pela plena operação do SFH, será preciso voltar aos índices de financiamento realizados na fase áurea”, considera o trabalho.
Comparando com as experiências internacionais, o destaque é justamente que o crescimento do sistema habitacional em outros países aconteceu em períodos de estabilidade macroeconômica e de fortalecimento das estruturas institucionais, que atualmente está acontecendo no Brasil, é válido salientar. Resta agora não deixar o cavalo passar selado, pois as condições de impulsionar o mercado estão postas.
Fonte: Jornal do Commercio - PE
BC: em maio, 57,16% dos consórcios eram para imóveis de até R$ 50 mil
Dados divulgados nesta quinta-feira (09) pelo Banco Central revelam que, no quinto mês de 2007, 57,16% dos grupos em andamento de consórcios de imóveis eram para unidades de até R$ 50 mil.
No total, 17 grupos (1,08%) eram para adquirir imóveis de até R$ 10 mil; 886 (56,08%), para unidades de R$ 10 mil a R$ 50 mil; e 677 (42,85%), para aquisições acima de R$ 50 mil. Em maio de 2006, os percentuais eram de 1,05%, 58,6% e 40,12%, respectivamente.
Inadimplência
A inadimplência total dos consórcios de imóveis, medida entre os participantes ativos que estão em atraso, independentemente de terem sido contemplados, totalizou 12,2% em maio. Já a inadimplência média em todas as modalidades de consórcio atingiu 7,78%.
Na comparação com abril, quando a inadimplência dos consórcios de imóveis foi de 13,23%, houve queda de 1,03 ponto percentual. Frente ao quinto mês de 2006, quando os participantes com atraso respondiam por 12,4% do total de ativos, houve queda de 0,2 pp.
Ainda segundo o BC, esta taxa de atraso nos consórcios de imóveis reflete uma inadimplência de 9,72% entre os participantes não contemplados e de 2,48% entre os que já foram contemplados.
12,67% dos participantes ativos
No quinto mês deste ano, 12,67% dos participantes ativos de consórcios no País pertenciam ao segmento imobiliário. Atualmente, isso significa 429.949 pessoas num universo de 3,391 milhões.
Frente a abril (12,42%), foi verificada queda de 0,25 ponto percentual na participação do setor imobiliário no total. Já na comparação com abril de 2006 (10,29%), o crescimento foi de 2,38 p.p.
Fonte: Valor Econômico
A nova faceta de Daniel
O banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, entrou no setor imobiliário. Dantas é um dos sócios do Le Quartier, um conjunto de sete torres de 20 andares cada uma numa das áreas mais nobres de Brasília. A primeira delas, um edifício de flats, foi concluída no mês passado, com 300 apartamentos de um e dois dormitórios. Ao todo serão três prédios residenciais e outros quatro comerciais no setor hoteleiro da capital federal. O investimento total, de aproximadamente 300 milhões de reais, foi dividido entre Dantas e a construtora João Fortes Engenharia, vendida no fim de julho à Sobrapar, do empresário José Antônio Carneiro. O Opportunity confirma a sociedade no negócio, mas não revela qual o tamanho de sua participação.
Crédito responde por 62% da receita financeira do Unibanco
da Folha Online
As operações de crédito responderam por 62% das receitas de intermediação financeira do Unibanco no primeiro semestre, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira pela instituição. O resultado sinaliza o apetite do brasileiro por crédito, que se reverte em ganhos para os bancos, apesar do recuo das taxas de juros.
O Unibanco anunciou nesta quinta-feira lucro líquido de R$ 1,422 bilhão no primeiro semestre deste ano, em alta de 33,15% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas da intermediação financeira somaram R$ 8,215 bilhões (das quais R$ 5,107 em operações de crédito) no primeiro semestre.
Já as tarifas bancárias diminuíram a participação percentual no bolo de receitas, mas ainda garantiram a expansão do volume financeiro. As tarifas responderam por 22% da receita do Unibanco no primeiro semestre deste ano, ante 24% no mesmo período de 2006. Por outro lado, em valores, a ampliação foi de 9,8%, de R$ 1,045 bilhão ante R$ 952 milhões.
A receita de cartões de crédito foi a que mais cresceu no período, de 16% para 19%, enquanto seguros, capitalização e previdência se mantiveram estáveis em 9%. Tarifas provenientes de fundos também não alteraram o cenário no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado, respondendo por 3%. O resultado financeiro, por sua vez, atende pelo maior volume da receita, 47% no primeiro semestre deste ano, mas recuou em relação ao ano passado (48%).
A expansão de 32% dos ativos do banco, para R$ 129,576 bilhões em junho, também foi puxada pelo aumento das operações de crédito, que responderam 40% dos ativos do banco (a maior fatia) e somaram 51,644 bilhões em junho deste ano. Em 12 meses, a carteira de crédito teve expansão de 23,2% e, no segundo trimestre, 9,9%.
Segundo o vice-presidente corporativo, Geraldo Travaglia, a mudança de natureza estrutural no mercado brasileiro, com queda das taxas de juros, a oferta do crédito consignado e expectativa de crescimento do país propiciou o aumento do crédito no país e, por sua vez, alterou o perfil das carteiras, agora de melhor qualidade.
Perdas com crédito
O cenário também foi responsável pela diminuição da provisão para perdas com créditos, em tendência de queda, conforme Travaglia. O Unibanco reduziu em 18,4% essas gastos no segundo trimestre, aos R$ 545 milhões.
"Houve uma transformação nas modalidades de crédito no Unibanco, desde 2005. Os créditos de maior risco foram substituídos por de menor risco, como o consignado e o de veículos, que é uma carteira de estabilidade de longo prazo. O que menos cresceu foi o de crédito pessoal de financeiras", comemorou Travaglia.
Quanto à expansão da carteira de crédito para o ano, o Unibanco revisou suas expectativas, de 18% a 23% de crescimento para cerca de 25%. A concessão para pessoa física deve crescer 35% e a de pessoa jurídica, 20%.
Ainda assim, a previsão de inadimplência é otimista, conforme Travaglia, e deve fechar o ano no patamar de 4,5%. No ano, a inadimplência para créditos de mais de 60 dias atingiu 5,2% neste ano, contra 6,9% em junho de 2006, e para financiamentos de mais de 90 dias, está em 4,3% do total da carteira, contra 5,1% em junho do ano passado.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
As notícias de hoje, 09/08, são:
As notícias de hoje, 09/08, são:
- Quer vender seu imóvel e comprar outro sem prejuízo? Permuta pode ser boa opção!
- Com maior facilidade de compra, preço dos imóveis pode aumentar, alerta Anefac;
- Lucro da Gafisa sobe 47,47%;
- Consumidor terá classificação.
- Fundos imobiliários antecipam ação;
- Hillary investe contra o subprime.
Quer vender seu imóvel e comprar outro sem prejuízo? Permuta pode ser boa opção!
Depois de realizar o sonho da casa própria, muitas pessoas passam a almejar um imóvel maior ou em outro bairro, seja pelo aumento da família, seja pela proximidade do trabalho.
No entanto, nem sempre é fácil vender uma casa ou apartamento a tempo de pagar a nova propriedade que você deseja. Desta maneira, a permuta, ou simplesmente troca, pode ser uma ótima opção.
Como proceder
Para quem não sabe, existem três situações possíveis em uma permuta: os dois imóveis têm o mesmo valor e os proprietários ficam quites; o seu imóvel é mais barato do que o da outra pessoa e você tem de pagar uma diferença, em dinheiro ou com um carro, por exemplo; o seu imóvel é mais caro do que o da outra pessoa e você tem de receber uma diferença.
Conforme divulgou o Jornal dos Imóveis, em aquisições envolvendo permutas, as imobiliárias prestam um serviço relevante, já que somente os corretores têm todas as informações das preferências dos clientes, bem como da aceitação ou não de determinadas trocas.
Dicas para um bom negócio
Em primeiro lugar, procure uma imobiliária de confiança, disponibilize todos os dados do seu imóvel para venda ou permuta e enumere quais são as características da propriedade pretendida, tais como os bairros preferidos, número de dormitórios, se necessariamente há de ser em condomínio ou loteamento fechado etc.
Além disso, faça uma reunião com o corretor, estabeleça o valor de venda do seu imóvel, informe seu potencial de recursos em dinheiro, automóvel, FGTS, financiamento e outros imóveis para a permuta. Lembre-se de não exagerar no preço do seu imóvel, para não dificultar possíveis negócios.
Fonte: InfoMoney
Com maior facilidade de compra, preço dos imóveis pode aumentar, alerta Anefac
Com maior oferta de crédito e facilidade para a compra de um imóvel, o consumidor poderá, em um sentido inverso, ser prejudicado. Em resposta à maior procura de casas e apartamentos, uma tendência - não descartada - é que os preços cobrados pelos empreendimentos aumentem. A informação é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).
Segundo o vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a atual grande oferta de lançamentos impede que esse cenário seja verificado em curto prazo. "Mas os encarecimentos não podem ser descartados, por isso, no momento da compra, é necessário pesquisar não só as facilidades de financiamento, mas também o próprio preço do imóvel", orientou.
Em quantidade
Vale lembrar que, de 2003 a 2006, o dinheiro liberado para a compra de imóveis aumentou em 45,6%, atingindo R$ 36,4 bilhões. Conforme levantamento " Economia Bancária e Crédito", do Banco Central, a ampliação na oferta de crédito foi estimulada, principalmente, pelos incentivos lançados mais recentemente às operações.
Como exemplo, técnicos do órgão citaram, no documento de divulgação do estudo, a utilização de taxas pré-fixadas na contratação do financiamento.
No bolso
Dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) mostraram que, de 2001 a 2006, houve encarecimento mais acentuado nos preços praticados pelo metro quadrado entre 2001 e 2004.
Na média dos valores empregados na da Região Metropolitana de São Paulo, o encarecimento chegou a quase 19% entre 2003 e 2004. No caso da capital paulista, o maior aumento, de 17,6%, ficou entre 2001 e 2002.
Modificações
Oliveira lembrou que as modificações sentidas na concessão de crédito para a compra da casa são inéditas. Pode-se pagar dívida em até 30 anos, financiar o valor total do bem e ainda optar pela modalidade pré-fixada: sem correção da taxa referencial (TR), a conta não muda ao longo de todo o tempo financiado.
Fonte: InfoMoney
Lucro da Gafisa sobe 47,47%
A Gafisa terminou o primeiro semestre do ano com lucro líquido de R$ 49,7 milhões, 47,47% maior do que em período equivalente de 2006, quando lucrou R$ 33,7 milhões. Os resultados deste ano foram prejudicados pelas despesas do lançamento de ações realizado em março, tanto no mercado interno como em Nova York. As despesas - custos não-recorrentes - levaram a empresa a fechar o primeiro trimestre com prejuízo , mas o segundo trimestre compensou a perda.
Mesmo com o crescimento sendo considerado tendência, a empresa preocupa-se com eventual excesso de oferta no Rio de Janeiro e de São Paulo e busca diversificar a área de atuação.
O diretor de Relações com Investidores (RI) da Gafisa, Carlos Gros,, disse que os resultados são decorrência do aumento de negócios: no primeiro semestre, o grupo lançou unidades no valor de R$ 800 milhões, dos quais R$ 470,7 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 72% em relação ao segundo trimestre de 2006.
'O resultado foi muito bom, pois as vendas contratadas atingiram R$ 350 milhões em imóveis de abril a junho, com aumento de 50% ante igual período de 2006. Ou seja, a empresa já reflete a estabilidade e crescimento da economia brasileira e do financiamento imobiliário em ascensão', disse o diretor de Relações com Investidores da Gafisa, Carlos Gros.
A geração de caixa antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, o Ebitda, foi de R$ 74,6 milhões no acumulado do ano, 83,74% maior do que nos primeiros seis meses de 2006. No segundo trimestre, ficou em R$ 38,4 milhões, 90,09% acima do registrado no período de abril a junho do ano passado.
A Gafisa lançou ações na Bolsa em 17 de fevereiro de 2006, movimentando R$ 927 milhões. Em 16 de março último, fez lançamento, no valor de R$ 1,171 bilhão. Este último lançamento acabou tendo impacto nos resultados do primeiro trimestre, com custos de bancos de investimentos e advogados.
O chefe de análise da Corretora Prosper, André Segadilha, disse que o aumento da geração de caixa, por mais que dentro do esperado pelo mercado, foi muito boa. 'O Ebitda mostra a capacidade de investimento no futuro, além da capacidade de pagamento de dividendos para os acionistas', disse. A empresa espera crescer de 60% a 65% em lançamentos em relação a 2006. A expectativa é de que a margem Ebitda no ano fique entre 15% e 16%.
O aumento da oferta de financiamento imobiliário ajuda a impulsionar o setor imobiliário.
Segundo dados da Gafisa, o volume de financiamento imobiliário realizado por bancos para pessoa física cresceu 67% no primeiro semestre, alcançando um total de R$ 6,9 milhões.
Fonte: Jornal do Commercio (Juliana Ennes)
Consumidor terá classificação
OESP, Pág Economia
A aprovação da proposta de criação do cadastro positivo, que passou ontem pela Câmara e agora vai para o Senado, deverá permitir ao consumidor brasileiro negociar as taxas de juros nos empréstimos com lojas e financeiras. As taxas passam a variar de acordo com a 'nota de crédito' de cada pessoa, assim como fazem os americanos. Essa nota indica se o consumidor é um bom pagador ou um caloteiro. Isso poderá representar uma redução significativa nas taxas de juros dos empréstimos.
A irlandesa Experian, líder mundial de mercado de informações de crédito que recentemente comprou a Serasa, já se prepara para lançar esse produto de crédito interativo no País. Por meio de um site, o consumidor entra com os seus dados de crédito, define o bem que quer comprar e obtém a sua classificação de risco. Com isso, fica sabendo as condições do empréstimo oferecidas pelas lojas, bancos e financeiras para aquisição desse bem a prazo. O serviço está disponível nos Estados Unidos desde 1999. É gratuito para uma consulta anual.
'Esse serviço já responde por 20% da nossa receita no mundo', diz o presidente da Experian no Brasil, Gilberto Vasconcelos. A companhia faturou no ano passado US$ 3,079 bilhões em 30 países. Trabalha com cadastro completo, isto é, informações positivas e negativas, em 15 países.
Foi exatamente o potencial do brasileiro de se endividar que atraiu a empresa para o País. O Brasil é o quinto país em população do mundo e o nível de endividamento é baixo. O crédito para empresas e consumidores equivale a 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos Estados Unidos, essa fatia é de 170%. Além de oferecer um serviço de classificação de risco, a companhia está de olho no crédito imobiliário. 'Lá fora temos grande experiência nessa área', diz Vasconcelos. No Brasil o potencial de crescimento desse segmento é muito grande. Segundo ele, 'o mercado de crédito está só começando no País'. MÁRCIA DE CHIARA
Fundos imobiliários antecipam ação
DCI, Pág Finanças
A diversificação de investimentos dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) na planta ou em projetos recém-elaborados deverá alavancar o crescimento dessas operações no segundo semestre de 2007, afirmam analistas de mercado. Segundo os especialistas, há setores com forte demanda reprimida de construções como habitação, hospitais, shopping centers e lojas de varejo, que estão em franca expansão.
De acordo com dados da Comissão de Valores de Valores Mobiliários (CVM), o Patrimônio Líquido desses fundos apresentou um crescimento de 43% na comparação entre os valores acumulados até julho de 2007 e até julho de 2006, passando de R$ 2,1 bilhões para R$ 3 bilhões no período. Contudo, os especialistas afirmam que esse desempenho ainda está abaixo do seu potencial de crescimento, e dizem que esses fundos estão passando por uma fase de transformação para atender a um nicho mais amplo nos próximos meses.
"Muitos dos fundos atuais foram feitos através de imóveis já prontos, ou seja, eles possuem uma estrutura diferente de um fundo que investe em empreendimentos em construção", afirma Sérgio Belleza Filho, consultor de investimentos especialista em fundos imobiliários. Ele explica que esses fundos ainda estão começando a crescer e sua evolução para aplicações em empreendimentos não consolidados poderá atrair grandes grupos estrangeiros, o que ampliaria os volumes captados. "Há tendência de investimentos em imóveis a serem construídos, que trazem uma melhor gestão do dinheiro e melhor escolha de negócios", diz. "Quando um fundo nasce de um empreendimento pronto existe um certo conflito", completa.
A maior autonomia conferida pela CVM às companhias hipotecárias, em junho, que passaram a poder atuar como administradoras de FII e não apenas como estruturadoras, também poderá tornar seus fundos mais ousados, dizem especialistas. A Brazilian Mortgages, uma das líderes na estruturação de fundos imobiliários, projeta uma oferta secundária de R$ 40 milhões a ser realizada até o final de 2008 para o seu fundo FII Hospital Nossa Senhora de Lurdes, que já captou R$ 65 milhões através de duas emissões.
Para o diretor da Brazilian Mortgages, Rodrigo Machado, o investidor nacional que aplica em móveis ainda possui características mais conservadoras, o que tem tornado mais lento esse processo de migração para investimentos em imóveis ainda não construídos. "O aumento de investidores estrangeiros nos FII pode mudar esse perfil e ampliar a disposição para o risco", diz. "Buscar investidores em projetos de imóveis é mais difícil, mas é mais rentável", completa.
A empresa nacional de serviços financeiros, Rio Bravo, projeta lançar um fundo que deverá investir em imóveis alugados para varejistas. Trata-se do Fundo Imobiliário Veredas, que ainda não possui previsão de captação. "O fundo não recebeu uma captação pública, e é de um grupo de cotistas pequeno, mas que deverá ampliar-se em breve", diz Luiz Eugênio Junqueira Figueiredo, diretor de Gestão de Investimentos da Rio Bravo. A empresa realizou recentemente a venda de parte das operações para o banco americano Lehman Brother, que incluiu toda a área de assessoria financeira, responsável por operações de fusões e aquisições, mas que deixou de fora as negociações relativas a fundos imobiliários da Rio Bravo. "A indústria de fundos deverá ter um bom desempenho no segundo semestre. Muitos fundos imobiliários estão se estruturando e deverão ser lançados nos próximos meses", diz.
A gestora Hedging Griffo, cujo controle foi comprado pelo Credit Suisse em 2006, já realizou a segunda emissão do seu Fundo de Investimento Imobiliário HG Brasil Imobiliário, que possui patrimônio líquido estimado em R$ 75 milhões. Segundo informações da empresa, o fundo tem a vantagem de possibilitar a valorização da cota no mercado secundário da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e possui a finalidade principal de auferir ganhos a partir da comercialização de shopping centers, através da aquisição de participações em empreendimentos para locação ou arrendamento".
Para o dr. José Paulo Marzagão, sócio do escritório Navarro Advogados e especialista em FII, seria interessante para o segmento a possibilidade de investir não apenas no ativo, mas na bandeira e na expertise de uma grande empresa do setor. "O mercado evoluiu muito e existem grandes bandeiras", diz. "Essa modificação atrairia investimentos estrangeiros e alavancaria o setor por mais tempo do que o previsto", completa.
Segundo Marzagão, o fundo imobiliário tem a vantagem de permitir investimentos de investidores grandes e pequenos.
Expansão do Crédito
Segundo os especialistas, o mercado imobiliário é alimentado pelo mercado de crédito e pelo mercado de capitais, e ambos estão indo bem. Dados do Banco Central mostram que o volume de crédito liberado para financiamento imobiliário foi de R$ 8,601 bilhões no primeiro semestre, o que representa um crescimento de 60,1%, frente ao mesmo período de 2006, quando foram destinados R$ 5,370 bilhões para o financiamento imobiliário. Para José Pereira Gonçalves, superintendente técnico da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a emissão de crédito deverá chegar próximo dos R$ 15 bilhões em 2007, contra pouco mais de R$ 9 bilhões em 2006. "O número de unidades financiadas deverá ser superior a 150 mil, sendo que no ano passado foram 114 mil", diz. Ele conta que o crédito ainda tem espaço para crescer pelos próximos três anos ao menos e diz que os investimentos na planta têm sido cada vez mais procurados. "Há uma análise de risco mais eficiente atualmente, o que possibilita a maior concessão". A Emplavi, empresa incorporadora do Distrito Federal, diz que o mercado imobiliário nessa região está aquecido. Um dos motivos, segundo a empresa, é o volume de recursos destinados ao financiamento de imóveis, o que ocasiona o aumento da demanda. "Essa ampliação de crédito tem ocasionado o aumento da procura, o que favorece o mercado como um todo", diz Wilson Charles, gerente comercial da Emplavi. "As pessoas ficam motivadas a investir e isso é positivo para o setor".
Hillary investe contra o subprime
Quarta-feira, 08/08/2007, GZM, Pág A16
Washington e Derry (EUA), 8 de Agosto de 2007 - Para a candidata, muitas instituições ?aproveitaram-se da situação difícil de alguns americanos?. Hillary Clinton, candidata democrata à presidência, tratou ontem diretamente dos problemas que o país enfrenta no setor imobiliário, propondo uma série de exigências para as instituições financeiras e o fim das multas por pagamento antecipado das prestações do crédito imobiliário, no âmbito de um plano de combate à crescente inadimplência.
'Precisamos agir agora com soluções inteligentes, práticas', disse Clinton ontem durante uma visita de campanha em Derry, New Hampshire. 'Precisamos acabar com os corretores de hipotecas fraudulentos, que distribuem empréstimos a candidatos não qualificados com base em avaliações infladas'.
O número de hipotecas em fase de execução, nos Estados Unidos, atingiu um recorde no primeiro trimestre, e a inadimplência abrange desde credores 'de risco', com péssimo histórico de crédito, a pessoas com históricos confiáveis.
Clinton, senadora por Nova York, falou um dia depois que a American Home Mortgage Investment pediu concordata, tornando-se a segunda maior instituição de crédito imobiliário a fazer isto nos EUA, este ano.
Clinton, 59, disse que em setembro apresentará uma lei que proibirá a cobrança de multas a pessoas que liquidam suas hipotecas antecipadamente, exigirá o registro federal das corretoras de hipotecas e maior transparência sobre as tarifas que elas cobram. Ela prometeu criar um fundo de US$ 1 bilhão para programas estatais de ajuda a credores para evitar a execução. 'Muitas instituições de crédito realmente aproveitaram-se de uma situação econômica particularmente difícil para muitos americanos', disse Clinton em entrevista à CNBC, ontem.
O setor teme que as propostas de Clinton acabem com as multas por pagamento antecipado, disse Steve O?Connor, vice-presidente sênior de política pública da Mortgage Bankers Association, um grupo de Washington. Quando as pessoas pagam suas hipotecas antes do prazo previsto, o fluxo de investimentos sofre um abalo, afirmou. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 16)(Bloomberg News)
- Quer vender seu imóvel e comprar outro sem prejuízo? Permuta pode ser boa opção!
- Com maior facilidade de compra, preço dos imóveis pode aumentar, alerta Anefac;
- Lucro da Gafisa sobe 47,47%;
- Consumidor terá classificação.
- Fundos imobiliários antecipam ação;
- Hillary investe contra o subprime.
Quer vender seu imóvel e comprar outro sem prejuízo? Permuta pode ser boa opção!
Depois de realizar o sonho da casa própria, muitas pessoas passam a almejar um imóvel maior ou em outro bairro, seja pelo aumento da família, seja pela proximidade do trabalho.
No entanto, nem sempre é fácil vender uma casa ou apartamento a tempo de pagar a nova propriedade que você deseja. Desta maneira, a permuta, ou simplesmente troca, pode ser uma ótima opção.
Como proceder
Para quem não sabe, existem três situações possíveis em uma permuta: os dois imóveis têm o mesmo valor e os proprietários ficam quites; o seu imóvel é mais barato do que o da outra pessoa e você tem de pagar uma diferença, em dinheiro ou com um carro, por exemplo; o seu imóvel é mais caro do que o da outra pessoa e você tem de receber uma diferença.
Conforme divulgou o Jornal dos Imóveis, em aquisições envolvendo permutas, as imobiliárias prestam um serviço relevante, já que somente os corretores têm todas as informações das preferências dos clientes, bem como da aceitação ou não de determinadas trocas.
Dicas para um bom negócio
Em primeiro lugar, procure uma imobiliária de confiança, disponibilize todos os dados do seu imóvel para venda ou permuta e enumere quais são as características da propriedade pretendida, tais como os bairros preferidos, número de dormitórios, se necessariamente há de ser em condomínio ou loteamento fechado etc.
Além disso, faça uma reunião com o corretor, estabeleça o valor de venda do seu imóvel, informe seu potencial de recursos em dinheiro, automóvel, FGTS, financiamento e outros imóveis para a permuta. Lembre-se de não exagerar no preço do seu imóvel, para não dificultar possíveis negócios.
Fonte: InfoMoney
Com maior facilidade de compra, preço dos imóveis pode aumentar, alerta Anefac
Com maior oferta de crédito e facilidade para a compra de um imóvel, o consumidor poderá, em um sentido inverso, ser prejudicado. Em resposta à maior procura de casas e apartamentos, uma tendência - não descartada - é que os preços cobrados pelos empreendimentos aumentem. A informação é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac).
Segundo o vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a atual grande oferta de lançamentos impede que esse cenário seja verificado em curto prazo. "Mas os encarecimentos não podem ser descartados, por isso, no momento da compra, é necessário pesquisar não só as facilidades de financiamento, mas também o próprio preço do imóvel", orientou.
Em quantidade
Vale lembrar que, de 2003 a 2006, o dinheiro liberado para a compra de imóveis aumentou em 45,6%, atingindo R$ 36,4 bilhões. Conforme levantamento " Economia Bancária e Crédito", do Banco Central, a ampliação na oferta de crédito foi estimulada, principalmente, pelos incentivos lançados mais recentemente às operações.
Como exemplo, técnicos do órgão citaram, no documento de divulgação do estudo, a utilização de taxas pré-fixadas na contratação do financiamento.
No bolso
Dados da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp) mostraram que, de 2001 a 2006, houve encarecimento mais acentuado nos preços praticados pelo metro quadrado entre 2001 e 2004.
Na média dos valores empregados na da Região Metropolitana de São Paulo, o encarecimento chegou a quase 19% entre 2003 e 2004. No caso da capital paulista, o maior aumento, de 17,6%, ficou entre 2001 e 2002.
Modificações
Oliveira lembrou que as modificações sentidas na concessão de crédito para a compra da casa são inéditas. Pode-se pagar dívida em até 30 anos, financiar o valor total do bem e ainda optar pela modalidade pré-fixada: sem correção da taxa referencial (TR), a conta não muda ao longo de todo o tempo financiado.
Fonte: InfoMoney
Lucro da Gafisa sobe 47,47%
A Gafisa terminou o primeiro semestre do ano com lucro líquido de R$ 49,7 milhões, 47,47% maior do que em período equivalente de 2006, quando lucrou R$ 33,7 milhões. Os resultados deste ano foram prejudicados pelas despesas do lançamento de ações realizado em março, tanto no mercado interno como em Nova York. As despesas - custos não-recorrentes - levaram a empresa a fechar o primeiro trimestre com prejuízo , mas o segundo trimestre compensou a perda.
Mesmo com o crescimento sendo considerado tendência, a empresa preocupa-se com eventual excesso de oferta no Rio de Janeiro e de São Paulo e busca diversificar a área de atuação.
O diretor de Relações com Investidores (RI) da Gafisa, Carlos Gros,, disse que os resultados são decorrência do aumento de negócios: no primeiro semestre, o grupo lançou unidades no valor de R$ 800 milhões, dos quais R$ 470,7 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 72% em relação ao segundo trimestre de 2006.
'O resultado foi muito bom, pois as vendas contratadas atingiram R$ 350 milhões em imóveis de abril a junho, com aumento de 50% ante igual período de 2006. Ou seja, a empresa já reflete a estabilidade e crescimento da economia brasileira e do financiamento imobiliário em ascensão', disse o diretor de Relações com Investidores da Gafisa, Carlos Gros.
A geração de caixa antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, o Ebitda, foi de R$ 74,6 milhões no acumulado do ano, 83,74% maior do que nos primeiros seis meses de 2006. No segundo trimestre, ficou em R$ 38,4 milhões, 90,09% acima do registrado no período de abril a junho do ano passado.
A Gafisa lançou ações na Bolsa em 17 de fevereiro de 2006, movimentando R$ 927 milhões. Em 16 de março último, fez lançamento, no valor de R$ 1,171 bilhão. Este último lançamento acabou tendo impacto nos resultados do primeiro trimestre, com custos de bancos de investimentos e advogados.
O chefe de análise da Corretora Prosper, André Segadilha, disse que o aumento da geração de caixa, por mais que dentro do esperado pelo mercado, foi muito boa. 'O Ebitda mostra a capacidade de investimento no futuro, além da capacidade de pagamento de dividendos para os acionistas', disse. A empresa espera crescer de 60% a 65% em lançamentos em relação a 2006. A expectativa é de que a margem Ebitda no ano fique entre 15% e 16%.
O aumento da oferta de financiamento imobiliário ajuda a impulsionar o setor imobiliário.
Segundo dados da Gafisa, o volume de financiamento imobiliário realizado por bancos para pessoa física cresceu 67% no primeiro semestre, alcançando um total de R$ 6,9 milhões.
Fonte: Jornal do Commercio (Juliana Ennes)
Consumidor terá classificação
OESP, Pág Economia
A aprovação da proposta de criação do cadastro positivo, que passou ontem pela Câmara e agora vai para o Senado, deverá permitir ao consumidor brasileiro negociar as taxas de juros nos empréstimos com lojas e financeiras. As taxas passam a variar de acordo com a 'nota de crédito' de cada pessoa, assim como fazem os americanos. Essa nota indica se o consumidor é um bom pagador ou um caloteiro. Isso poderá representar uma redução significativa nas taxas de juros dos empréstimos.
A irlandesa Experian, líder mundial de mercado de informações de crédito que recentemente comprou a Serasa, já se prepara para lançar esse produto de crédito interativo no País. Por meio de um site, o consumidor entra com os seus dados de crédito, define o bem que quer comprar e obtém a sua classificação de risco. Com isso, fica sabendo as condições do empréstimo oferecidas pelas lojas, bancos e financeiras para aquisição desse bem a prazo. O serviço está disponível nos Estados Unidos desde 1999. É gratuito para uma consulta anual.
'Esse serviço já responde por 20% da nossa receita no mundo', diz o presidente da Experian no Brasil, Gilberto Vasconcelos. A companhia faturou no ano passado US$ 3,079 bilhões em 30 países. Trabalha com cadastro completo, isto é, informações positivas e negativas, em 15 países.
Foi exatamente o potencial do brasileiro de se endividar que atraiu a empresa para o País. O Brasil é o quinto país em população do mundo e o nível de endividamento é baixo. O crédito para empresas e consumidores equivale a 35% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos Estados Unidos, essa fatia é de 170%. Além de oferecer um serviço de classificação de risco, a companhia está de olho no crédito imobiliário. 'Lá fora temos grande experiência nessa área', diz Vasconcelos. No Brasil o potencial de crescimento desse segmento é muito grande. Segundo ele, 'o mercado de crédito está só começando no País'. MÁRCIA DE CHIARA
Fundos imobiliários antecipam ação
DCI, Pág Finanças
A diversificação de investimentos dos Fundos de Investimento Imobiliário (FII) na planta ou em projetos recém-elaborados deverá alavancar o crescimento dessas operações no segundo semestre de 2007, afirmam analistas de mercado. Segundo os especialistas, há setores com forte demanda reprimida de construções como habitação, hospitais, shopping centers e lojas de varejo, que estão em franca expansão.
De acordo com dados da Comissão de Valores de Valores Mobiliários (CVM), o Patrimônio Líquido desses fundos apresentou um crescimento de 43% na comparação entre os valores acumulados até julho de 2007 e até julho de 2006, passando de R$ 2,1 bilhões para R$ 3 bilhões no período. Contudo, os especialistas afirmam que esse desempenho ainda está abaixo do seu potencial de crescimento, e dizem que esses fundos estão passando por uma fase de transformação para atender a um nicho mais amplo nos próximos meses.
"Muitos dos fundos atuais foram feitos através de imóveis já prontos, ou seja, eles possuem uma estrutura diferente de um fundo que investe em empreendimentos em construção", afirma Sérgio Belleza Filho, consultor de investimentos especialista em fundos imobiliários. Ele explica que esses fundos ainda estão começando a crescer e sua evolução para aplicações em empreendimentos não consolidados poderá atrair grandes grupos estrangeiros, o que ampliaria os volumes captados. "Há tendência de investimentos em imóveis a serem construídos, que trazem uma melhor gestão do dinheiro e melhor escolha de negócios", diz. "Quando um fundo nasce de um empreendimento pronto existe um certo conflito", completa.
A maior autonomia conferida pela CVM às companhias hipotecárias, em junho, que passaram a poder atuar como administradoras de FII e não apenas como estruturadoras, também poderá tornar seus fundos mais ousados, dizem especialistas. A Brazilian Mortgages, uma das líderes na estruturação de fundos imobiliários, projeta uma oferta secundária de R$ 40 milhões a ser realizada até o final de 2008 para o seu fundo FII Hospital Nossa Senhora de Lurdes, que já captou R$ 65 milhões através de duas emissões.
Para o diretor da Brazilian Mortgages, Rodrigo Machado, o investidor nacional que aplica em móveis ainda possui características mais conservadoras, o que tem tornado mais lento esse processo de migração para investimentos em imóveis ainda não construídos. "O aumento de investidores estrangeiros nos FII pode mudar esse perfil e ampliar a disposição para o risco", diz. "Buscar investidores em projetos de imóveis é mais difícil, mas é mais rentável", completa.
A empresa nacional de serviços financeiros, Rio Bravo, projeta lançar um fundo que deverá investir em imóveis alugados para varejistas. Trata-se do Fundo Imobiliário Veredas, que ainda não possui previsão de captação. "O fundo não recebeu uma captação pública, e é de um grupo de cotistas pequeno, mas que deverá ampliar-se em breve", diz Luiz Eugênio Junqueira Figueiredo, diretor de Gestão de Investimentos da Rio Bravo. A empresa realizou recentemente a venda de parte das operações para o banco americano Lehman Brother, que incluiu toda a área de assessoria financeira, responsável por operações de fusões e aquisições, mas que deixou de fora as negociações relativas a fundos imobiliários da Rio Bravo. "A indústria de fundos deverá ter um bom desempenho no segundo semestre. Muitos fundos imobiliários estão se estruturando e deverão ser lançados nos próximos meses", diz.
A gestora Hedging Griffo, cujo controle foi comprado pelo Credit Suisse em 2006, já realizou a segunda emissão do seu Fundo de Investimento Imobiliário HG Brasil Imobiliário, que possui patrimônio líquido estimado em R$ 75 milhões. Segundo informações da empresa, o fundo tem a vantagem de possibilitar a valorização da cota no mercado secundário da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e possui a finalidade principal de auferir ganhos a partir da comercialização de shopping centers, através da aquisição de participações em empreendimentos para locação ou arrendamento".
Para o dr. José Paulo Marzagão, sócio do escritório Navarro Advogados e especialista em FII, seria interessante para o segmento a possibilidade de investir não apenas no ativo, mas na bandeira e na expertise de uma grande empresa do setor. "O mercado evoluiu muito e existem grandes bandeiras", diz. "Essa modificação atrairia investimentos estrangeiros e alavancaria o setor por mais tempo do que o previsto", completa.
Segundo Marzagão, o fundo imobiliário tem a vantagem de permitir investimentos de investidores grandes e pequenos.
Expansão do Crédito
Segundo os especialistas, o mercado imobiliário é alimentado pelo mercado de crédito e pelo mercado de capitais, e ambos estão indo bem. Dados do Banco Central mostram que o volume de crédito liberado para financiamento imobiliário foi de R$ 8,601 bilhões no primeiro semestre, o que representa um crescimento de 60,1%, frente ao mesmo período de 2006, quando foram destinados R$ 5,370 bilhões para o financiamento imobiliário. Para José Pereira Gonçalves, superintendente técnico da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), a emissão de crédito deverá chegar próximo dos R$ 15 bilhões em 2007, contra pouco mais de R$ 9 bilhões em 2006. "O número de unidades financiadas deverá ser superior a 150 mil, sendo que no ano passado foram 114 mil", diz. Ele conta que o crédito ainda tem espaço para crescer pelos próximos três anos ao menos e diz que os investimentos na planta têm sido cada vez mais procurados. "Há uma análise de risco mais eficiente atualmente, o que possibilita a maior concessão". A Emplavi, empresa incorporadora do Distrito Federal, diz que o mercado imobiliário nessa região está aquecido. Um dos motivos, segundo a empresa, é o volume de recursos destinados ao financiamento de imóveis, o que ocasiona o aumento da demanda. "Essa ampliação de crédito tem ocasionado o aumento da procura, o que favorece o mercado como um todo", diz Wilson Charles, gerente comercial da Emplavi. "As pessoas ficam motivadas a investir e isso é positivo para o setor".
Hillary investe contra o subprime
Quarta-feira, 08/08/2007, GZM, Pág A16
Washington e Derry (EUA), 8 de Agosto de 2007 - Para a candidata, muitas instituições ?aproveitaram-se da situação difícil de alguns americanos?. Hillary Clinton, candidata democrata à presidência, tratou ontem diretamente dos problemas que o país enfrenta no setor imobiliário, propondo uma série de exigências para as instituições financeiras e o fim das multas por pagamento antecipado das prestações do crédito imobiliário, no âmbito de um plano de combate à crescente inadimplência.
'Precisamos agir agora com soluções inteligentes, práticas', disse Clinton ontem durante uma visita de campanha em Derry, New Hampshire. 'Precisamos acabar com os corretores de hipotecas fraudulentos, que distribuem empréstimos a candidatos não qualificados com base em avaliações infladas'.
O número de hipotecas em fase de execução, nos Estados Unidos, atingiu um recorde no primeiro trimestre, e a inadimplência abrange desde credores 'de risco', com péssimo histórico de crédito, a pessoas com históricos confiáveis.
Clinton, senadora por Nova York, falou um dia depois que a American Home Mortgage Investment pediu concordata, tornando-se a segunda maior instituição de crédito imobiliário a fazer isto nos EUA, este ano.
Clinton, 59, disse que em setembro apresentará uma lei que proibirá a cobrança de multas a pessoas que liquidam suas hipotecas antecipadamente, exigirá o registro federal das corretoras de hipotecas e maior transparência sobre as tarifas que elas cobram. Ela prometeu criar um fundo de US$ 1 bilhão para programas estatais de ajuda a credores para evitar a execução. 'Muitas instituições de crédito realmente aproveitaram-se de uma situação econômica particularmente difícil para muitos americanos', disse Clinton em entrevista à CNBC, ontem.
O setor teme que as propostas de Clinton acabem com as multas por pagamento antecipado, disse Steve O?Connor, vice-presidente sênior de política pública da Mortgage Bankers Association, um grupo de Washington. Quando as pessoas pagam suas hipotecas antes do prazo previsto, o fluxo de investimentos sofre um abalo, afirmou. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 16)(Bloomberg News)
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